domingo, 26 de outubro de 2008

05 Razões Para Se Visitar RECIFE/PE

Recife


Recife é a capital do estado brasileiro de Pernambuco. Foi fundado no ano de 1537 e é a mais antiga das capitais brasileiras. Segundo os estudiosos, a palavra ‘arrecife’ é a forma antiga do vocábulo ‘recife’ e que ambos procedem do árabe, ‘ar-raçif’, que significa calçada, caminho pavimentado, linha de escolhos, dique, paredão, muralha, cais, molhe. Às margens do oceano Atlântico, Recife tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1,55 milhão de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana). Em recente estudo do IBGE, Recife aparece como metrópole da quarta maior rede urbana do Brasil em população.



01. A beleza

Recife é uma capital bonita. Com todas aquelas pontes à noite iluminadas, prédios antigos disputam espaço com construções hi-tech. Povo sorridente, falador; Comércio a mil; Sotaque gostoso. O rio que pela manhã parece ter a cor do sol, ele doura, é lindo! As flores que nascem às margens do meu Capibaribe só enchem meus olhos de cores. As casinhas coloridas da Rua da Aurora, os monumentos em pedra de grandes figuras recifenses, como Capiba, João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Pena Filho se incorporaram na paisagem pra recifense e turista ver. Meu Recife é belo, vale a pena conhecer.




02. As praias


Pensou em Recife, pensou em água. Se não for as águas do rio Capibaribe, são das inúmeras praias que o margeiam. As praias têm águas mornas e são freqüentadas por inúmeros turistas durante todos os meses do ano. Litoral Norte ou Sul, é só escolher. Mergulho, surf, balada, dependendo do que você esteja procurando, Recife te dá inúmeras opções. Tem a Praia de Boa Viagem, Piedade, se quiser ir mais pro sul, tem o Cabo de Santo Agostinho e a badalada praia de Porto de Galinhas, se quiser ir pro norte, tem a praia de Carne de Vaca, Ponta de Pedra e ainda a Ilha de Itamaracá. Sem contar com a magnífica Fernando de Noronha, um espetáculo a parte que eu digo com todas as letras: é ilha de meu Pernambuco! Pertinho de Recife.


03. Os sítios históricos


Temos o Palácio Campo das Princesas, no Bairro de Santo Antônio, onde agora é a sede do governo. A Praça da República, que está situada no local do antigo Campo de honra da província. Também temos o teatro Santa Isabel, do século XIX e o Palácio da Justiça, todos estes localizados no Bairro de Santo Antônio. Na antiga Casa de Detenção, que funcionou até o ano de 1973, encontramos instalada hoje a Casa da Cultura, espaço comercial e cultural, com lojas de artesanato, banco (câmbio), galerias de arte e área para apresentações do folclore regional. Bem próxima está a antiga Estação Central do Recife (1888), onde estão instalados o Museu do Trem e a Estação Terminal do Metrô. Além destes locais interessantes, encontramos também muitas Igrejas seculares, como a Capela Dourada (Capela da Ordem Terceira de São Francisco) edificada no período de 1696 a 1724. A Basílica de Nossa Senhora do Carmo, que foi edificada no ano de 1687 e 1767, em local onde existiu o palácio da Boa Vista, do Conde alemão João Maurício de Nassau, governador do Brasil Holandês. Ainda tem o imperdível Forte das Cinco Pontas, o Pátio de São Pedro, e não muito longe, o Mercado de São José. Ou, você pode escolher visitar o Observatório Cultural Malakoff, que se encontra na Torre Malakoff, funcionam uma biblioteca virtual, um sistema de informações culturais e o observatório astronômico. Outras construções antigas a serem visitadas: O Teatro Apolo, do século XIX; A Igreja Madre de Deus, do século XVIII e a Rua do Bom Jesus, chamada no século XVII de ‘Rua dos Judeus’, o Forte do Brum (1631) e o Museu Militar.




04. O povo e a música
Povo de sotaque arrastado, gostoso, que pode falar Récife, Ricife, Rêcife. Que não tá nem aí se p correto é falar “no Recife”, só fala “em Recife”. Que tem palavras estranhíssimas como muriçoca, malabanhado, fedorento, boizinho, maloqueiro... e por aí vai. Que pode não gostar, pode até nem saber dançar, mas defende o frevo com unhas e dentes. Não só o frevo, mas o maracatu, o forró e todos os ritmos tipicamente recifenses. Além de figurões da música popular recifense, que com todo respeito a Capiba e a outros mestres do frevo e afins, no quadro atual da musicalidade de Recife, “fazem bonito”. São eles: Lenine, Otto, Mundo Livre S/A, Cordel do Fogo Encantado, e tatos outros, que fazem a noite do Recife Antigo “bombar”.



05. O carnaval

Por último, mas não menos importante, temos nosso famoso carnaval. Pra quem gosta de frevo no pé, ou apenas da folia, nosso carnaval é a pedida! Carnaval de rua (os blocos), com bonecos, com bandas, nas ladeiras ou nas pontes. É só escolher o que você quer, Recife tem carnaval pra todos os gostos. E falando de carnaval, não podemos deixar de falar do Galo da Madrugada, bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José. É considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2006 o número de foliões que seguiu o bloco pelas ruas do centro de Recife foi maior que um milhão e meio de pessoas, o que supera a população inteira da própria cidade (1.422.000 habitantes, segundo último censo do IBGE). Sem contar com os carnavais alternativos, que ocorrem no Recife antigo, bandas de rock ou de música clássica, pra agradar todos os gostos. Ou seja, gosta de folia? Recife é a sua melhor escolha!






Esse MEME foi criado por mim, com o acampanhamento e apoio da minha amiga Elly. A idéia é passar para 05 pessoas e conhecer 05 novas cidades. É necessário que cada um dê sua opinião, não tem graça copiar e colar os textos, pelo menos alguma coisa tem que ser da sua autoria. Pois queremos ver a cidade pelos olhos de um morador. Ok? Mãos à obra? Passo esse meme para:

1 - Elly

2 - Gury

3 - Anna O.

4 - Dandara

5 - Marionete (novata! uhuul!)




Eis o selinho do MEME:








sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O confuso modo de agir do amor


Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade


João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Tem horas que eu queria ser a "Lili" de Carlos Drummond de Andrade... simplesmente não amar ninguém. E analisando, foi ela que teve o final mais bonito, porque será?! Vai saber...

Gente, estou sem muita disposição pra postar, mas ando colocando alguns textos e músicas interessantes pra não abandonar este lugar. Deixo um grande beijo a todos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Esperando que você me leia

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Esperando Aviões

Vanderlee


Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia

Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.

Quando dói, as palavras não ousam sair. Se calam nos soluços.

sábado, 18 de outubro de 2008

A vida continua

Ah, meu amor... Continuarei sem você. Vai doer, mais passa. Mas antes de ir, só mais uma coisa: deixe-me te tomar pra mim, te beber, me embebedar. E então errar e poder me arrepender de fato.

2259705

Um Minuto

D'Black e Negra Li



Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre.
A culpa não foi sua.
Os caminhos não são tão simples, mas eu vou seguir...
Viajo em pensamento, numa estrada de ilusões
que eu procuro dentro do meu coração.

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar.
A distância entre nós não pode separar
o que eu sinto por você, não vai passar.
1 minuto é muito pouco pra poder falar.
A distância entre nós não pode separar.
E no final...Eu sei que vai voltar !

Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre .
A vida continua (a vida continua)
Os caminhos não são tão simples, temos que seguir...
Viajo em pensamentos, uma estrada de ilusões
que eu procuro dentro(dentro)... do meu coração.

E no meu coração.
Aonde quer que eu vá.
Sempre levarei
O Teu sorriso em meu olhaar !

Eu sei que vai voltar. Eu sei.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

:: Amor e Dor - A RIMA


O poeta que ama não é tão valorizado quanto o poeta que tem uma dor.
Quem odeia sente mais, quem está machucado sente mais.
Quem ama, só ama. Quem ama, não é da conta de ninguém.
A dor, o ódio, são mais apreciados, mais saboreados, mais superestimados.
Quem ama, simplesmente ama. Como preto no branco. Sem explicações, sem rimas, sem prosa.
Nunca vi ninguém agir por um excesso de amor. Mas o que mais vemos são excessos de raiva. Ninguém não se acorda super feliz e vai fazer uma boa ação.
Mas tem muita gente acordando com muita raiva e saindo pra atirar, roubar, matar...
Ataques de fúria. Nunca ataques de amor.
Alguém realmente lembra o dia que mais amou? O que sentiu?
É bem mais fácil se lembrar daquela dor maior... Ainda parece ferida aberta.
Na verdade a graça está no sofrimento.
Poeta tem que sofrer, para todo o resto do mundo cabe amar. Não para o poeta.
Ninguém quer ler os apelidos infantis de um casal de namorados.
Mas todo mundo vibra quando Augusto dos Anjos manda escarrar na boca de quem te beija.
Ninguém superestima o amor, mas geralmente colocamos a dor em patamares que nem nós mesmos conseguimos chegar de tão alto, mas ela fica lá, nos sorrindo.
Poucas são as músicas que falam sobre as beneficies do amor, porém muitas são aquelas dos que odeiam, do que traem e que foram traídos, dos perdidos, dos solitários...
A dor pode ser menos tangível que o amor.
A dor pode se esconder; o amor não, este é taxativo.
A dor pode até ser menos constante.
Mas ela sempre vai querer tomar mais de nós. Tomar mais do nosso tempo, tomar mais as nossas lágrimas, se apossar bem mais dos nossos pensamentos.
A dor é a grande graça.
Já o amor... é o que a disfarça.
Porque não há amor sem dor.
Nem dor que se cure sem o amor.
E é assim que é feita toda a rima.
E são pintadas todas as cores dessa vida.
No preto e branco da dor.
Bordados com o colorido do amor.
Texto meio piegas, né? : P

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

::GUACHE::




Eu te sobro e você não me cabe!
Quero mais é te perder - Isabella Taviani


Eu sou demais pra você; você é insuficiente pra mim.
Eu sou o excesso; você o pouco.
Eu sou areia; você camiãozinho.

Você é limitado; eu extrapolo.
Você é volúvel em óleo; eu fui pintada à guache.
Você é via de mão dupla; eu sou trecho em obras.

Eu sou de outra combinação planetária, meu ascendente conflita com o seu; você é signo do jornal da semana passada.
Eu sou a estampa; você as listras.
Eu sou o futuro; você as lembranças do passado.

...passado árduo, fardo que carrego eu...
Sinal de adeus - Isabella Taviani

Eu sou incomum, você mais um.
Eu sou música clássica, você lambada.
Eu sou prática; você, apenas um prolixo enrustido.

Pessoas, valeu pelos comentários!!
Grande beijo!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O talvez, as possibilidades e o porquê dos afins




Ilógica e Inconsequências


Se um dia a realidade se tornasse volúvel
E eu pudesse engolir sem tanta água, goela abaixo os fatos...

Se todas as tuas "certezas" uma hora fossem desmascaradas
E assim eu tivesse no que acreditar novamente...

E se um dia eu enfim te esquecesse e parasse de me importar...

Eu sei que lá no fundo você quer a mim
Só não tem coragem para admitir,
Nem moral para aceitar

Dane-se os nós. Dane-se os outros além de nós.
Se um dia você baixar a guarda, ainta te provo tudo isso.
E faço você pensar que existem apenas nós dois no mundo.
Sozinhos. Um para o outro.


O desarrumado modo de pensar de uma apaixonada desvairada que se utiliza das palavras na ausência de sua voz, quase inaudível até pra si mesma.
: )

domingo, 12 de outubro de 2008

To Pretend


O que mais aperta a garganta
O que mais incomoda a boca do estômago
Não é nem a indiferença, nem as falsas declarações
O que mais machuca é a ausência, é não ver você por perto

O que eu já aprendi ninguém mais tira de mim
Mas do que eu tenho mais ciúme não é meu
Você é só seu e isso me irrita
Meu sentimento de pertença, de querer ser a dona do mundo
Acaba com qualquer ânimo...

Eu sou bem assim como você um dia me descreveu
Gosto de estar bem e de fazer os outros se sentirem bem
Sou sonhadora, planejo muita coisa pra mim e pros outros
É, eu não vivo sozinha.
Mas esqueci de ti dizer que eu também sempre vejo o copo meio cheio
Também sei realizar e não só sonhar
Que anseio mais a surpresa do que a o presente em si

Esqueci de ti dizer que por trás da capa de chumbo eu sou frágil
E fingir de forte não é ser fraca, é ser prudente, é ser um pouco menos fraca por isso
Esse meu jeito falador, despachado de ser... Não é nada mais que insegurança
Insegurança de alguém me ver lá dentro
Ver que eu tenho mais medo guardado do que sonhos estocados
Ver que eu não sou grata o suficiente, não enxergo a vida da maneira certa, e tenho muitos arrependimentos

É, eu sou muito mais complexa do que você imaginou
Mas quer saber? Não quero trazer problemas
Vivi até agora sem você, não vou morrer por te perder
Aprendi que não existe alma gêmea, nem único amor na vida
Então, pode ir, vou sentir sua falta hoje, mas amanhã vou esquecer do seu aniversário e das conversas indecentes que tivemos
Quando o tempo passar toda mágoa se dissipará e só restará nós dois, separadamente

Hoje você foi o dono dos meus pensamentos,
Amanhã você vai ser só lembrança, carinho e mais um contato da minha agenda
Não se perca por aí
Pois eu escolhi outro caminho, e nele não estou com você



Bjus, amores!!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

:: Lilás


Toquei pela primeira vez aquela paisagem.
Meio que estática, como se estivesse me esperando.
Montanhas, céu e nuvens se misturavam em suas cores.
Corri até o portãozinho, dobradiça enferrujada, me lembrava onde eu estava.
O sol gostoso, laranja, parecia derramar seus raios por nossas cabeças.
O céu azul me chamava pra viver.
A felicidade batia no peito sem pedir explicações.
Sorria de dentro pra fora.
Não precisei de ninguém, fui feliz por mim, pela vida.
Fui caminhando por aquele caminho de pedras coloridas.
All Star lilás cheio de florzinha, lembrando minha adolescência.
Saia jeans azul marinho.
Cenário de filme.
Eu cantava pra minha alma, minha alma cantava pro Criador.
Cantarolando felicidade rua abaixo.
A menina de sonhos mil por um minuto parou se sonhar e viveu.
A melhor parte do sonho é quando nos acordamos. Vê-se aí a possibilidade de realizar!
Beijosss

terça-feira, 7 de outubro de 2008

My reason to love you



Crônica do amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso.
Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Jabor




Cansei de escrever, então fica Jabor falando por mim. Eu vou ali tomar um suquinho, volto daqui a uns dias, espero ter alguma coisa pra falar... :P

domingo, 5 de outubro de 2008

J'ai tellement de secrets



Garrafa jogada ao mar...



Filho, me fala uma coisa...


Se eu pudesse te perguntar uma coisa extremamente importante. Você responderia sinceramente ou simplesmente responderia da forma que 'deve' ser respondida?


Eu só queria saber se eu devo continuar. É que eu estou cansada, e se você pudesse encurtar a decepção eu agradeceria. É só tu me dizer da forma mais doce e sincera do mundo que eu vá embora sem olhar pra trás 'porque não dá'. Nem precisa explicar, pois sinceramente eu não sei se seria possível. Mas só me diz se devo ou não continuar...


Pensa direitinho, repensa tudo o que eu já te falei, te escrevi, te cantei e até te mostrei... cada palavra, cada sorriso, cada música e cada olhar. Eu sempre escondi neles inúmeros segredos, mas eram tesouros de fácil acesso, propositalmente, só pra você achar. Mas talvez você tenha achado e simplesmente enterrou de volta.


Só me diz, devo continuar a te querer? Não me dê explicações, estas eu tenho demais. Se eu fosse agir pela razão não precisaria estar te perguntando isso, teria ido embora e só. Mas algo nos teus olhos não deixa eu fazer isso, por essa razão quero saber de você: Eu vi errado? Eu entendi errado? Eu senti errado? Tá tudo errado? Sim, eu sei que está... Mas... Vai ser assim mesmo? Vai acabar assim?


Eu estou cansada de esperar. De me irritar com isso tudo. Você querendo ser uma pessoa inatingível que eu sei que você não é. Eu te vejo, vejo o você de lá de dentro da alma. E vejo que você tem alma sim, e ainda tem um pouco de coração... Só está preso... Ah... se solta... Também sei que você está longe. Mas isso não importa, pois desde a primeira vez que eu te vi eu embarquei num trem que me leva até você... Mas a estação nunca chega, quando eu penso que estou perto, você se distancia. E andar mas não chegar, é pior do que parar.


Tantas palavras escritas e jogadas ao mar... Como se hovesse esperança de um dia ela aportar na tua praia, ou apenas se perder mundo a fora. Nem eu sei... Eu não tenho certezas, como você... Só tenho dúvidas mil.


Eu sei, eu sei de tudo o que você provavelmente deve está pensando. Mas por favor, pensa no meu lado. Se põe no meu lugar. Se um dia você encontrasse uma pessoa que simplesmente te encanta, o que você faria? Arriscaria ou passaria de volta. A vida não é um jogo de tabuleiro... A emoção, a precipitação, o erro é o que nos diferencia das máquinas. Agir pela emoção não é fraqueza, é demonstrar que você é humano.


Mas se você me disser que não está disposto a se arriscar, eu vou aceitar sua opinião... Mas não tente me convencer... Seus olhos não me deixam acreditar nisso. Mas vou seguir em frente e o tempo vai me fazer esquecer de tudo................................. ou não... :P






...em que praia ela vai chegar?



Vai dizer
Que o nosso amor perdeu o prumo,
Desaguou num rio seco
E morreu
Vai tentar fazer comparações com outras relações
Do teu passado, árduo fardo que carrego eu
Vai buscar me convencer que nada
Pode alterar o rumo dessa estrada
Vai alegar que já fizemos tudo, tudo já foi dito e
Revisto niente muda o fato, acabou
Pega as suas coisas, desarruma as minhas
Dá um jeito nos cabelos, lava o rosto, num sinal de adeus
Mas nas últimas palavras beija a minha boca
Desesperada agarro sua roupa
Meu amor não vai me convencer que já não me quer
Olha nos meus olhos sou tua mulher
Vem me faz sentir como ninguém mais pôde conseguir
Teu lugar é aqui
SINAL DE ADEUS - Isabella Taviani




(J'ai tellement de secrets = Eu tenho vários segredos)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

:: devenir fou


Indo à loucura
(devenir fou)

Não digo mais nada
É melhor ficar calada
Que machucar seu coração
Palavras não desistem
De alcançar o entendimento
No nosso caso, discussão
E eu tenho medo
O silêncio quer gritar
Que me perdoe
Eu não posso mais ficar
Eu não quero mais
Outro Mar - Isabella Taviani
Eles se olham de uma maneira diferente.
Ele evita escutar as mesmas músicas dela, ele evita responder aos seus e-mails.
Ela tenta se segurar, tenta não se importar. Quer ser forte, mesmo não sendo.
Ele não sabe muito bem o que sente, mas sabe bem o que quer, mesmo não podendo. Ele fica apenas na região periférica, só passeando, a deixando louca. Por quê não some de vez?
Ele começa a pensar nela, a ir de encontro ao que uma vez duvidou que seria possível ela fazer. Ele tem medo de que ela reaja a ele de uma forma diferente, como kriptonita, deixa ele fraco. Desarmado de todas as certezas que ele inventou.
Ela brinca, mas na verdade nunca quis tanto. Mas também teme, talvez não valha a pena. Ela não vê a hora de sumir de vez. Talvez assim se esqueçam.
Ele... bem, ele ainda está tentando achar o motivo dela não ser igual às outras. Por que ela faz ele se sentir assim, se é normal...
Ela cheia de sonhos, cheia de vida pela frente.
Ele cheio de opiniões formadas, sem fé nem esperança. Cansado. Comprometido.
Ele anda comprometido com um passado confuso, comprometido com uma vida que ele se impôs, com relacionamentos... imperfeitos. Se é que podemos falar de perfeição.
Ela simplesmente sonha demais. Pensa demais. Talvez só tenha feito uma projeção irreal demais pra ele. Talvez a tal projeção esteja custando a sumir. Talvez ele simplesmente 'mexa' com ela de verdade.
Eles são confusos, temerosos. Têm medo de arriscar, de perder. Ficam calados.
Ela só quer fugir. Deixar ele aí, com todas essas impossibilidades.
Sair sozinha e deixar a distância apagar tudo o que ela viveu com ele.
Abro as portas pra vida
Pra ser vivida
Abro os meus braços pro mundo
Tô livre sem rumo
Fecho meu corpo pra dor
Porque ainda é cedo pra viver um novo amor
E quando essa hora chegar
Impossível não saber
Sou um rio correndo pro mar
Para outro mar
Para outro mar
Outro Mar - Isabella Taviani
Amor, e que todas essas palavras sejam lidas um dia (longínquo) por você. E que doa no teu coração a covardia. E que você se lembre dos beijos que você perdeu e das músicas que você deixou de ouvir com a alma. E que quando isto o ocorrer você não tenha coragem de admitir, e volte a viver com essa culpa.
Beijos meus amores! Perdão pela falta de atualização dessa semana.

domingo, 28 de setembro de 2008

Distração

Se você não se distrai, o amor não chega, a sua música não toca.

Zélia Duncan - Distração

 

A mais pura verdade. Paremos de esperar o amor, esperar alguém dizer que nos ama. Paremos de esperar o inesperado, esperar a surpresa. Assim, perde todo o sentido e a graça de realmente te surpreender.

Uma vez comentei com uma pessoa, que é horrível desejar muito alguma coisa, depois quando tê-la, ficar sem saber se era isso mesmo que queria, e bater um arrependimento. Essa pessoa foi categórica: "pare de esperar, permita-se surpreender". Me calei desde aí. Não espero muita coisa dele, nem mesmo de mim. Parei um pouco pra descansar, esperar cansa.

A surpresa torna o presente mais doce, mais bonito, mais-mais. Não estrague tudo. Distraia-se! Vá pruma praça chutar latas, vá pro cinema sozinha, vá pra lanchonete, sente numa mesa pra dois e fique escutando música e rindo de si mesma, não espere mais nada. Permita-se a ter felicidade e prazer sozinha. Restrinja sua felicidade a você mesma, a única e exclusivamente à suas ações. Não dependa de ninguém para ser totalmente feliz. Quando isto ocorrer, a lei do universo vai se encarregar de te fazer uma surpresa que sua imaginação nunca conseguiria chegar.

**Mas cuidado, se distrair pra conseguir alguma coisa não é se distrair, hem?! É querer se enganar.

 

ATUALIZAÇÕES:

- Terminei o livro, não gostei muito do final. PRECISO assistir ao filme!! (Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago)

- Essa semana começam as provas, talvez demore mais pra atualizar.

 

Acho que é só. Té mais ver. Bjos! =

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Você Foi Meu Tudo (F. Hernandez)




"Este retrato. Acho que você gostaria de ficar com ele", disse Pedro a Julia. Era uma foto dela quando criança, talvez quatro anos, ou cinco. Ela o dera a ele quando se apaixonaram, e escrevera em sua letra infantil e inclinada para trás: "Repare nos olhos. Eles mostram que eu já estava apaixonada por você, e que iria te amar para sempre". Era uma foto em preto e branco.

Pedro lera um dia um conselho de um mestre zen. O mestre dizia que a gente deveria conservar perto de nós uma foto nossa de criança, para lembrarmos para sempre os dias em que não havíamos sido, sei lá, corrompidos pela vida e nem tinham sido destruídos nossos sonhos e crenças e ilusões. Ela releu o que escrevera naquela foto.

"Eu ... eu só tinha olhos para você, Pedro. Aquela música que você ouviu numa época sem parar. Acho que se chama I Only Have Eyes For You. Se você me dissesse para me atirar do alto de um prédio, eu me atirava. Você foi meu... você foi meu tudo, Pedro."

"Outro dia li uma frase que me lembrou o papel que tive a seu lado", disse Pedro. "Não me lembro exatamente as circunstâncias. Imagino que tenha sido um sábio grego, mas pode ter sido um guerreiro romano. O cara disse: fracassei, mas tentei. É uma sentença que simboliza a imagem que tenho de mim com você. Fracassei, mas tentei."

"Tentou o que, Pedro? Eu seria capaz de me matar por você. Você não perderia um jogo de futebol por mim. Eu sempre me senti tão pequena diante de sua preocupação com a carreira. Carreira primeiro, carreira segundo, depois eu."

"Eu fiz o que consegui fazer", disse Pedro.

"Pedro, Pedro", ela disse. "O que vai ser de nós? O que vai ser de mim? Você foi minha vida. Me sinto tão perdida. Onde foi que nos perdemos de nós mesmos? Olha o que estava escrito na foto. Era para sempre, Pedro."

"Li um texto num blog outro dia. Era uma citação latina. O que não é destruído pelo tempo?"

"Eu tinha certeza de que nós não seríamos", ela disse. "Deus, como eu era tola ... ou pretensiosa. Nós éramos tão diferentes de tudo, eu pensava. Tão, tão, sei lá, tão melhores. E olhe o que restou de nós. Nós teríamos olhos apenas um para o outro. Era isso que ia acontecer, não era? Mas o tempo mostrou que ninguém tem olhos apenas para uma pessoa. Isso é ficção, não é? E ficção ruim."

"Fomos derrotados pelo tempo", Pedro disse. "Mas ganhamos a guerra da posteridade."

"Posteridade?"

"Napoleão em Santa Helena. Batido, sozinho, doente na ilha. Ele não tinha mais a espada, mas uma caneta. Escreveu suas memórias não para ganhar o mundo outra vez, mas para conquistar a posteridade. Era a batalha mais importante dele. Mais crucial que Waterloo. O que estava em jogo era o que o futuro diria de Napoleão, e para sempre. Ele venceu a guerra da posteridade."

"Napoleão, guerra. Pedro, você me parece às vezes tão fora do mundo. Estamos falando de nós. Tentando escrever o obituário do nosso amor, a cronologia do nosso naufrágio, e você me aparece com o Napoleão em Santa Helena? Napoleão conforta algum coração partido, Pedro? Você inventou um novo uso para o Napoleão? Você é criativo a esse ponto, Pedro?"

Ela tinha razão, Pedro pensou. Não era hora para trazer Napoleão e sua guerra épica pela posteridade para a conversa. Era confuso. Napoleão em Santa Helena. Mas, mas havia sim uma lógica na história napoleônica que aparecera na conversa entre os dois, pensou Pedro.

Há momentos em que o que resta aos amantes é a luta pela posteridade. Pelo que pensarão um do outro, e dos dois juntos. Quase sempre se perde essa luta. Resta raiva, rancor. Algumas poucas vezes se ganha, e as recordações que ficam aquecem noites geladas.Pedro achava que Julia e ele tinham vencido a luta pela posteridade, mas admitia que explicar isso era demasiadamente difícil. Viu-a colocar a foto que lhe dera na bolsa, e despediu-se.


Texto do Fábio Hernandez retirado da revista "Criativa".




Relações serão sempre confusas e intensas, sabia? Só mudam o endereço, a língua que falam, a boca que beija...


Bjs


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dias de Cólica




Nossa, nesses dias a paciência me falta. De todos os meus problemas nenhum me esquece! Dores infindas, poucas, muitas, agudas, de leve... constantes.

No ônibus, venho a pensar inúmeras coisas - isso é mais que necessário, caso contrário, me concentrarei a pensar na intensidade das dores e assim as aumentaria involuntariamente. Bem, voltando aos pensamentos, venho pensando sobre tanta coisa... Sobre o quanto eu deixei de lado quem há algumas semanas atrás eu achava que não mais aprenderia a viver sem. Pensava o quanto ultimamente eu tenho estado cega*, vivendo dos outros e nunca de mim, e nunca da vida. O quanto eu tinha deixado passar batido a letra da música, a flor alaranjada que caída da árvore, formava desenhos ao chão... Deixei de ver a tonalidade do céu, às vezes arroxicado, às vezes alaranjado, muitas vezes azul, azul cor de vida.

* Pequeno Adendo: Não foi por causa do Saramago essa expressão “cega”, por favor, eis aí uma palavra muito comum, expressão largamente utilizada, mesmo antes de o Saramago me terem apresentado. E além do mais, a cegeira do Saramago é muito mais profunda, vale salientar.

Voltando ao conteúdo introspectivo do post, vinha a dizer que não mais me sinto a mesma. Talvez pelas realidades do livro que venho lendo, talvez a penas por estar ocupando as horas vagas com ele, sem tempo para sonhar besteiras inúteis (redundância, eu sei, mas foi preciso frente a minha indignação). Começo a deixar pra lá, abandonar aquela paixão enlouquecida, como se tivesse me dando uma outra chance de me curar de vez.

Hoje andava pensando em mim, só em mim. Minha altura, meu corpo, minha cabeça com todos os pensamentos que nela residem. O meu caráter. Bem, quanta coisa do meu corpo eu queria mudar, tirar, colocar... muitas coisas, mas sabe de uma coisa? A maioria dessas coisas seriam para agradar a terceiros, seriam desejos de estética que pra mim nem se valiam tanto assim, mas que para os outros ressoaria muito mais. Então, que se dane! Já deixei de me importar com o que pensam de mim faz tempo, mesmo as vezes escorregando aqui e ali. Sempre vai ter alguém que vai te aceitar como você é. Sempre! E mesmo que não, não é benéfico ficar a procura, acomoda-te com teu próprio gosto, com tua própria opinião de si. Então, mais uma vez, dane-se a opinião alheia!

Quanto aos meus pensamentos, ao meu caráter, meu ser íntimo... Esse eu não me arrependo de ser. Mesmo às vezes dando cabeçadas por não poder ser de outros jeitos, a realidade é que é assim que eu prefiro. Prefiro ser a comportada, a que se veste compostamente, a que escuta as músicas incomuns, a que é inteligente, a que pensa muito, a possível virgenzinha, a que é careta. É sim, prefiro. Quem quiser rotular que rotulem, mas demorei vinte e um anos pra construir esta pessoa aqui que vos fala e não será meia dúzia de seres comuns e humanos iguais a mim, que irão me ditar como agora deverei de me portar. Se não saio, se não falo nem faço as mesmas coisas que você, é porque foi assim que escolhi ser, não se preocupe comigo. Talvez você apenas tenha a consciência que nunca poderá ser igual a mim, e admito, quem nem eu igual a você, mas não vale a pena querer padronizar. Iguais não teríamos graça. Eu quero é que riam do meu jeito falador, quero que se inquietem com o meu jeito calado e pensativo, quero é que sorriam dos meus pudores, quero que zombem da minha religião, quero que ignorem minha música. Só quero que me deixem a vontade para ser eu mesma.

Hoje, alguém falou em um grupo onde estávamos conversando, sobre o tamanho do meu nariz. Rá! Só de lembrar já começo a rir aqui... Sim ele é grande, meu amigo, e daí? Esse tal alguém dizia que se eu tivesse dinheiro, arrumaria o nariz, alisaria o cabelo e seria a gatona da vez. Não, não, se eu tivesse dinheiro, com o mesmo nariz e cabelos que tenho teria o poder de te fazer dizer que eu sou linda, talvez nem sendo, mas é que nessa sociedade nossa quem tem dinheiro é bonita, é inteligente, é honesta... Teoricamente... É a conhecida babação-de-ovo, que não me cabe aqui definir tal expressão. Mas convenhamos, meu nariz tem todo um charme, grande, expressivo, com um nó quadrado no pau da venta... Estiloso. Rá! Dane-se quem não gosta. E meus cabelos? Não me venham falar dos meus cachos, se toda a sociedade diz que cabelo bom é cabelo liso, eu quero é que queimem, pois eu nasci com cabelo enroladinho. Mesmo que hoje em dia, à base de muito creme, consigo ir domando-o, mas mesmo com muita briga entre eu ele, não me desfaria dos cachos jamais!

Ah, mas tanta ousadia me fez lembrar uma reportagem que recebi de uma amiga. Nela havia uma imagem de Gilberto de Nucci (imagem do post de hoje) que contava com a seguinte explicação: na vida, os homens andam em fila indiana, cada qual com uma bolsa na frente outra atrás de si. Na bolsa da frente, vê-se guardados todas as nossas virtudes e boas afeições, tudo de bom que se possa haver na nossa pessoa. Na mochila de trás, tudo de ruim que temos e somos, defeitos de todas as esferas. Ao andar na tal fila indiana, nos concentramos na nossa mochila da frente, supervalorizando nossas beneficies; também temos olhos fixos na mochila traseira de quem está na minha frente da fila, apontando-lhe os defeitos e ruindades. O único problema é que nos esquecemos de que atrás de nós tem um outro alguém que vive a catar e falar da nossa mochila traseira recheada de defeitos e problemas nossos. Então, abramos os olhos! Saiamos da fila!

Beijos a todo mundo!
: ) mood: thinkin’ ^^

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O Jogo e A Cegueira



O JOGO - Tiago Bettencourt & Mantha


Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim.
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir...
Mas queres ficar?
Queres levar
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
Vem que a água vai lavar o que me dói!
Vem que nem o último a cair vai perder.

Ainda sobre Saramago e Um Ensaio Sobre a Cegueira...
Esse comentário pode ser entendido por alguns como um breve spoiler, quem não quiser, favor não leia!
Estou quase a terminar o livro, e fico estarrecida a cada página que folheio... Homens e mulheres que perderam a vista e perderam o conteúdo humano que havia dentro de si. Médicos, motoristas, mulheres de casa... Gente do bem, gente do mal, gente educada, outras nem tanto, mas que na sociedade iam vivendo, segundo os padrões que ela impunha... Agora, cegos, não mais vêem normas, regras, princípios... Como se "o que os olhos não vêem, o coração não sentisse", eles se tornam animais. No significado mais primário da palavra. Pessoas, seres humanos, se tornaram animais por terem si tornado cegos da noite pro dia, sem aviso prévio nem nenhuma assistência. Eles fedem, evacuam em qualquer lugar, copulam, se arrastam, andam de quatro, arrastam-se pelo chão, não se limpam... Eu não sei como ainda falam, não apenas relincham (como já o fazem alguns). Incrível, posso dizer que até o momento (no auge da página 201) eu estou estarrecida com a natureza humana. Como o próprio Saramago diz em uma altura do livro, o mundo sem olhos se torna o mundo verdadeiro, as pessoas se mostram quem elas realmente são. Bem contraditório, terem que perder a visão para enxergarem quem são, não é mesmo? Enfim, estarrecimentos a parte, estou ansiosa para ver onde vai dar este livro, o que vai acontecer a estes pobres ratos de laboratórios cegos e imundos...

Beijos a todos! ; )

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Saramago e o Meme da Camilla


Ensaio Sobre a Cegueira


Comprei o livro Sábado, estou lendo avidamente, mas confesso que é uma leitura um pouco confusa já que ele é escrito em português de Portugal, e não sei se é porquê lá eles não tem a "interrogação" no alfabeto, mas pasmem, no livro não tem nenhuma... Só vírgulas incontáveis e ponto final para ir pra próxima idéia. É bem confuso ler um livro com uma pontuação estranha do tipo:

"A manhã estava em meio quando se ouviu a voz do altifalante na camarata, Atenção, atenção, os internados alegraram-se, pensaram que era o anúnico da comida, mas não, tratava-se da enxada, Alguém que a venha buscar, mas nada de grupos, só sai uma pessoa, Vou eu, que já falei com eles antes, disse a mulher do médico."

Complicado, né? Acho que na verdade é estranho, nem chega a ser complicado de fato. Parágrafos sem fim, sem pontos, sem interrogações, apóstrofos... Sr. Saramago deve ter escrito esse livro numa máquina de escrever com teclas falhas, ou então lá em Portugal se constuma escrever assim mesmo. Pior é vender por aqui livros sem a tradução para o "brasileiro", né? Pois ninguém merece ler "a rapariga de óculos escuros sorriu"... E ser ainda mais hilário que a tal rapariga (mulher jovem) era prostituta! kkkkk
Ah! Vale salientar que o livro inteiro não trata personagem nenhum pelo nome. Apenas "primeiro cego", "mulher do primeiro cego", "médico", "mulher do médico", "ladrão", "policial", "motorista", "rapariga de óculos escuros", "rapaz estrábico"... É como se ele tivesse se referindo a ratinhos cegos num laboratório! Incrível!

Mas a leitura é muito boa, a história se foramando, o "quê" filosófico e humanístico permeando todo o livro... É muito legal. Bem, eu ainda não terminei, ainda estou na página 89, mas já ficaram cegos muuuuuita gente e já morreram outros tantos. Sempre que puder posto uma curiosidade do livro. E quando terminá-lo, assistirei o filme, que dizem ter sido a cópia fiel do livro... Vou ver...


A seguir, um Meme!!!!



Recebi o seguinte meme da querida Camilla do blog DEVANEIOS ON LINE:

Enumere 7 canções que você ouve sempre, que estão no seu mp3, mp4, Ipod e afins, que você cantarola pela rua. Enfim, suas músicas de cabeceira:

Já que eu sou musica-maníaca, fica difícil citar a música em si, o track, então vou colocar o artista, pois geralmente escuto álbuns completos, sabe?



1º Marcelo Camelo
2º Tiago Bettencourt
3º Muse
4º Toranja
5º Jon Mclaughling
6º Sara Bareilles
7º Damien Rice




Esses são os artistas que eu mais tenho escutado ultimamente, e você? Repasso esse meme para: GURY, BRUNO e ANNA O.


Beijinhos!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Em busca da batida perfeita




Não, eu não vou falar sobre o Marcelo D2, muito menos sobre música, o título foi só pra confundir vocês... (risos) Na realidade a busca é pelo homem perfeito... Decidi transcrever os requisitos que um homem deve ter pra me conquistar, e isso acaba servindo de dica pros marmanjos de plantão, uma vez que o gosto de algumas de nós mulheres são às vezes parecidos uns com os outros.


Curioso(a)? Vai ter que clicar AQUI, pois o texto ficou muito grande pra colocar aqui... Se estiver com preguiça, sente só...


"Mas sabe como é, pegar o MP3 do bofe e escutar Celine Dion, Vanessa Camargo e Jeito Moleque... uuuuui é pra querer morrer."


"Meus amores, não tentem querer aparecer pela roupa que usa... Se quiser aparecer, procure outras formas!! Saia pelado, pendure uma melancia no pescoço... Mas só não peque na roupa, isso é erro pra forca, morte de cadeira elétrica!"


"Ele deve assistir pelo menos a um noticiário por dia, pra depois não ficar sem saber quem é Daniel Dantas ou se Satiagraha é um nome de uma vodka."


Gostou?? Então CLICA, poxa!!!!


Bjos pra vocês!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

::Details




Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver

Se um outro cabeludo aparecer na sua rua
E isso lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua
O ronco barulhento do meu carro
A velha calça desbotada ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim

Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei, mas, eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim

A noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas na moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim

Se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento,
Desesperada, você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo amor em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso, de vez em quando você vai
Vai lembrar de mim

Não adianta nem tentar me esquecer...




Acho que todo mundo um dia já quis sair de um relacionamento assim por cima, se sentindo a última bolacha do pacote, pensando que a outra pessoa simplesmente não iria mais conseguir viver plenamente sem você. Bem, aconselho a quem pensa isso, a se acordar, a vida corre SIM, sem você! Podem deixar SIM de amar você. Podem voltar SIM a viver denovo. Não pense que esses "detalhes" duram por muito tempo... Com os anos cai no esquecimento, "outro cabeludo" aparece na rua dela e ela por um segundo até esquece que você um dia existiu. Com o tempo vocês se cruzam e pensam "acho que já vi ele/ela em algum lugar"... O esquecimento é sanativo, a distância sara qualquer ferida. Se você quer fazer uma "retirada estratégica", saiba bem o que quer, pois depois da decisão tomada, difícil será voltar atrás. O que realmente acontece é que ela acaba encontrando alguém que realmente a ame, e aí sim, se você muito servir, vai ser para ser comparado... Ah, mas o meu ex não fazia isso, nem aquilo...


Pra resumir, se você não for o Roberto Carlos, não termine com ninguém pensando que a partir dali ela só vai viver de "detalhes" de vocês dois, na verdade isso só funciona em poesia, em música e CLARO, em blogs românticos como esse aqui.




Beijos!!

sábado, 13 de setembro de 2008

Sonhos (by Elis)

THINK2

Naquele dia ela acordara decidida. Decidiu que mostraria a estante de sonhos mais profundos. Levou-lhe ao seu quarto, onde, escondida por portas e mais portas, seus sonhos mais secretos ficavam.

- Esta é minha estante, onde as minhas duas prateleiras ficam. Ali, na prateleira de baixo, moram alguns dos meus sonhos... Aqueles, ao alcance da minha mão! São o sonhos de que preciso todo dia.. Que preciso ver, sentir, tocar. Meus sonhos mais importantes... Aqueles sem os quais eu não vivo! Meus sonhos bonitos... Que não pretendo perder. São os sonhos nos quais nem dá tempo pra juntar poeira, pois são os sonhos que quero ter comigo o tempo todo.

- E na prateleira do alto? - perguntou ele.

- Lá moram meus sonhos impossíveis... Os que eu tenho medo de realizar. Aqueles sonhos que quero, que almejo, que necessito... Mas que, por medo da decepção, deixo que minha razão esconda lá em cima... Bem longe. Ficam lá, pra que eu olhe de vez e quando, pra que eu pense neles às vezes. Tem dias em que dá vontade de pegar uma escada e chegar lá. Mas, na maioria das vezes, prefiro observar daqui. É mais seguro...

- Mas... Por que está me mostrando isso?

- Porque eu queria que você soubesse que você é um sonho que coloquei na prateleira de baixo...

Autora: Srta. Elis do BLOG "Quase Tudo, Quase Nada".

 

Ah, gente... A Elis transformou em palavras algo que eu tanto quero falar, mas não dá... Trava!! O Medo trava!!

 

Bjo a todos! ; )

:: Cuide Bem

(clique para ampliar)



Cuide bem do seu amor, seja quem for...


Eu queria avisar aos leitores que passamos da marca de 10 mil visitas!! O A.T. com um ano e dois meses de vida, conseguiu essa marca histórica, além de mais de cento e sessenta postagens e tudo mais, né? Iupiiii!