quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

:: Eu me perdi no teu olhar, que cilada!

Dia 08 de Julho de 2007, uma das minhas primeiras postagens. Nela eu coloquei a música FAROL da Isabella Taviani para ilustrar um momento pelo qual eu estava quase que recuperada de um desabor terrível que eu passei. Hoje, esse mesmo Farol volta a acender. Volto a postar esta música. Gritando, doendo! Pois a vida é um conjunto de círculos, um termina, outro começa, às vezes esbarramos nos mesmos círculos do passado.

Hoje o desabor se mostrou mais profundo, mesmo eu hoje sendo mais forte. Mas parece que quanto maior a imunidade, mas dura a doença!

Com vocês, então, os gritos do meu Farol que depois de um ano e cinco meses volta a acender no meu coração.



FAROL
Isabella Taviani
Cale a boca!
Não fale nada mais agora
Pois o silêncio expressa mais que as tuas frases tortas
Cale a boca!
Agora é tarde eu tranco a porta
Vou me embora dessa vida louca sem demora
Eu me matei por não saber me viver
E vencer a luta contra esse amor de mentira (que mentira)!
Eu me perdi no teu olhar
Ah, que cilada
E hoje a minha dor
É um farol que nunca apaga
Cale a boca, eu ordeno!
Eu já não tenho medo
Pois hoje possuo antídoto pro teu veneno
Cale a boca!
Não me venha com essa história sonsa
Em você sempre me falta alguma coisa
Eu me matei por não saber me viver
E vencer a luta contra esse amor de mentira (que mentira)!
Eu me perdi no teu olhar
Ah, que cilada
E hoje a minha dor
É um farol que nunca apaga
Cale essa tua boca rasa!
De onde nunca sai nada que me valha
Cale a boca de qualquer maneira
Deixa ela costurada
Só assim eu não tenho que ouvir o seu: "nada"
Eu me matei por não saber me viver
E vencer a luta contra esse amor de mentira (que mentira)!
Eu me perdi no teu olhar
Ah, que cilada
E hoje a minha dor
É um farol que nunca apaga
Apaga apaga

sábado, 29 de novembro de 2008

INTERMINÁVEIS


Turbilhão de bolhas de sabão
Feitas com o sal das minhas lágrimas

Sonhos que se perdaram
Nas incapacidades estampadas em minha retina


Poesias mal sentidas
Dores mal recitadas

Palavras ditas no universo
Beleza rara inspirada na vida
Cabelos, bocas e verdades
Cheiros, calores e saliva

Só falta você me dizer que ama
Só falta você me dizer que sente falta

Pontos de interrogação
Reticiências não terminadas

Papel amassado no fundo da bolsa
Promessas de dizer, de contar
O medo de se expor

Admitir que passou
Que não deu
Que acabou

Doeu cada pedaço
Desmanchar os sonhos que demoraram tanto para se tornarem...
Mereceu cada momento pensado
Valeu a pena sofrer cada lágrima desperdiçada por você

Por que apesar da realidade ser outra
Apesar do amor não existir
Apesar de não podermos
Valeu a pena te ter por perto durante...

...intermináveis...


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

:: Do velho diário

O tempo vai passar você vai ver
Então por que já não saber de vez
Você está tão longe de entender
O que eu falo bem diante de você
(...)
Talvez eu siga sem você daqui pra frente
A vida tem caminhos muito desiguais
Disseram que você só fala em mim
Agora veja como a gente foi ficar
(...)
Não mandei você ir embora
Nem falei que podia me esquecer
Vou sorrir pra tristeza agora
Vou viver os meus dias sem você
Só fala em mim - Ana Carolina

Mais uma da série "cartas que não te mandei".
Espero que curtam.


Toda a verdade

Talvez essas palavras apenas sirvam como massagem para seu ego, pois talvez elas de nada valham pra você.
Talvez essas palavras entrem num ouvido seu, e saia pelo outro. Depois fiquem perdidas no espaço.
Talvez você passe a eternidade tentando entendê-las sem nunca conseguir.
Ou apenas você as guarde para si. Que seja.
Eu queria que você soubesse de algumas coisas.

Eu queria te dizer que desde o primeiro dia que te vi até o dia de hoje eu tenho te “decorado”. Tenho te guardado de pedaço em pedaço dentro de mim.
E foi assim, meio que inconseqüentemente que eu me peguei pensando em você. Dia a após dia.
Me peguei te admirando. Me descobri admiradora. Admiradora do teu sorriso, da tua gargalhada, do teu jeito de andar, do teu jeito de reunir as palavras numa frase.
Comecei a adorar teu papo, tuas piadas fora de hora, tua intelectualidade sexy, teu jeito “feudo” de ser. Comecei a me importar com você.

Daí, quando eu percebi, tinha tirado o pé do freio e estava a descambar por uma ladeira que eu ainda nem sei onde vai dar. Foi aí que as brincadeiras começaram a dar lugar a sentimentos.
E eu me encontrei numa enrascada daquelas. Pois você pode ser tudo, menos fácil – você é complicado, e como!

E para “descobrir você”, eu fiz leitura corporal, análise das conversas, medi até as palavras... tudo! Nada te denunciava. Exceto o olhar.
Tudo em você me dizia para eu meter o pé no freio. Sair dessa praia que não era pra mim. Mas tinha o bendito olhar que me fazia pensar várias vezes no assunto.

Já te falei do teu olhar uma outra vez. Ele destoa do resto. Ele fala mais, pensa mais, pede mais. Talvez eu esteja vendo tudo errado. Talvez teu olhar simplesmente me enganou. Mas eu tinha que ir até o “fundo do pote”, como diria o Jabor.

Então estou aqui, escancarando a verdade. Pronta para falar tudo ou apenas pronta para levar um “fora” homérico, mas tentando ser o mais clara possível com você e apelando que você também seja comigo.
Pois a verdade é que eu te desejo, sim. Quero você, sim. Mas antes de tudo te admiro como pessoa, como “entidade” que és, você me encanta.
Além de apostas, além de conversas atrevidas, além de “discursos indecentes” como diria uma música... Além de tudo isso, resta algo que ainda não identifiquei o que é. Mas quero ter muita certeza antes de sufocá-la.

Pode soar brega, romântico, cor de rosa, ou sei lá mais o quê. Mas quem um dia nunca se expôs dessa forma, não é mesmo? O que nos destinguiria das máquinas se não fosse essa disposição em se permitir ser ridículo, se permitir errar, burlar, ir além?
Sei dos fatos. Sei que isso é mais complicado do que parece. Mas veja o meu lado, eu não poderia ir embora sem fechar esse ciclo. Sem por um ponto final consciente. Não preciso de mais um “e se” na minha vida.
Preciso no final do dia suspirar e dizer “fiz o que pude” e ir em frente.

Talvez a conversa não faça florescer nada, mas com um pouco de sorte, talvez eu consiga jogar uma semente aí em você.
Então, por favor. Se você tem dúvidas, fique a vontade para expô-las. Mas no final, coloque um ponto final sem direito a questionamentos da minha parte. Seja claro. Juro que vou embora bem “mais leve”.

Mas se você também está confuso, só te dou um conselho: mergulhe.

13/11/2008
Se um dia você tiver curiosidade de saber o que tanto eu quis te dizer, o que tanto eu precisava te contar, a conversa que eu tanto insisti em ter: Sirva-se. Ela está bem aí, entregue de bandeja. Essas palavras terminaram no fundo da minha bolsa durante dias! Uma hora resolvi perdê-las no espaço - bem aqui, no meu espaço, no meu mundo de infinito particular.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

...do riso fez-se o pranto...




Soneto de Separação - Vinicius de Moraes



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Meu aníver foi domingo, dia 23/11. Foi um fiasco. Está tudo se toranando um fiasco. Pára o mundo! Eu quero descer!!

sábado, 22 de novembro de 2008

Imerso em um devaneio cor de abóbora


Essa história já começou bem AQUI.
Já foi
ASSIM.


E continua assim...


Ele estaciona o carro e respira fundo. Ela coloca a alça da bolsa delicadamente nos ombros e se põe a sair do veículo, tristemente. Ele interrompe:

- Peraí! Não tem que ser assim.

- Realmente, mas parece que é o que vai ser. Preciso ir... E ela beija docemente os lábios do rapaz, como quem sela uma carta que nunca mais voltará as suas mãos.

Ele segura a mão dela, enquanto olha dentro daqueles olhos grandes, brilhantes. Sem palavras, sem promessas, sem mágoas. Ele só admira aqueles olhos, só se comunica com eles. Mas parece covarde, não se arrisca a falar, não se arrisca a pedir.

Ela aguarda explicações, palavras belas, um beijo talvez, uma promessa de se verem no final de semana... Ela suspira. Sai do carro tão rápido, que ele só sente o perfume dela no ar e o som dos seus passos pelo asfalto. Ele continua no carro. Continua. Continua. Estático. Pára um instante, olha pelo retrovisor a silhueta daquela moça se desfazer na escuridão da noite. Ele enfim resolve.

Ela desce do carro arrasada. Um sentimento de perda, mas ao mesmo tempo o culpa por tanta covardia. Enquanto vai pensando, deixa escorrer algumas lágrimas salgadas e negras de tanta tristeza. Triste, a alma chora. Ela por um momento consegue escutar o som das lágrimas desligando. Até atentar para o fato de que ainda não escutou o carro do rapaz dar partida e ir embora dali. Mas ela se recusa a olhar pra trás. Levanta a cabeça, respira fundo, enxuga as lágrimas apressadas e continua a andar. Ela quase que se perde na escuridão. Ela então escuta um barulho.


FINAL 01 (cor de rosa)

Ele sai do carro e grita pela moça já distante. Teme que ela não o escute.
*
Ela pode jurar ter escutado ele gritando seu nome, mas não está muito certa. Não quer arriscar olhar pra trás e demonstrar sua fraqueza exposta ali em lágrimas. Continua andando.
*
Ele corre desesperado. Ela o escuta e para sem saber se deveria voltar ou não. Não demora muito, ela a alcança, puxa-a pra perto de si. Eis que o rapaz a abraça de uma forma tão singela e apaixonada que ela continua a chorar, agora copiosamente. Ela não se importa em demonstrar sua fraqueza, contanto que consiga extravasar o que está sentindo.

Ele olha dentro dos olhos dela e dispara:

- Eu estou louco por você. Você me ensinou esse sentimento louco que me tomou por completo, não consigo nem falar direito. Eu, eu... Eu acho que te amo.

Ela continua a chorar, mas arremata:

- Então vá embora e viva isso. Você tem muito o que fazer.

Ela então se vira e vai embora. A moça de olhos grandes e brilhantes, aquela apaixonada desvairada, em um lapso de consciência e sensatez, lembrou da terceira pessoa envolvida nessa trama. Em respeito a ela, se retirou.

“Agora é a vez dele.” Pensou a moça sorrindo.




FINAL 02 (cor de abóbora)

Ela escutou um barulho. “Deve ser ele, tem que ser ele!” Repetia ela como um mantra, desejando que ele corresse ao seu encontro.
*
Ele respira fundo. Liga o carro e vai embora. Fica olhando para o espelhinho do retrovisor. “Lá se vai uma felicidade” Pensa ele pouco tristonho. Liga o rádio numa estação qualquer e fala em voz alta e forte pra si mesmo:
- “Pois me deixe com a minha felicidade atual, ela é menos complicada. De trabalho estou cheio! Cheio!”
Sentiu o som hipócrita da sua própria voz. No mesmo instante, uma música conhecida no rádio.

“Meus olhos te viram triste, olhando pro infinito, tentando ouvir o som do próprio grito.” – Vanderlee (Esperando Aviões)

Ele lembra da moça das palavras em poesia. Desliga o rádio e se desliga do mundo. Ele se recusa a perder a cabeça por alguém. Ninguém pode valer a pena.



E aí? Qual final vocês escolhem?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O perdido espaço do universo




O Silêncio das Estrelas

Lenine


Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...



Sabe quando se respira fundo, os pulmões incham, mas não sentimos o ar entrando por eles? Parece que entram espinhos, falta o sopro da vida.

Sabe quando se deita na cama e a cabeça continua a mil? Você foge de determinados pensamentos, de determinadas pessoas, de determinados momentos. Mas eles te perseguem até você pegar no sono.

Sabe quando você escuta uma música, qualquer música, e ela sempre fala alguma coisa pra você, sobre vocês ou sobre a dor que te entristece? Quando as batidas da música se juntam as batidas já desordenadas do coração.

Sabe quando os olhos te pregam peças? Você insiste em que não está vendo direito, não admite assistir aquele cenário.

Sabe quando os olhares já não se seguram. Se olham, se amam e se beijam. Os olhares, os únicos a não se privarem do fatídico destino.

Sabe quando tudo conspira, tudo indica que você não deve continuar, mas você insiste? Você não tem garantias, muito menos certezas. Mas continua, persiste.

Sabe quando você é a única que se entende? Quando todo o mundo parece ter perdido o compasso, quando você parece ser a única que tenta andar pra frente. Parece que todo mundo anda em círculos, falam bobagens. É irritante.

Sabe quando tomam conta dos seus pensamentos? Quando você já não tem controle sobre ele, quando você só pensa, só fala e só escreve sobre uma determinada coisa, um determinado ser.

Sabe quando você não tem mais forças? Quando nem as palavras conseguem tomar lugar em frases para terem sentido? O sono nunca é suficiente? A exaustão parece te perseguir?

Sabe quando a sua única companhia são as estrelas? Elas parecem te sorrir compreensão. Elas parecem te entender.

Sabe quando você se vê a todo o momento filosofando sobre sua existência, sobre a utopia do amor, sobre o amor, sobre a vida?

Sabe quando você começa a ir em busca de mais? De mais de você, de vocês, do mundo, da existência... até de Deus! Você vai em busca de mais vida, de mais amor, de mais compreensão, de mais paciência.

Sabe quando você escreve palavras ao vento? Joga sentimentos no perdido espaço do universo.

Sabe quando você começa a incorporar o silêncio das estrelas?


É assim que eu me sinto hoje.




Fase difícil. : o

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Entregar os pontos




Desalento
Vinícius De Moraes



Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim

Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos



Entreguei os pontos. Cheguei ao topo da paciência. Parei pra pensar mais em mim. Está decidido: falarei. Tudo. De como começou até como deverá terminar. E isso não será um pedido de clemência, só uma carta de despedida. Prestação de contas. Você tinha que saber. Eu não poderia ser egoísta ao ponto de ir embora guardando comigo tanto sentimento. Toma que é teu. Leva, joga fora, desperdiça. Faça o que quiser. Não mais o quero. Não mais me faz bem. Vai, que sem você por perto tudo é mais fácil. Sem ver teu rosto é mais fácil te esquecer. Vai, que com o tempo eu supero. E depois, quando tudo passar, "tudo não passou de uma piada". E sorriremos. Sorriso amarelo, lembrando do fundo de verdade da piada. Covardia que fez passar entre os dedos o amor, o bem, a felicidade. Igual à areia na palma da mão. Quanto mais se aperta, mas ela se esvai por entre as frestas dos dedos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Resultado da Enquete

O Medo de Amar (o resultado)

"E pasmem! Ficou comprovado que meus leitores têm uma opinião oposta à minha ao que tange o amor."

Eis que fiz uma enquete questionando: "Em um relacionamento hipotético onde não exista reciprocidade, o que você preferiria? Amar ou Ser Amado?" Pergunta esta que rendeu magníficos 22 (vinte e dois) votos! (iupiii) Mas eu achei bem engraçado o resultado. Vamos para o gráfico:







Bem, com uma maioria esmagadora de 68%, meu público prefere ser amado do que se arriscar a amar. Como disse no outro post: "medo de amar, medo do amor". Eu acho (com todo o respeito) uma resposta um tanto quanto egoísta. Eu mesma, escolhi amar, sem sombra de dúvidas. Sabem porque? Pois eu não conseguiria viver com alguém que me ama tanto, sem eu corresponder à todo esse amor. No final do dia, só sobraria culpa. E a tal culpa é um negocinho que eu não faço questão de ter.

Eu prefiro amar. Me matar. Dane-se se ele não sente o mesmo. Eu dei meu máximo. Eu o amei até o final. Morri de amores. Chorei, implorei. Amei, ao final de tudo, só sobrou meu amor. Quando deitar a cabeça do travesseiro, sentirei o gostinho de "tarefa cumprida". Meio que um "fiz o que pude". Por isso, preferiria morrer de amores, do que assistir alguém que eu não amo me amar.


Pessoal que participou da enquete: muitíssimo obrigada!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Homem Fast-Food e outras subespécies.






Homem fast-food é a nova moda. É aquele que pede a garota pelo número (nem usa o nome dela), pega, come e vai embora. Tudo em até no máximo 15 minutos. Este é um dos piores tipos de cafajestes, (ao meu ver, é o pior) pois é acomodado, não tem paciência de “trabalhar uma situação”, de ir atrás, nem tenta enganar a pobre donzela. Ele vê se é fácil, se não precisar de muito esforço, ele pega. Se der um trabalhinho, ele passa pra outra. E isso não é o pior, pior mesmo é saber que ele sempre encontra uma garota BigMac, uma garota McQuarteirão... Sempre tem mulher que se dispõe a isso. Essa é a dura realidade.

Não é querendo tirar a culpa das costas do tal, mas tenho certeza que se não houvesse “oferta” de mulheres sanduiches, duvido que existisse tanto homem fast-food por aí cheio de “demanda” a oferecer. As mulheres estão sendo boa parte do motivo dos homens estarem tão machistas e comodistas nos últimos tempos. Isso é triste.

Os homens fast-food são ainda mais asquerosos que os homens “mascarados”, os dito “hipócritas” do post anterior. Isso porque os Fast-Food deixam claro as suas podres intenções, ele não pretende te enganar, ele quer te “traçar” e pronto, que fique bem claro. E ainda vem com o típico argumento “eu sempre fui claro, nunca menti pra você”. É, realmente. Isso é tão revoltante que excede a definição de machismo, acho que chega a beirar a canalhice, a depravação... sei lá mais o quê.




Meninas, por favor, participem da campanha de extermínio à essa raça.
“Nós temos a força!” hehehehe

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Medo de amar, medo do amor.




Hoje eu não vou falar nada. Não comentarei nada. Quem vai expor as idéias aqui são vocês, meus caros leitores. Eu lanço a problemática, vocês dissertam! Eis o problema:


Excluindo-se as reciprocidades, o que você preferiria:


a) Um relacionamento onde você ame.

b) Um relacionamento onde você é amado.


Aqui é um caso hipotético, não existe a possibilidade de reciprocidade. Na verdade, pensando direitinho, acho que em todo o relacionamento a balança sempre pende prum lado. Não acho que haja um equilíbrio pleno. Mas... Isso é outra história.


Quero mesmo é saber de vocês! A enquete está criada e estará aberta até próxima segunda-feira (17/11). Comente para dar uma opinião mais completa. Após a conclusão da enquete, irei expor o meu posicionamento sobre o assunto. Participem!!!



Beijo a todos!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A "Hipocrisia" e o "Não" (Post GG)




A hipocrisia cresce cada vez mais no coração das pessoas. Ela chega a patamares tão altos, que priva a felicidade, a paz e até o amor de percorrerem seu caminho.

Não acredito em destinos pré-escritos, nem muito menos destinos já prontos, como uma conseqüência irremediável, a vida assim não teria a mínima graça. Seria como a história do bicho papão, ou corre e ele pega, ou fica e ele come. Não, acho que a vida tem muito mais mistério do que essa história da carochinha.

A verdade é que eu acho que o amor só cresce onde permitimos. Pode ser sua “alma gêmea”, seu “príncipe encantado”, ou apenas um carinha gente boa. Se você não se permitir, o amor não chega... Como diz a linda música da Zélia Duncan, “se você não se distrai o amor não chega, a sua música não toca, o elevador não chega, o tempo não passa...” É bem isso mesmo. Só que uma das razões para que o amor não venha é a hipocrisia. É dela que eu quero dissertar hoje (pelo menos essa é a intenção).

Quem é hipócrita, quem é extremamente hipócrita, diz que não gosta, mesmo amando. Diz que ama, mesmo detestando. Diz que está em outra, mesmo estando morrendo de amores... O dito hipócrita não se permite viver o que sente. Ele pondera demais os fatos, usa muito a razão, e prefere dar prioridade a “o que isso vai significar para o outro”, “o que isso vai trazer de conseqüência para mim”, “que proveito eu vou tomar” e até “se isso vai me tirar algum controle”. Isso é mesquinho, é triste, é pobre. E pobre aqui, não é no sentido monetário/fincanceiro, mas pobre de caráter, de humanização, de alma... Hipócrita é um medroso, ele teme perder o controle da situação. Mas amar é justamente perder as rédeas da vida! É navegar sem bussúla. Amar é viver o improvável, e se aventurar no desconhecido.

Quem ama tem que mergulhar. Tem que abrir mão, tem que arriscar. Tem que apostar no desconhecido, tem que torcer o braço em certos momentos. Tem que calar muitas vezes, tem que apoiar a todo tempo. Tem que respeitar. Mas antes de tudo isso, a pessoa tem que se permitir amar. E amar não é se acomodar, amor não é conveniente, amor não é mesmice. Amar não é água morna, amar não é só ter pra quem ligar. Amar não é andar de mãos dadas, como dizia os Beatles. Amar é muito mais que isso!

Se permitir amar é dar um basta no presente e apostar todas as peças em uma pessoa que se quer. É acreditar que um dia todo aquele tesão, toda aquela paixão, vai passar. Mas até lá vocês terão cultivado um amor tão profundo, que por si só irá se renovar. Aí então você vai perceber o quanto era cego, que amar não era nada daquilo que você imaginava. Você vai perceber que amar está nas coisas mais simples e corriqueiras. É se encantar pelo jeito desajeitado dela, é aceitar o jeito durão dele e principalmente, ter a plena certeza que apesar de todos os seus defeitos, ele te ama e te respeita por quem você é. Uma hora você pára e percebe que amar é se apaixonar pela essência, não pelo rótulo. Vai perceber que mesmo com o significado pejorativo da paixão, é ela que dá o tempero extra ao amor, e se estes dois viverem concomitantemente, um suprirá as dificuldades do outro e o amor se renovará a cada dia.

Hipocrisia corrói qualquer sentimento. Não se prive. Se permita amar, apaixonar-se, perder-se, machucar-se... É normal. Se privar traz seqüelas terríveis. Se privar endurece o coração, machuca a alma e ainda te deixa com um gostinho de “falta” no final do dia. Seja forte, mesmo não tendo muita certeza disso. Dê a cara à tapa, escute um, dois, três, vinte “NÃOs”. Uma hora você escutará um SIM. Escutar um não é melhor do que viver com a possibilidade de um talvez. Escutar um não te resguarda de pensamentos mil, te resguarda de inúmeros “e se”. Eu já escutei não de todas as formas: escrito com letras tortas, digitados em papel A4, pelo telefone, pelo msn, ao vivo e a cores, por correspondentes e até em outras línguas. Isso só me fez mais tranqüila a esse respeito. Hoje quando escuto um não, eu suspiro: “Ufa! Passou. Vamos pra próxima.” Pois a vida continua. Mesmo depois de um não, ela continua.

Não seja hipócrita! Não minta pra si mesmo, muito menos para outra pessoa. Se você gosta, grite, cante, seja brega! Arrisque, seja bobo, telefone de madrugada, saia de qualquer jeito e vá ao encontro dela. Fale sem pensar, e pense sem pudores. Vá até o final. Vá até levar um não, ou até conseguir um sim. Tente fechar o ciclo.

Mas se não gosta, diga. Avise, não ignore. Seja claro. Pois no momento que você é justo com os outros, os outros serão com você. E mesmo se isso não ocorrer, continue sendo justo com os corações que você encontrar pela frente, você estará fazendo um bem para o seu próprio. E não esqueça, o mundo dá voltas. Se hoje você machucou alguém, amanhã pode ser você chorando por um coração trucidado. E segundo as minhas observações, o “troco” costuma muitas vezes ser bem pior.

Mas enfim. Existe vida após o NÃO.
E vida muito mais leve!!


** Hoje não tem música para esse texto. Acho que não consegui encontrar nenhuma que cantasse os meus sentimentos (aceito sugestão de playlists). Estou muito feliz, mas triste ao mesmo tempo. Estou me sentindo mais leve, mas um pouco decepcionada talvez. Mas isso é completamente normal. Como já dizia uma amiga, as paixões só mudam de rostos, vem com rótulos diferentes para te confundir. Elas chegam sempre intensas, te atordoam e vão embora. Mas sempre voltam. So... não adianta nada você se perder em uma delas. Sobreviva para poder viver a próxima.

Beijinhos a todos!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Natal / RN

Cheguei inteira da minha visita rápida à Natal/RN. Depois de dois dias cansativos de congresso (2º Congresso Brasileiro de Gestão Empresarial), de 08:00h às 18:00h, tive uma trégua no domingo onde consegui ir à praia e à pscina. Volto à Recife/PE com a promessa de voltar à Natal/RN pra curtir mais o lugar. E definitivamente, o Nordeste é tuuuuuuuuudo que há! Vejam as fotos!





Eu e Paty no avião à caminho de Natal/RN







No Parque das Dunas, onde fica o Centro de Convenções onde ocorreu o Congresso. Quase uma perigrinação, maior ladeira, estava me sentindo em Olinda/PE! Hehehe Não fosse pelas dunas ao fundo, né?










No congresso.










No "Sanduicheira", restaurante de frente ao nosso hotel.








No hotel "Atol das Rocas".







Arco do Sol, na avenida principal.










No domingo, enfim a praia! Com o Morro do Careca ao fundo.









Depois, pscina e mordomia pois ninguém é de ferro!










Saindo de Natal/RN --> Chegando em Recife/PE






É... Foi muito bom!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sansão

2254199

Eu sempre imaginei como realmente teria sido a homérica relação entre Sansão e Dalila. Não o pecado relatado na Bíblia, mas a paixão, a loucura, a sedução que só eles saberiam explicar.

Sansão amar tanto uma mulher que por ela abriu mão de seu poder. Quem sabe a assistiu cortar seu cabelo, mecha por mecha, fingindo dormir, só para se convencer de que ela iria cortar mesmo.

Dalila, talvez uma mulher que usada pelos inimigos de Sansão só para seduzi-lo e cortar-lhe os cabelos. Mas ela não contava em se apaixonar por ele. Mas agora já era tarde, ou cortava as madeichas ou perdia o pescoço.

Talvez uma conversa à luz de uma chama modesta, Dalila explica o que deveria fazer, conta que se apaixonou, mas que poderia morrer... Sansão diz que por ela perderia até sua salvação, e com esta sua força. Mas Dalila seria seu "mais doce pecado". A mulher, mesmo triste, corta cada mecha, derrama as lágrimas mais doloridas.

Sem cabelos, sem forças. Sansão não conseguiu destruir as colunas, as muralhas, nada que o separava de Dalila. Talvez nem os cabelos ajudassem, eles não conseguiram terminar juntos. Sansão cego e escravo. Dalila não se sabe. Se eles terminaram seus dias ainda se amando, ninguém sabe. Se eles se perdoaram, ninguém sabe.

Sansão e Dalila: um amor inexplicável.

 

 

Samson - Regina Spektor

You are my sweetest downfall

Você é o meu mais doce pecado

I loved you first, I loved you first

Eu te amei primeiro, Eu te amei primeiro

Beneath the sheets of paper lies my truth

Sob as folhas de papel jaz minha verdade

I have to go, I have to go

Preciso ir, preciso ir

Your hair was long when we first met

Seu cabelo estava longo quando nos conhecemos

Samson went back to bed

Sansão voltou para cama

Not much hair left on his head

Nao restou muito cabelo em sua cabeça

He ate a slice of wonder bread and went right back to bed

Comeu um pedaço de pão amanhecido e veio direto para a cama

And history books forgot about us

E os livros de história se esqueceram de nós,

And the bible didn't mention us, not even once

E a Bíblia não nos mencionou, nem sequer uma vez

You are my sweetest downfall

Você é o meu mais doce pecado

I loved you first, I loved you first

Eu te amei primeiro, Eu te amei primeiro

Beneath the stars came fallin' on our heads

Sob as estrelas que caiam sobre nossas cabeças

But they're just old light, they're just old light

Mas elas são só antigas luzes

Your hair was long when we first met

Seu cabelo estava longo quando nos conhecemos

 

Samson came to my bed

Sansão veio à minha cama

Told me that my hair was red

Disse-me que meu cabelo era vermelho

Told me I was beautiful and came into my bed

Disse-me que eu era linda e veio à minha cama

Oh I cut his hair myself one night

Oh eu mesma cortei seu cabelo uma noite

A pair of dull scissors in the yellow light

Um par de tesouras cegas sob uma luz amarela

And he told me that I'd done alright

E me disse que havia feito tudo certo

And kissed me 'til the mornin' light, the mornin' light

E me beijou até o amanhecer, amanhecer

And he kissed me 'til the mornin' light

E me beijou até o amanhecer

Samson went back to bed

Sansão voltou para cama

Not much hair left on his head

Nao restou muito cabelo em sua cabeça

Ate a slice of wonderbread and went right back to bed

Comeu um pedaço de pão amanhecido, e veio direto para a cama

Oh, we couldn't bring the columns down

Oh, nós não conseguiamos derrubar as colunas

Yeah we couldn't destroy a single one

Yeah nós nao conseguimos destruir uma sequer

And history books forgot about us

E os livros de história se esqueceram de nós

And the bible didn't mention us, not even once

E a bíblia não nos mencionou, nem sequer uma vez

You are my sweetest downfall

Você é o meu mais doce pecado

I loved you first

Te amei primeiro

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Fidelity - Regina Spektor

I never loved nobody fully

Eu nunca amei ninguém completamente

Always one foot on the ground

Sempre fico com um pé no chão

And by protecting my heart truly

E protegendo verdadeiramente meu coração

I got lost

Eu me perdi

In the sounds

Nesses sons

I hear in my mind

Eu ouço na minha mente

All these voices

Todas essas vozes

I hear in my mind

Eu ouço na minha mente

All these words

Todas essas palavras

I hear in my mind

Eu ouço na minha mente

All this music

Toda essa música

And it breaks my heart

E isso parte meu coração...

Suppose I never, ever met you

Pensei que nunca nos conheceríamos

Suppose we never fell in love

Pensei que nunca nos apaixonaríamos

Suppose I never ever let you

Pensei que nunca te deixaria

Kiss me so sweet

Você me beijar tão doce

And so soft

E tão suave

Suppose I never, ever saw you

Pensei que nunca nos veríamos

Suppose we never, ever called

Pensei que nunca nos falaríamos

Suppose I kept on singin' love songs

Pensei que continuaria cantando canções de amor

Just to break

Só pra evitar

My own fall

Que eu mesma me apaixonasse...

Just to break my own fall

Só pra evitar que eu mesma me apaixonasse...

All my friends say

Todos os meus amigos dizem

That of course it's

Que com certeza isso

Gonna get better...

Ficará melhor...

É, a música fala do típico "pé atrás". À esse respeito, faço minha as palavras da Isabella Taviani: "NÃO VOU ME PRECAVER, EU QUERO É MERGULHAR"

domingo, 26 de outubro de 2008

05 Razões Para Se Visitar RECIFE/PE

Recife


Recife é a capital do estado brasileiro de Pernambuco. Foi fundado no ano de 1537 e é a mais antiga das capitais brasileiras. Segundo os estudiosos, a palavra ‘arrecife’ é a forma antiga do vocábulo ‘recife’ e que ambos procedem do árabe, ‘ar-raçif’, que significa calçada, caminho pavimentado, linha de escolhos, dique, paredão, muralha, cais, molhe. Às margens do oceano Atlântico, Recife tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1,55 milhão de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana). Em recente estudo do IBGE, Recife aparece como metrópole da quarta maior rede urbana do Brasil em população.



01. A beleza

Recife é uma capital bonita. Com todas aquelas pontes à noite iluminadas, prédios antigos disputam espaço com construções hi-tech. Povo sorridente, falador; Comércio a mil; Sotaque gostoso. O rio que pela manhã parece ter a cor do sol, ele doura, é lindo! As flores que nascem às margens do meu Capibaribe só enchem meus olhos de cores. As casinhas coloridas da Rua da Aurora, os monumentos em pedra de grandes figuras recifenses, como Capiba, João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Pena Filho se incorporaram na paisagem pra recifense e turista ver. Meu Recife é belo, vale a pena conhecer.




02. As praias


Pensou em Recife, pensou em água. Se não for as águas do rio Capibaribe, são das inúmeras praias que o margeiam. As praias têm águas mornas e são freqüentadas por inúmeros turistas durante todos os meses do ano. Litoral Norte ou Sul, é só escolher. Mergulho, surf, balada, dependendo do que você esteja procurando, Recife te dá inúmeras opções. Tem a Praia de Boa Viagem, Piedade, se quiser ir mais pro sul, tem o Cabo de Santo Agostinho e a badalada praia de Porto de Galinhas, se quiser ir pro norte, tem a praia de Carne de Vaca, Ponta de Pedra e ainda a Ilha de Itamaracá. Sem contar com a magnífica Fernando de Noronha, um espetáculo a parte que eu digo com todas as letras: é ilha de meu Pernambuco! Pertinho de Recife.


03. Os sítios históricos


Temos o Palácio Campo das Princesas, no Bairro de Santo Antônio, onde agora é a sede do governo. A Praça da República, que está situada no local do antigo Campo de honra da província. Também temos o teatro Santa Isabel, do século XIX e o Palácio da Justiça, todos estes localizados no Bairro de Santo Antônio. Na antiga Casa de Detenção, que funcionou até o ano de 1973, encontramos instalada hoje a Casa da Cultura, espaço comercial e cultural, com lojas de artesanato, banco (câmbio), galerias de arte e área para apresentações do folclore regional. Bem próxima está a antiga Estação Central do Recife (1888), onde estão instalados o Museu do Trem e a Estação Terminal do Metrô. Além destes locais interessantes, encontramos também muitas Igrejas seculares, como a Capela Dourada (Capela da Ordem Terceira de São Francisco) edificada no período de 1696 a 1724. A Basílica de Nossa Senhora do Carmo, que foi edificada no ano de 1687 e 1767, em local onde existiu o palácio da Boa Vista, do Conde alemão João Maurício de Nassau, governador do Brasil Holandês. Ainda tem o imperdível Forte das Cinco Pontas, o Pátio de São Pedro, e não muito longe, o Mercado de São José. Ou, você pode escolher visitar o Observatório Cultural Malakoff, que se encontra na Torre Malakoff, funcionam uma biblioteca virtual, um sistema de informações culturais e o observatório astronômico. Outras construções antigas a serem visitadas: O Teatro Apolo, do século XIX; A Igreja Madre de Deus, do século XVIII e a Rua do Bom Jesus, chamada no século XVII de ‘Rua dos Judeus’, o Forte do Brum (1631) e o Museu Militar.




04. O povo e a música
Povo de sotaque arrastado, gostoso, que pode falar Récife, Ricife, Rêcife. Que não tá nem aí se p correto é falar “no Recife”, só fala “em Recife”. Que tem palavras estranhíssimas como muriçoca, malabanhado, fedorento, boizinho, maloqueiro... e por aí vai. Que pode não gostar, pode até nem saber dançar, mas defende o frevo com unhas e dentes. Não só o frevo, mas o maracatu, o forró e todos os ritmos tipicamente recifenses. Além de figurões da música popular recifense, que com todo respeito a Capiba e a outros mestres do frevo e afins, no quadro atual da musicalidade de Recife, “fazem bonito”. São eles: Lenine, Otto, Mundo Livre S/A, Cordel do Fogo Encantado, e tatos outros, que fazem a noite do Recife Antigo “bombar”.



05. O carnaval

Por último, mas não menos importante, temos nosso famoso carnaval. Pra quem gosta de frevo no pé, ou apenas da folia, nosso carnaval é a pedida! Carnaval de rua (os blocos), com bonecos, com bandas, nas ladeiras ou nas pontes. É só escolher o que você quer, Recife tem carnaval pra todos os gostos. E falando de carnaval, não podemos deixar de falar do Galo da Madrugada, bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José. É considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2006 o número de foliões que seguiu o bloco pelas ruas do centro de Recife foi maior que um milhão e meio de pessoas, o que supera a população inteira da própria cidade (1.422.000 habitantes, segundo último censo do IBGE). Sem contar com os carnavais alternativos, que ocorrem no Recife antigo, bandas de rock ou de música clássica, pra agradar todos os gostos. Ou seja, gosta de folia? Recife é a sua melhor escolha!






Esse MEME foi criado por mim, com o acampanhamento e apoio da minha amiga Elly. A idéia é passar para 05 pessoas e conhecer 05 novas cidades. É necessário que cada um dê sua opinião, não tem graça copiar e colar os textos, pelo menos alguma coisa tem que ser da sua autoria. Pois queremos ver a cidade pelos olhos de um morador. Ok? Mãos à obra? Passo esse meme para:

1 - Elly

2 - Gury

3 - Anna O.

4 - Dandara

5 - Marionete (novata! uhuul!)




Eis o selinho do MEME:








sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O confuso modo de agir do amor


Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade


João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Tem horas que eu queria ser a "Lili" de Carlos Drummond de Andrade... simplesmente não amar ninguém. E analisando, foi ela que teve o final mais bonito, porque será?! Vai saber...

Gente, estou sem muita disposição pra postar, mas ando colocando alguns textos e músicas interessantes pra não abandonar este lugar. Deixo um grande beijo a todos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Esperando que você me leia

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Esperando Aviões

Vanderlee


Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia

Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.

Quando dói, as palavras não ousam sair. Se calam nos soluços.

sábado, 18 de outubro de 2008

A vida continua

Ah, meu amor... Continuarei sem você. Vai doer, mais passa. Mas antes de ir, só mais uma coisa: deixe-me te tomar pra mim, te beber, me embebedar. E então errar e poder me arrepender de fato.

2259705

Um Minuto

D'Black e Negra Li



Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre.
A culpa não foi sua.
Os caminhos não são tão simples, mas eu vou seguir...
Viajo em pensamento, numa estrada de ilusões
que eu procuro dentro do meu coração.

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar.
A distância entre nós não pode separar
o que eu sinto por você, não vai passar.
1 minuto é muito pouco pra poder falar.
A distância entre nós não pode separar.
E no final...Eu sei que vai voltar !

Por onde quer que eu vá, vou te levar pra sempre .
A vida continua (a vida continua)
Os caminhos não são tão simples, temos que seguir...
Viajo em pensamentos, uma estrada de ilusões
que eu procuro dentro(dentro)... do meu coração.

E no meu coração.
Aonde quer que eu vá.
Sempre levarei
O Teu sorriso em meu olhaar !

Eu sei que vai voltar. Eu sei.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

:: Amor e Dor - A RIMA


O poeta que ama não é tão valorizado quanto o poeta que tem uma dor.
Quem odeia sente mais, quem está machucado sente mais.
Quem ama, só ama. Quem ama, não é da conta de ninguém.
A dor, o ódio, são mais apreciados, mais saboreados, mais superestimados.
Quem ama, simplesmente ama. Como preto no branco. Sem explicações, sem rimas, sem prosa.
Nunca vi ninguém agir por um excesso de amor. Mas o que mais vemos são excessos de raiva. Ninguém não se acorda super feliz e vai fazer uma boa ação.
Mas tem muita gente acordando com muita raiva e saindo pra atirar, roubar, matar...
Ataques de fúria. Nunca ataques de amor.
Alguém realmente lembra o dia que mais amou? O que sentiu?
É bem mais fácil se lembrar daquela dor maior... Ainda parece ferida aberta.
Na verdade a graça está no sofrimento.
Poeta tem que sofrer, para todo o resto do mundo cabe amar. Não para o poeta.
Ninguém quer ler os apelidos infantis de um casal de namorados.
Mas todo mundo vibra quando Augusto dos Anjos manda escarrar na boca de quem te beija.
Ninguém superestima o amor, mas geralmente colocamos a dor em patamares que nem nós mesmos conseguimos chegar de tão alto, mas ela fica lá, nos sorrindo.
Poucas são as músicas que falam sobre as beneficies do amor, porém muitas são aquelas dos que odeiam, do que traem e que foram traídos, dos perdidos, dos solitários...
A dor pode ser menos tangível que o amor.
A dor pode se esconder; o amor não, este é taxativo.
A dor pode até ser menos constante.
Mas ela sempre vai querer tomar mais de nós. Tomar mais do nosso tempo, tomar mais as nossas lágrimas, se apossar bem mais dos nossos pensamentos.
A dor é a grande graça.
Já o amor... é o que a disfarça.
Porque não há amor sem dor.
Nem dor que se cure sem o amor.
E é assim que é feita toda a rima.
E são pintadas todas as cores dessa vida.
No preto e branco da dor.
Bordados com o colorido do amor.
Texto meio piegas, né? : P