sábado, 29 de setembro de 2007

:: Eu vou me adaptar

Primeiramente quero agradecer a meu amiguinho Heliarly, que me deu o incrível prêmio BLOG SOLIDÁRIO. Tô muito feliz e queria propagar essa felicidade com mais 5 amiguinhos blogueiros. Então, repassando...


* Unsettled Thoughts

* Morando Sozinho

* Doideira Pura

* Passions - Bella

* Surto Psicossomático



Agora que tá todo mundo feliz.........
UM POUCO DAS MINHAS PÍLULAS....

Ele não se decide. Eu estou cada vez mais impaciente quanto a isso. Eu não tenho paciência pra ficar recolhendo migalhas de amor, impossibilidades, não gosto de nada imcompleto, inacabado, pela metade. Ou você é todo meu ou não é nada. Não quero só um pouco, quero tudo e pra sempre.

Então eu garanto pra vocês que eu tentei, mas minha paciência está se esvaindo. Certo é que a cada recaída, sinto que ele leva pela saliva um pouquinho da minha sanidade, meu amor próprio. Ele me faz gritar, sorrir, suspirar, tudo ao mesmo tempo. Dá pra entender?! Sabe como é você não querer tá junto mais quando chega perto quer colar o corpo no dele e ficar assim pro resto do dia?! Sabe o que é querer desligar o telefone na cara dele mas ficar esperando ele se despedir, desligar o telefone e dar um suspiro do tipo "eu mereço!!"... Sabe o que é não poder, mas acreditar em tudo o que ele diz, mesmo não acreditando nisso?! kkkk É não acreditar que você está acreditando nas mentiras dele... É DIFÍCIL!!
OVERDOSE SONORA
(não paro de escutar essa música!!)


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

::reCICLO

Novo layout. O antigo estava me enjoando. Já que uma das minhas missões-pessoais nessa terra é de me abrir para o novo - ousar, tentar... MUDEI!


Quanto a mim... Entre idas e vindas, estou tentando me acertar. Pensei que dar um tempo fosse mais fácil, mas a realidade é que é difícil demais!!


Enfim, continuem me visitando. Sei que ando sumida, mas é que parece que minhas inspirações estão se esvaindo, e meus pensamentos se concentram agora num ser apenas... E coitado dos meus neurônios, fritam de tanto pensar nele.

Pelo menos todos esses amores (e porquê não desabores) me inspiraram a fazer este vídeo aqui... Ah, e se alguém pensou: "eita mulher pra respirar música..." Acertou em cheio!!



segunda-feira, 24 de setembro de 2007

:: Tempo

Eu preciso de tempo. Tempo pra colocar os pensamentos na cachola, pra analisar o que é sadio pra se pensar. Tempo pra pensar em mim!
E como dói abrir mão daquela pessoa que você só quer está junto.
Como dói você vê-lo e não poder tocar.
Assisti um filme sábado que dizia que: nessas horas, você sente doer partes do seu corpo que você nem sabia que existia!!

Passei todo o fim de semana pensando nele, nela... O quanto isso me machuca. Sabe como é ver uma piscina bem azulzinha num dia quente do Recife e não poder nem encostar o dedão do pé? E vê que tem gente lá se esbaldando e você só na vontade... É como eu me sinto com ele, como se não pudesse mergulhar.

Foi aí que eu pedi um tempo. Tempo pra ele sentir tanta saudade e tanta sede de mim que vai ansiar por uma decisão. Tempo pra ele sentir o que é querer e não poder por completo. Tempo pra ele querer sentir o gosto dos meus beijos e só poder lançar mão das lembranças. Tempo pra ele se conhecer e só assim poder me ter.

GENTE, DOR DE COTOVELO A PARTE, A PROPOSTA DESTE BLOG É COLOCAR MEUS PENSAMENTOS, EIS O TÍTULO DO MESMO. ENTÃO... APRECIEM MINHA AMARGURA DESTE MOMENTO.

XÊRO A TODOS!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

:: Pernambuquês

Pra quebrar a rotina, segue alguns regionalismos que eu adoro!!

Só quem é Pernambucano entende!

- Gente alta é galaláu;
- Botão é pitôco;
- Se é muito pequeno é pixototinho;
- Se for o resto de alguma coisa é cotôco;
- Tudo que é bom é massa ;
- Tudo que é ruim é peba;
- Rir dos outros é mangar;
- Menino é "Mininu" e Menina "Minina";
- Já faltar aula é gazear;
- Quem é franzino(pequeno e magro) é xôxo ou guênzo;
- O bobo se chama leso ou demente;
- E o medroso se chama frouxo ou mole;
- Tá com raiva, tá invocado ou arretado;
- Vai sair, diz-se vou chegar;
- "Caba"(homem) sem dinheiro é liso;
- A moça nova é boyzinha;
- Pernilongo é muriçoca;
- Chicote se chama açoite;
- Quem entra sem licença emburaca;
- Sinal de espanto é "vôte !!";
- Tá bêbado, tá de fogo ou tá bicado
- Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
- Quem tem sorte é cagado;
- Pedaço de pedra é xêxo;
- Quem não paga é xexêro;
- O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro;
- Quem dá furo (não cumpre o prometido ou compromisso) é fulero;
- Sujeira de olho é remela;
- Gente insistente é pegajosa;
- Meleca se chama catota;
- Catinga de suor é inhaca;
- Mancha de pancada é roncha;
- Frango assado é galeto;
- Briga pequena é arenga;
- Perfomance ou atitude de palhaço é munganga;
- Corrente com pingente é trancilim;
- Pão bengala é tabica;
- Prender é “enganchar”;
- Desarrumado é malamanhado;
- Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
- "É mesmo" é "Iapôi";
- Recife pode ser "Récife", "Ricife" ou "Rêcife" mesmo.
- Borracha de dinheiro é liga;
- Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
- Fofoca é fuxico;
- "Se deu mal" é "Se lascô";
- Estouro aqui se chama pipôco;
- Confusão é rôlo.

É assim que acontece, visse?

domingo, 16 de setembro de 2007

:: Olhar Pra Dentro De Mim

SuRtO PsiCosSoMáTiCo dE uM SuBcOnScIeNtE mOrTo

Ter certeza do que quer - Querer e não poder - Poder e não querer - Rotina - Cançasso - Desistir de tentar - Queimar os sonhos - Por a baixo a esperança - Olhar no espelho sem medo - Se descobrir e não se decepcionar - Se perder e se encontrar - Temer o inacabado - Abrir mão do perfeito - Discrer - Derrubar a utopia - Se entristecer com a realidade - Se sabotar - Ter e não perceber - Perceber que não tem - Ter o que nunca percebeu que não tinha - Saber o que quer - Saber dizer não - Saber dizer sim - Saber, apenas - Desconhecer a si própria - Nadar e nunca chegar - Não saber nadar - Se recusar a nadar - Morrer na praia - Se afogar - Chorar sem medo - Chorar lágrimas de verdade - Sentir a desilusão - Se permitir iludir - Se permitir errar - Parar de analisar a si - Parar de analisar os outros - Sentir o cheiro do amor - Amar - Desejar - Excitar-se com o novo - Querer mudar - E mudar - Chorar o que passou - Se arrepender - Não ter medo da vida - Viver os medos que não se tem - Acreditar em si - Acreditar nos outros - Parar de pensar - Pensar no que importa - Falar o que pensa - Pensar o que fala - Sorrir menos - Gritar mais - Ser mais incisiva - Ser forte - Ser EU.


EM*BOS*CA*DA --- Pitty


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

:: DesFOCADO

A janela meio embassada aos poucos vai deixando escorrer as lágrimas que meu coração derramou. Ultimamente é só quem está chorando, pois dos meus olhos não sai mais nada, meu choro é orgulhoso, guarda a tristeza pra si. Costumo dizer que a lágrima mais dolorida é aquela que não escorre pelo rosto.

Mas enfim eu me achei. Me encontrei mais forte, mas bela, mas doce e saborosa. Um pouco mais dura, devo admitir, mas faz parte da vivência neste mundo. Tomei a decisão de parar de tomar decisões, parar de se precipitar mas sem ser irresponsável.


Definitivamente estar sozinha é uma opção! Se você fizer a escolha errada, pode estar acompanhada e se sentindo a pessoa mais sozinha do universo, então... Alone with myself one more time!!


Viva! Estou de volta. Uma versão mais "moderna"... Tipo 2.0 TURBO... kkkkk (Quase)



Obrigado a todos pelos coments, vocês são demais!


Música: ESTRELA - Carlinhos Veloz

Vocês não conhecem, ele é daqui de Recife, mas só escutando pra conferir que o cara é demais! Prestem atenção na letra da música!!! Lindaaaaa!!!! A imagem de hoje refere-se ao trecho da música que eu mais gosto: "Livre num canto da sala, engulo sopros de você!"

PS: Para escutar vocês precisarão clicar no selo para abrir a música. Esta não era MP3, então não deu pra colocar o player como sempre faço.


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

:: All I Can Do Is TRY

(Suspiro!) E quanto a mim, acho que estou me achando, devagar estou voltando pra casa. Aprendi um bocado, selei uma amizade que eu custei a perceber o quanto era importante pra mim. Quanto a ele (eles?) eu deixei de ligar... I don't care anymore... Não mais me importa. Acho que já fiz o que estava ao meu alcance. Agora é a vez dele.
E sabe quando dizem que às vezes a oportunidade nos bate à porta e se não atendermos nos arrependeremos por toda a vida? Talvez essa mesma oportunidade não volte mais, porém outras virão, e ninguém pode dizer que uma é melhor que a outra. Quem faz acontecer somos nós.
Pensamento que eu escutei essa semana e guardei pra mim: "Uma guerra já está ganha e perdida antes mesmo que uma bala seja disparada."
Espero que gostem da música.
TRY - Nelly Furtado.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

:: O Medo de Amar

Talvez seja isso. Mas não me culpo (não mais). Às vezes desejamos tanto algo depois quando temos a oportunidade de tê-lo caímos em si e percebemos que talvez aquilo não seja o que queremos. Na realidade tenho medo dele ser o que eu quero, pois para tê-lo terei que ir de encontro a tudo que eu tenho por correto se fazer.
A verdade é que eu estou com medo de sentir tudo novamente. Da tristeza, da dor no peito, das lágrimas que custam a descer de tão orgulhosas, das memórias, do cheiro, do gosto do beijo... Tenho medo de querer mais e depois não poder me controlar. Estou escutando agora SWHITCHFOOT - YOU que diz "não sou eu, é você" tô tentando me convencer disso, pois a verdade é que eu tenho medo de mim!
Pessoal muito obrigada pelos coments, vocês me dão a certeza de que tem pessoas que escutam meus problemas e torcem por mim.

Por hora é só, continuo perdida.
Drêycka



Amores Mal Resolvidos

Olhe para um lugar onde tenha muita gente:uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô,a rua principal do centro da cidade.Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo! Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo éque grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixãoque não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teóricono assunto.Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo!Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria,parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote.O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida realdemanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas as etapas:atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobralugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida enos impede de estarmos abertos para novos amores.Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginandoas múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter ditoe não disse, feito e não fez.Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os saboresque o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia dahistória na metade.Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente!
Arnaldo Jabor

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

:: Nada dura pra sempre

Nothing...
Segue música com a tradução que eu fiz. Só pra não deixar de postar, pois ainda estou ocupada me procurando... Obrigada pelos coments!!
Drêycka





Nothing Lasts Forever - Maroon 5
Nada dura para sempre

It is so easy to see
É tão fácil de se ver

Dysfunction between you and me
Divergências entre nós dois

We must free up these tired souls
Precisamos libertar estas almas cansadas

Before the sadness kills us both
Antes que a tristeza nos mate

I tried and tried to let you know
Eu tentei por diversas vezes te mostrar

I love you, but I'm letting go
Que eu te amo, mas estou indo embora

It may not last, but I don't know
Isto talvez não dure, mas eu não sei

Just don't know
Eu realmente não sei


If you don't know,
Se você não sabe,

Then you can't care
Então você não se importa

And you show up
E você aparece

But you're not there
Mas você não está lá

But I'm waiting
Mas eu estou esperando

And you want to
E você quer

Still afraid that I will desert you
Ainda temendo que eu te abandone


Everyday
Todos os dias

With every worthless word we get more far away
Com cada palavra inútil, nos distanciamos cada vez mais

The distance between us makes it so hard to stay
A distância entre nós torna tão difícil de ficar

But nothing lasts forever, but be honest, babe
Mas nada dura para sempre, mas seja honesta, baby

It hurts, but it may be the only way
Isto machuca, mas talvez seja a única maneira


A bed that's warm with memories
Uma cama aquecida com memórias

Can heal us temporarily
Pode nos curar temporariamente

The misbehaving only makes
O mal-comportamento só faz

The ditch between us so damn deep
O abismo entre nós cada vez mais profundo

Built a wall around my heart
Construí um muro ao redor do meu coração

Never let it fall apart
Nunca deixarei ele cair

Strangely I wish secretly
Estranhamente eu desejo em segredo

It would fall down while I'm asleep
Que ele caísse enquanto eu estivesse dormindo


If you don't know,
Se você não sabe,

Then you can't care
Então você não se importa

And you show up
E você aparece

But you're not there
Mas você não está lá

But I'm waiting
Mas eu estou esperando

And you want to
E você quer

Still afraid that I will desert you, babe
Ainda temendo que eu te abandone, baby


Everyday
Todos os dias

With every worthless word we get more far away
Com cada palavra inútil, nos distanciamos cada vez mais

The distance between us makes it so hard to stay
A distância entre nós torna tão difícil de ficar

But nothing lasts forever, but be honest, babe
Mas nada dura para sempre, mas seja honesta, baby

It hurts, but it may be the only way
Isto machuca, mas talvez seja a única maneira



Tough we have not hit the ground
Embora não tenhamos atingido o chão

It doesn't mean we're not still falling,
Não quer dizer que ainda não estamos caindo

Oh, I want so bad to pick you up
Oh, eu queria tanto te erguer

But you're still too reluctant to accept my help
Mas você ainda está tão relutante para aceitar minha ajuda

What a shame, I hope you find somewhere to place the blame
Que vergonha, espero que encontre algum lugar pra por a culpa

But until then the fact remains
Mas até lá o fato permanece


Everyday
Todos os dias

With every worthless word we get more far away
Com cada palavra inútil, nos distanciamos cada vez mais

The distance between us makes it so hard to stay
A distância entre nós torna tão difícil de ficar

But nothing lasts forever, but be honest, babe
Mas nada dura para sempre, mas seja honesta, baby

It hurts, but it may be the only way
Isto machuca, mas talvez seja a única maneira


Everyday
Todos os dias

With every worthless word we get more far away
Com cada palavra inútil, nos distanciamos cada vez mais

The distance between us makes it so hard to stay
A distância entre nós torna tão difícil de ficar

But nothing lasts forever, but be honest, babe
Mas nada dura para sempre, mas seja honesta, baby

It hurts, but it may be the only way
Isto machuca, mas talvez seja a única maneira

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

:: Quem é você?!


Ontem me fizeram esta pergunta. Não com essas palavras, obviamente, mas queriam que eu falasse sobre mim, pra me conhecer melhor. E agora? O que falar? Não lembro quem de vocês um dia comentou que costuma se auto-sabotar (acho que foi a Helena), mas enfim, foi o que aconteceu, pasmem! Eu me sabotei!!!! Socorro! O que houve comigo?!
Em vez de dizer que eu era inteligente, bonita, esperta, rainha da inglaterra e prima da Lady Die, eu fiz o que eu nunca imaginei que faria. Disse que eu não era boazinha, que era doida e um pouco esquizofrênica (putz!! kkk), já enfiei uma dizendo que era possessiva e acabei com tudo quando terminei dizendo que faço muita coisa sem pensar! Parabéns, você acaba de se auto-sabotar!!

Mas depois de muito pensar, vim aqui fazer um “about me” indiscreto, sem noção e realista. Detalhe que eu já tinha feito um, mas esse agora é mais desencanado.
ABOUT ME 2
(declarações desajustadas de uma sonhadora desvairada)

  • Sou inconstante e já usei aparelho ortodôntico.

  • Sou feliz com a vida e adoro comer.

  • Não me aceito por completa e já pensei em desisti de tudo.

  • Tenho problemas com ciúme e não sei nadar.

  • Tenho medo de aprender a dirigir e odeio sair sozinha.

  • Tenho medo de morrer sozinha e não tenho medo da morte.

  • Adoro música e às vezes penso demais.

  • Às vezes penso de menos e me seguro pra não chorar.

  • Sou meio louca e amo muito as palavras “esperança” e “futuro”.

  • Se pudesse ser um animal seria uma borboleta e não saio de casa sem o celular.

  • Não me arrependo e sorrio dos meus erros.

  • Fico ressentida, mas não culpo ninguém pelos seus erros, só a mim mesma e adoro o sorvete de pavê da Kibon.

  • Me lamento pelo que fiz de errado e odeio acordar cedo.

  • Acho que existe amor pra vida toda e tenho um blog que escrevo coisas que nunca disse nem pra mim mesma!!

  • Sou conservadora e adoro sacanagens (vocês entenderam, neh?).

  • Eu sonho demais e nunca desejei ter um cachorro como todas as crianças normais.

  • Às vezes penso e não falo.

  • Às vezes falo sem pensar.

  • Às vezes ajo sem pensar.

  • Às vezes penso, penso, penso e às vezes amarelo.

  • Sou o preto e o branco.

  • Sou eu, só eu!
Só que hoje tudo mudou
...
Me acordei e o primeiro pensamento que tive foi: “Quanto mais eu tento me achar, mas eu me perco!!” Estou triste comigo mesma, estou cada vez mais me afastando de mim mesma. Uma vez já cheguei a comentar que eu posso ser várias pessoas sem deixar de ser eu mesma. Hoje todos esses “EUs” estão brigando, e só quem perde isso sou eu... Sabe aquilo de Me, Myself and I? É exatamente isso, sou um mix de muitos, e isso machuca. Eu que estava tentando fazer uma faxina no meu coração, tentando procurar onde foi que eu coloquei o meu pra depois procurar um outro, simplesmente me perdi. Não sei mais o caminho de volta pro meu cérebro, to vagando entre a razão e a emoção, ou entre a razão e a insensatez. Eu não estou me reconhecendo. E a culpa é toda minha.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

:: Moon Light

Ontem a lua estava assim, como essa da foto. Cheia, amarela e bem grande. Hoje eu já repenso o fato da existência verídica de lobisobens, pois eu sou uma prova viva dessa anomalia genética. Não que eu vire lobo e vá "papar" ovelhinhas, mas fico "groge" nesses dias de lua cheia. Percebam e analisem o que aconteceu. Sim, vocês são meus analistas, ainda não perceberam?!


Sai um pouco tarde do trabalho, mas mesmo assim dava demais para eu ter ido pra facul, mas não fui, virei a cabeça e cismei em ir pra casa. E fui. Detalhe que não dá pra ver a lua quando eu vou pra facul por causa dos prédios que são muitos, porém já no caminho de casa, eu atravesso (de ônibus) umas três pontes do Recife. Vocês devem conhecê-las por foto, e garanto que elas são bonitas mesmo à noite, pois não dá pra perceber que o rio Capibaribe tá imundo e o cheiro forte de peixe podre que às vezes fica no ar, à noite se dissipa. Ok, terminando o merchandising da cidade do Recife, o fato é que a visão que eu tive ao atravessar umas das pontes e olhar para a esquerda, foi cinematográfica!!

Aquela lua enorme lá me sorrindo, e eu juro, por mais que eu tente, não consigo deixar de sorrir de volta. Mas um sorriso triste, pois a vontade que dá quando encontro tal cena é de ligar pra alguém e dizer: "Corre, olha pra lua!!! Preparei ela especialmente pra vc, hoje..." Sim, já fiz tal ato brega, e não foi muito bom, pq a mula do cara que eu liguei me respondeu: "Aqui não dá pra ver por causa dos prédios, foi mal." (frio? não, cubo de gelo!!!) kkkk

Mas dói não poder compartilhar aquele momento com alguém especial... E eu não sou daquelas solteiras-com-orgulho que não vêem problemas em ligar pruma amiga ou parente... Não dá!!

Enfim, tô assim... Obrigada pelos conselhos psiquiátricos do post anterior... kkkkkk Adorei, vocês são demais!!

Xêro a todos.


PS: Ressalva pra meu amiguinho MAYA, não sei onde ele foi parar, não consigo achar nenhum blog dele! E queria saber da Elza, sumiu mesmo...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

:: Missing

Creio que a poesia que tanto gostei e coloquei no último post me fez sentir daquele jeito lá... Pela metade. Tanto é que "METADE" iria ser o título deste post aqui, mas lembrei que o outro também tem esse título.
Mas eu tô pela metade, sabia? Preciso da minha outra metade, mas quem?! Ai, que dor de cotovelo.
Mas tô de volta, talvez não tão na ativa quanto antes, mas tô de volta.


Segue música da Ana Carolina que não pára de tocar no meu player!

Xêro para todos e obrigada pelos recadinhos!!!

Ana Carolina - Sinais de Fogo




PS: Não se confundam! A louca da Preta Gil canta essa música sim, mas foi uma encomenda que ela fez pra a Ana, ou seja, ela só é intérprete, a compositora é a Ana Carolina.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

:: Metade

Galera, desculpem a ausência esses dias. É falta de tempo, sabe? A facul e o trabalho tão tomando meu tempo livre, e ainda terei de trabalhar amanhã, ou seja: Tô ATOLADA!!! Tenham paciência que assim que eu tiver livre eu venho postar "my thoughts"... rsrs
Bjoka pra todo mundo, e segue linda poesia.


METADE - Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro recitando METADE:

terça-feira, 21 de agosto de 2007

:: Publicidade

Adooooro!!!! Para o deleite de meus amiguinhos blogueiros, segue um comunicado extremamente inteligente de uma agência publicitária chamada Lew'Lara. Abaixo, para ilustrar o grande trabalho dessas empresas, segue uma imagem publicitária que fala por si só (meninas, vocês sabem do que eu falo!).

Bjinho a todos, em especial pra nossa amiga Helena que tá um pouquinho down, mas quero que ela saiba que amigos blogueiros são "pau pra toda obra", no que precisar estamos aqui!


DON’Ts:

Ø Nós não fazemos o previsível.
Uma lista de DON'Ts pode ser uma lista de DOs.

Ø Nós não fazemos propaganda de produtos.
Quando falamos deles, estamos na verdade falando de uma marca.

Ø Nós não fazemos propaganda institucional. Porque todo varejo deve vender marca, e todo institucional deve vender produtos.

Ø Nós não criamos personalidade para marcas. Simplesmente porque ela já existe e está no fundo do coração da empresa. Nosso trabalho é ir até lá e descobrir. E comunicar o que descobrimos.

Ø Nós não planejamos antes para criar depois. Exigimos criatividade desde o primeiro momento em que começamos a planejar.

Ø Nós não trabalhamos com 360º. Porque você não precisa atirar para todos os lados - apenas para o lado certo. Para isso, temos atiradores de elite observando todos os ângulos do negócio: da internet ao ponto-de-venda.

Ø Nós não temos um departamento de internet. Assim como não temos um de anúncio, um de filme ou um de spot. Chamamos tudo isso de Criação. Se for o caso, criaremos um site, um anúncio, um filme ou um spot. Ou todos juntos. Ou nenhum deles: a solução talvez seja um outdoor em 3-D com um DJ tocando ao vivo (sim, já fizemos isso).

Ø Nós não nos repetimos. Se já fizemos, não faremos. Problemas diferentes pedem soluções diferentes.

Ø Nós não colecionamos certezas. Preferimos colecionar acertos.

Ø Nós não temos slogan. Aliás, temos: nosso slogan é o seu.


DOs: Lew'Lara


segunda-feira, 20 de agosto de 2007

:: Na Sua Estante

Notícias sobre o show de sábado da A.C. : Pior impossível. Não o show em si, a Ana se garante e todo mundo sabe disso, mas as pessoas que foram pensavam que estavam em um "bacanal" (ou orgia, como preferirem). Tá vendo? Valeu a pena eu não ter ido!!! Deixa eu assistindo os shows da Ana pelo Youtube mesmo... É mais seguro... hehehehe
Sem muito o que dizer eu vou encerrando com a música "Na Sua Estante" da PITTY. Ofereci essa música àquele finado de que falei no último post quando terminei com ele. Hoje lembrei de que ele me disse que não escuta mais essa música da mesma maneira, ele sempre lembra de mim... Que patético! Mas de qualquer forma a música é muito boa!
Xêro a todos.


sábado, 18 de agosto de 2007

:: FINADOS

Quando tudo parece estar bem, tudo está calmo em ua vida, você até está se setindo liberta, é bem aí que eles voltam para te aterrorizar: OS TEMIDOS FINADOS. Esse foi o apelido carinhoso que dei para todos os meus EX 1(namorados, rolos, ficante, namorico, amigo...), criaturinhas asquerosas que reaparecem nos momentos mais inoportunos. Isso me irrita, pois por mais fria, imparcial, irredutível e inflexível (adjetivos carinhosamente dados a mim por um desses finados) que eu tente ser, eles acabam dando numa sacolejada na minha vida mais uma vez. Ok, "na minha vida" é exagero, mas pelo menos dá um revuruçu na minha cabeça! Isso é péssimo!!


Esses mortos-vivos só existem para colocar dúvidas na sua cachola: o "e se" mata um!!! Enfim, fui até o final, disse não, não e não, e ainda coloquei isso para ele escutar:

ATREVIDA - Isabella Taviani (prestem atenção na classe do meu fora!!!)




Abre parênteses do tipo TOP-TOP



Ontem na facul arrumei uma briga com uma guria porque eu tinha entendido o assunto de Pesquisa Operacional (cálculo) e ela não. Pode?! Da próxima qdo eu entender alguma coisa, eu fico calada, as dunkys de plantão podem se ofender. FIM DA PICADA!!!!

PS: Hoje tem Ana 1Carolina, incrivelmente todos os vizinhos resolveram me sacanear e colocam a todo momento músicas dela. Eu mereço!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

:: Kiss


Encontrando prazer nas informações...



De acordo com pesquisas feitas por uma organização britânica, o beijo é um dos melhores modos de se curar a depressão. O que acontece é que ele estimula o cérebro a liberar endorfina, que causa uma sensação de bem estar para as pessoas.Quanto mais prolongados e excitantes forem os beijos, maior quantidade de endorfina será liberada no sangue, fazendo com que os benefícios à saúde sejam maiores. A sexóloga britânica Denise Knowles diz ser uma pena que, nos dias de hoje, os casais se importem mais com um "bom sexo" do que com o beijo. Segundo ela, "o beijo traz tanto bem-estar e prazer quanto um bom sexo, [mas] é mais fácil, podendo ser desfrutado na intimidade ou em público".

Fonte: Diário da Tarde


Agora entendem quando eu estou extremamente necessitária de beijo?! Alguém pode ajudar? kkkk (brincadeira! pelamordedeus!!!)


Mudando de Assunto...

Sábado agora (18/08) é o show de Ana Carolina, como eu já tinha comentado por aqui. Estou com os ingressos e tudo mais, porém não vou, infelizmente não tem condições. O show começa às 21:00h e deve durar no máximo 1 hora. Não vou acabar com meu dia, sair de tarde, contornar a cidade, dormir na casa dos outros por causa de uma hora de show lotado e cheio de sapata.

Caaaaaalma!!! Caaaaaaalma!!!!! Deixa eu explicar!!


- Sou hetero.

- Não acho que a homossexualidade seja doença ou seja genética.

- Não tenho preconceito com quem é... CONTANTO QUE: ME RESPEITEM!!


Só que eu sei o tipo de gente que vai pra esses shows (não são todas, lógico!!) mas parece que as sapatas recifences são mais afoitas! kkk Num desses shows, pegaram na bunda de uma amiga minha e encheram ela de cantadas. Cara, num tô pra ver isso no show, vou me poupar de estresse, sabe? Principalmente pelos ingressos estarem esgotados, vai ter gente demais!!


Espero que vcs não entendam mal, ta? Saibam que tenho amigas de todos os sexos (risos) e respeito todas elas e elas o mesmo comigo. É o que importa. Amo todas da mesma maneira, cada um tem seu direito de fazer suas escolhas, não é mesmo? Contanto que saibam respeitar, respeitar, respeitar.


Bjitos a todos.

PS: Elza, é vc que ama a Ana Carolina? Quer ficar com meus ingressos? rsrsrsrsrs Bjo pra tu!!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

:: Oops!

Vou pensar bem mais ao participar desses desafios. Já que sou uma pessoa que tem dificuldade de receber feed-back (nunca admiti isso antes!), fico chateada quando faço algo que não surte o mesmo efeito nos outros tanto quanto em mim. Bem, estou em tratamento, esqueçam isso! rsrsrs




(FALEMOS DO QUE INTERESSA!!)




A ELZA do Blog "Nada Pra Mim" sugeriu a indicação de 05 blogs para receberem o selinho "BLOG 05 ESTRELAS". Fui indicada pelo meu amigo André, então não quebrarei a corrente, porém só indicarei 03, pois minha rede tem poucos blogs-amigos, fica chato só deixar um ou dois de fora.


01. Morar Sozinho (Vinícius)
02. Achado no Lixo (André)
03. Passions Bella (Isa)

Bjokas a todos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

:: DESAFIO 01 (História)

Nosso amiguinho Wagner do blog "Bla-Blaísmo" propôs um DESAFIO bem interessante. Ele começaria uma história, e cada um que quisesse participar deveria terminá-la. Foi o que eu fiz. Eu que criei o título e todo o texto de preto. Espero que vocês gostem.


Boa leitura.





Vermelho Cereja




- “Merda!”

Essa palavra, inexplicavelmente, conseguiu transmitir tudo o que Pedro sentiu no momento. Justo ele, que não é de falar palavrões. Não que ele seja todo politicamente correto, mas apenas prefere não ficar falando esses tipos de palavras a torto e a direito.

Pedro é um rapaz de 35 anos, filho único, nem muito bonito nem feio. Tenho o meu charme, ele sempre diz. Nunca foi o melhor da classe, nem sentava no fundão. E assim foi até a faculdade, sempre ficando naquela área de transição entre os bagunceiros e os CDFs. Eu aproveitei o melhor dos dois mundos!

Se formou em relações públicas e agora está começando a consolidar uma carreira em uma empresa. Ganha o suficiente para ter um carrinho popular e aproveitar o final de semana para sair com a noiva ou com os amigos.

Ah, sim, o nosso Pedro está noivo. Começou a namorar com a Isadora no último ano e agora já está com data de casamento marcado. Isso surpreendeu todos, pois era um casal que no começo vivia brigando. Encontramos um ponto de equilíbrio, diz o casal sempre em uníssono. Os pais dela simpatizaram logo de cara com Pedro, o que facilitou esse amor prosperar. É um rapaz tão bonzinho, alega a sogra.

Pedro é torcedor do São Paulo. Não sou fanático e nem relapso. Torço na medida certa. Ele sempre vai ver os jogos do tricolor, quando dá. Sua noiva entende um pouco de futebol, o que torna as idas aos jogos mais agradáveis.

Como vocês podem ver, Pedro é uma rapaz comum. Não se perde na multidão, mas também não se destaca muito.

Porém, em plena Paulista, horário de almoço, em um dia quente, várias pessoas ficaram surpresas ao ver a expressão
do nosso rapaz...

- “Merda!”

Gritou ele de forma áspera. Ele olhava meio espantado para um Cyber Café a sua frente. Se recompôs, um pouco envergonhado com as pessoas o olhando meio reprovando o palavrão, e disfarçadamente se dirigiu ao Cyber Café.
Ficou um tempo olhando pelo vidro da janela, parecia não estar acreditando no que estava vendo. Só faltava se beliscar para ver se aquilo era real. Uma fraqueza deixava as pernas meio bambas, um friozinho no estômago dava enjôo.

Beatriz era linda. Uma ruiva de cabelos longos e ondulados, olhos redondos e azuis. Seu corpo parecia mais uma obra de arte, quase uma poesia, de pele branquinha pouco bronzeada, era esguia e transparecia pureza. Usava roupas simples, sem muita ostentação, mas conseguia chamar atenção por essa pureza, brancura e paz que a moldura do seu corpo transparecia.
Tinha 18 anos. Falava pouco, e tinha a característica de fazer todos ao seu redor a julgarem certinha, inteligente, calminha, ajuizada. Isso a tirava de tempo. Ninguém a não ser ela poderia fazer esses julgamentos. Talvez nem ela tivesse tanta certeza assim, ela ainda estava se descobrindo.

Era uma aluna interessante. Pelas notas, você a julgava CDF, mas sentava no fundão e muitas vezes não assistia às aulas. Preferia ficar no pátio da escola deitada num banco pensando na vida. Sempre sozinha. Isso até conhecer o Pedro. Ao certo não se sabe se eles se conheceram ao acaso, ou foi apenas uma estratégia dela. Sim, ela só parecia ser santinha, mas na verdade Beatriz era uma estrategista das mais frias. Pena que o Pedro só foi descobrir isso bem depois.

Ela escolheu a dedo. Não queria nenhum garanhão, nenhum galã de novela mexicana, mas também não queria qualquer um. O Pedro parecia perfeito. Na dele, sem muito brilho, meio fosco, mas uma beleza interessante, uma personalidade curiosa. Perfeito para suas experiências, perfeito para seus planos. E foi assim que eles começaram a namorar, ela era como um sonho feito realidade para Pedro. Linda, brilhante, misteriosa. Ele não queria nada mais que aquilo. Ela era perfeita.

Depois de cinco meses de namoro parecia que o vidro havia rachado. Ela já não era tão interessante assim, nem tão brilhante como parecia, mas uma coisa continuava a mesma, seu mistério. Quanto mais tempo passava, menos Pedro a conhecia. Ele não entendia. Mesmo tentando conversar, se entender, não dava certo, ela fugia do assunto ou ficava chateada com ele. Ela dizia que todos têm seus segredos. Isso doía muito para o pobre Pedro. Doía mais por saber que não podia mais fugir de tudo aquilo, ela já tinha tomado tudo dele. Ela era sua felicidade, sua razão para viver, seu tudo. Ele mais do que ninguém percebia a dura realidade a qual ele estava inserido, vivia em função de Beatriz. Ela adorava isso.

Numa tarde de outono Pedro recebeu várias tentativas de ligação de Beatriz, mas nunca se completavam. Ele tentava retornar, mas dava ocupado, deixava mensagem, mas ela não retornava. Ele começou a se preocupar, o Rio de Janeiro é uma cidade que você nunca se sente totalmente seguro. Será que aconteceu alguma coisa? Então ele foi à casa dela ver se estava tudo bem. Natural, ele era um namorado atencioso, ela sabia disso.

Portão destrancado, porta entreaberta, meia luz. Medo. Será que aconteceu alguma coisa? Uma música muito alta saía do quarto da Beatriz, o barulho dele a chamando era inaudível, seus passos, seus indícios, pareciam sufocados. Então ele chega à porta do quarto e vê uma cena que jamais esqueceu. Beatriz com as bochechas vermelhas, pressionando os lábios com os dentes. Olhava para o teto rezando para que aquilo não terminasse, gemia algumas coisas que por conta da música Pedro não entendia. Na realidade, Pedro parecia estar vendo aquela cena como em um cinema mudo.

Beatriz corria os olhos para todos os cantos do quarto, como se Pedro não estivesse ali já há alguns segundos. Continuava de frente para Pedro, correndo as unhas nas costas daquele rapaz moreno de corpo atlético quase que grudado dela. Pedro não entendia se todo aquele prazer era pelo ato sexual em si, ou apenas por vê-lo ali, pálido, catatônico. Algumas lágrimas já escorriam pela sua face involuntariamente, enquanto Beatriz fazia caras e bocas. Cerca de 15 segundos já tinha se passado e ele continuava ali, sem ação, com o celular em uma das mãos e com a outra mão no botão de volume do rádio. Seu corpo parecia pesado.

Então em um momento de força interior, ele simplesmente se virou e foi embora. Já chegando ao portão da casa, começou a escutar os sons que a desilusão tinha lhe poupado de escutar. Pareciam gritos, urros, gemidos. Doía lá dentro.

Ele saiu de lá a passos largos e uma semana depois tinha ido morar em São Paulo. Assim, sem dizer uma palavra a Beatriz. Sem atender a nenhuma ligação dela. Ele simplesmente fugiu da situação e foi viver uma nova vida na “capital” do Brasil.

-“Mas que diabos!!”

Pensou ele, ainda olhando pela janela do Cyber Café. Ela já não era tão atraente assim, tinha trocado os cachos pela febre da escova definitiva. Agora já não era ruiva, tinha cores variadas num cabelo que agora ia até o ombro. Beatriz estava muito diferente, batom vermelho, roupas extravagantes. Quem ela tinha se tornado? Na realidade, ela simplesmente exteriorizou o que realmente era.

Entrou meio que automaticamente e sentou numa mesa que ficava de frente a dela, mas por causa de uma pilastra, ele tinha como se esconder. Depois de sentado ficou pensando no que estava fazendo ali, ela fazia parte de um passado que ele já tinha enterrado. Era quase uma assombração toda aquela situação, a voz dela, agora mais forte e segura, suas pernas ainda muito bonitas cruzadas de uma forma que ele nunca viu igual. Pedro estava atordoado.

Beatriz estava com um homem careca, baixinho, meio barrigudo, de terno e gravata. Até parecia um advogado. Ele a beijava no rosto, ela não parava de sorrir. Mas curiosamente ela também não parava de olhar para o relógio e parecia preocupada com o celular. Se alguém aumentasse a voz, ela rapidamente procurava da onde estava vindo a voz. Pedro procurou na mão dela alguma coisa, e estava lá, brilhante, grossa, uma aliança de casada! Ele ainda não sabe se ficou triste ou feliz naquele momento. Na mesma hora procurou a mesma coisa no homem com ela, lá também estava.

Que hilário, olha a figura com quem ela foi se casar! Pensou Pedro convencido. Pensamento este que foi interrompido por um barulho na porta de vidro ao lado dele. Ele se escondeu, ela poderia vê-lo. Mas parece que ela estava preocupada com outra coisa. Muito nervosa, tentava não olhar para o homem que acabara de entrar de forma abrupta. Não adiantou de muita coisa, ele voou em cima dela e puxou-a pelo braço. Parecia que o plano havia fracassado, ela olhava para as pessoas no recinto como se pedisse ajuda. Mas não parava de estampar um sorriso falso no rosto.

Gritos, acusações. Pedro logo entendeu que aquele que tinha chegado era o marido dela, não o outro, esse foi embora sorrateiramente. O marido traído gritava e fazia umas perguntas a sacudindo. Ela tentava rir, sem sair do salto procurava alguém na multidão sem sucesso. Até que ela o achou. Pedro, com olhos arregalados para aquele brutamonte, nem percebeu que ela o olhava. Ao perceber, não sabia se ia embora ou ficava se deliciando com a cena.

A expressão do rosto dela começou a mudar. Ela não tirava os olhos de Pedro, olhos esses que começavam a encher de água. Os soluços faziam com que seu marido tivesse mais ódio do que ela fez. Saiu puxando-a pelo braço em plena Paulista, com todos olhando sem entender nada. Entrou em um carro importado e saiu cantando pneu.

Pedro saiu do café e foi direto para a casa de Isadora. Parecia que agora mais do que nunca tinha certeza do que queria com Isa, forma carinhosa que ele a chamava. Comprou um ramalhete de flores lilás, das que ela adorava.

-“Ela não precisa saber que meu passado que tanto odeio foi o que me fez ter a certeza de que eu a amo.” Pensava ele se dirigindo para a casa da noiva. Se ele nunca contou nada para ela, não seria agora o momento. Eis um segredo que ele levaria para o túmulo.

Chegando lá, o portão estava destrancado, porta entreaberta, meia luz. Nostalgia. Será que aconteceu denovo? Uma música muito alta saía do quarto da Isadora, o barulho dele a chamando era inaudível, seus passos, seus indícios, pareciam sufocados. Então ele chega à porta do quarto e vê uma cena que jamais esqueceu. Isadora com as bochechas vermelhas, ajoelhada, pressionava os dedos entrelaçados. Ele a princípio não entendeu muita coisa, mas ao abaixar o volume da música e caminhar ao encontro dela, percebeu que ela rezava.

Ele se sentiu culpado. Ela se sentiu segura. Ele se ajoelhou ao lado dela, e entre uma lágrima e outra, agradecia a Deus pela pessoa que ele tinha escolhido para ser sua esposa. Depois disso, em silêncio, ligou a cafeteira e procurou um vaso para colocar o ramalhete. Sentou-se a mesa da cozinha, de frente para Isadora, e depois de escutar o motivo do desespero que ela estava, suspirou e disse:

-“Isa, meu segredo agora será seu segredo. Se um dia escondi de você meu passado, foi por pura imaturidade. Tudo o que eu escondi foi que quando eu tinha 18 anos conheci uma moça...”

Três meses depois Isadora subia ao altar com o homem da sua vida. Pedro.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

:: O ÔCO

Bem, ontem estava lendo a revista VEJA (ed. 2020 - ano 40 - nº 31 - 08/08/2007). Abre parênteses gigantesco (Sem hipocrisia, a revista é muito boa, mas não tenho paciência para ser uma leitora assídua. Pra quem não entendeu, deixa eu só esclarecer que a VEJA, assim como a EXAME deve ser a revista de cabeceira de um bom administrador. Já que eu não dou a mínima para esses esteriótipos ridículos, e só dei R$ 8,50 (que absurdo!) nesta revista por que um professor exigiu um resumo de uma reportagem, prefiro ficar sem ler. Na realidade, acho que elas fabricam notícias, floreiam demais e querem ser as donas da verdade.)

Mas voltando para o assunto inicial, quando eu estava a folheando, vi uma entrevista com uma mulher chamada Wilma Magalhães. Podem me chamar do que quiserem, mas nunca ouvi falar dessa aí (vai que é pq não leio a VEJA), porém me chamou a atenção o título da reportagem, que me fez ler até o final da entrevista e ainda me fez dar umas boas risadas.


Espero que vocês tenham um pouquinho de paciência e dêem uma lida. É incrível como tem gente que vive no mesmo mundo que o nosso, porém numa outra realidade ou dimensão, ou sei lá o quê!! Ao final, se fosse possível, queria que vocês se posicionassem quanto as atitudes (pra mim arrogantes) desta "salafrária" e me digam se a cadeia para ela está servindo pra alguma coisa.

Bjus para todos! Boa terça-feira!!!




VEJA ENTREVISTA: WILMA MAGALHÃES


A cadeia é uma festa


A vida de presidiária da socialite que sacudia Brasília com festas de arromba e jantares temperados com pó de ouro




Alexandre Oltramari

Hoje, a socialite Wilma Magalhães, de 45 anos, é uma submergente. Filha de um garçom e de uma dona-de-casa, Wilma enriqueceu no início dos anos 90 ao montar duas empresas (câmbio e factoring) no ramo de, digamos assim, prestação de serviços. Principal símbolo do colunismo social de Brasília, a então emergente Wilma desfilava roupas de grifes caras, costumava ser vista a bordo de carrões importados e recebia em sua mansão alguns dos principais políticos do país, a quem servia faustosos jantares regados a champanhe e temperados com pó de ouro. A casa de Wilma caiu há dois meses. A socialite foi condenada a uma pena de seis anos de prisão sob a acusação de ter montado um esquema criminoso para legalizar propinas recebidas por um dos principais símbolos da corrupção nacional, o ex-deputado João Alves, um dos célebres anões do Orçamento. Divorciada, mãe de dois filhos, Wilma teve de trocar a vida de badalação por uma cela do tamanho do lavabo de sua casa. Depois de uma temporada em regime fechado, ela foi liberada para trabalhar de dia. Todas as noites, porém, volta para o xilindró. Baixo-astral? Que nada. Wilma continua saltitante. "Sou chiquérrima", diz ela, sem perder a pose.




VejaDá para ser chique morando na cadeia?


Wilma – Dá, sim. Fiz um enxoval para levar para a penitenciária. Não pude comprar pessoalmente, mas encomendei tudo. Toda a minha roupa é branca. Comprei calças de moletom e blusas branquinhas, calcinhas novinhas, sutiãs novos, cobertor novo, tudo novinho. É óbvio que quando eu sair de lá não quero levar nada. Vou doar tudo. Sou chiquérrima. Todo mundo adora quando eu chego. As funcionárias abrem uma porta bem pequena que tem na cela para perguntar se eu quero remédio. Sei que fazem isso só para me ver.


VejaSeu lema, antes da prisão, era "A vida continua uma festa". Continua?


Wilma – Continua. Domingo fiz um programa diferente na penitenciária. Encomendei uma lasanha e um suco de uva. A lasanha era de caixinha. Esquentei no microondas. Imaginei que estava comendo a lasanha na Itália e bebendo um vinho tinto caríssimo em Bordeaux. Fiquei muito feliz.


Veja O que a senhora sentiu ao ser presa?


Wilma – Fiquei muito assustada quando a polícia apareceu na minha casa, no Lago Sul. O policial falou que havia uma ocorrência sobre um laptop. Ele me mostrou um papel. Quando fui pegá-lo, recebi ordem de prisão. Eu havia acabado de voltar da academia. Ainda estava com a roupa de ginástica. Não entendi o que estava acontecendo. Nunca pensei que fosse ser presa. Pedi ao policial que me acompanhasse até o closet. Aí coloquei uma calça e uma blusa sobre a roupa da academia. No caminho, ele me disse que podia ter ido me buscar com uma viatura e me algemado, mas, por consideração a mim, estava me conduzindo daquele jeito. Agradeci.


Veja Como é a sua rotina no presídio?


Wilma – Eu me dei o direito de me sentir em um spa, sabe? É como se estivesse me tratando de um problema em um hospital. Todos os quartos têm televisão e chuveiro elétrico. Minha cela, que divido com outras duas presas, é um pouco apertada. Tem o mesmo tamanho do lavabo da minha casa. Mas as guardas parecem enfermeiras, de tão limpinhas e arrumadinhas. Até um mês atrás, quando eu não podia sair de lá durante o dia, eu acordava às 7 e meia da manhã. Tomava café, via televisão e ia para o pátio tomar sol. Era pouco tempo, cerca de quinze minutos, mas dava para fazer ginástica ou simplesmente deitar e ficar viajando. Depois, almoçava, dormia muito à tarde, tomava banho e voltava a ver um pouco de televisão.


VejaMas deve ter sido muito difícil trocar a vida confortável que a senhora tinha por uma cela na penitenciária, não?


Wilma – Não. Vou dar um exemplo: dias atrás, quando voltava para o presídio, liguei para uma amiga. Ela estava chorando porque não arrumava namorado. Ela é linda e bem de vida. Essa tristeza que existe no coração de algumas pessoas não existe no meu.


VejaQual é a pior situação que a senhora enfrentou na cadeia?


Wilma – Nada pode na penitenciária. No começo, eu não entendia por que não podia. Um grampinho de cabelo do tamanho de uma formiguinha eles não deixam entrar porque é perigoso. Todos os meus sutiãs, que são da grife Victoria's Secret, têm arame. Não pude levar nenhum. Tive de comprar tudo novo. Também quis levar um repelente elétrico para espantar mosquitos e não pude. Nenhum dos meus xampus italianos pôde entrar. Eles dizem que tudo é perigoso. Só permitiram a entrada de meus cremes da Victoria's Secret porque as embalagens são transparentes. Também é constrangedor tirar a roupa para a inspeção toda vez que chego lá. Se eu soubesse que seria tão revistada, que usaria tanto este corpo, teria feito uma plástica antes.


VejaA senhora está cumprindo pena num país em que rico praticamente não fica na cadeia. Não se sente injustiçada?


Wilma – Bobagem. O Paulo Maluf ficou mais de um mês na cadeia. O Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, também. Rico, quando pode, esconde que está na cadeia. Diz que está passando uma temporada no exterior. Pobre, em dia de visita, transforma a cadeia numa festa. Vai filho, vai primo, vai tio... Você acha que rico vai visitar outro rico na cadeia? Não vai. Fica esperando ele sair.


VejaA senhora se sentiu discriminada na cadeia pelo fato de ser rica?


Wilma – Não. Ao contrário: as detentas adoram o fato de eu ser socialite. Elas dizem que, se tivessem o dinheiro que eu tenho, pagavam o melhor advogado e não ficavam presas nem mesmo por um minuto. Mas a minha situação na cadeia não está tão ruim assim para ficar gastando dinheiro à toa. Um advogado me disse que liberdade não tem preço. Tem, sim. Acho melhor cumprir a pena do que entregar a ele quase tudo o que ganhei na vida.


VejaA senhora foi condenada pela acusação de lavar 10 milhões de reais para o ex-deputado João Alves, um dos integrantes da Máfia do Orçamento, denunciada por VEJA em 1993. Como conheceu o ex-deputado?


Wilma – Nunca vi o ex-deputado na minha vida. Comprei e vendi dólares de um gerente de banco. Não tinha idéia de que era dinheiro de caixa dois, de esquema de anões do Orçamento. Conheci o ex-deputado pela mídia.


Veja Que lições a senhora tirou desse episódio?


Wilma – Os políticos têm de amadurecer. Têm de aprender que é preciso pagar pelos seus erros. Eu estou pagando porque fiz errado mesmo. Trabalhei vendendo dólares sem autorização do Banco Central e fui punida por isso. Ponto.


Veja Como a senhora se tornou a mais badalada socialite de Brasília?


Wilma – Meu pai calçou o primeiro sapato aos 18 anos. Ele era garçom de um hospital público de Brasília e conseguiu que minha mãe fosse fazer o parto lá. Comecei a trabalhar aos 15 anos. Era caixa de uma loja de pneus. Ninguém me indicou para nada. Bati de porta em porta até conseguir o emprego. Aos 18 anos, comprei meu primeiro carro, uma Brasília laranja. Cada centavo que ganhei foi com muito esforço. Não tenho vergonha de não ter tido dinheiro no começo e estar bem financeiramente agora. Sei quanto custa um pastel e quanto custa uma Ferrari.


Veja Mas não foi como caixa de uma loja de pneus que a senhora ganhou dinheiro, certo?


Wilma – Trabalhei no mercado financeiro e fui dona de uma casa de câmbio e aplicações financeiras. Nunca dei uma bombada. Nunca joguei na loteria, como João Alves. Ganhei dinheiro como formiguinha.


VejaQue importância o dinheiro tem na sua vida?


Wilma – É uma questão de realização pessoal. Quase tudo o que eu faço está relacionado com dinheiro. Posso até estar fazendo um bom programa de televisão, com boa audiência e tudo, mas, se não está entrando dinheiro dos patrocinadores, não estou contente. Dinheiro tem de estar na mão certa. Tem de estar na mão de quem sabe gastar. Dinheiro pequeno é que se gasta errado. É a bobagem que sai toda hora do bolso. É o dinheiro que você troca e desaparece. Dinheiro pequeno é gastar à toa. Dinheiro grande eu gasto mesmo. Gosto de Rolex, de Mercedes-Benz, de BMW... Já comprei dois Rolex no mesmo mês. Um deles custou 6 000 dólares. Mas aí vi uma amiga com outro, com fundo de brilhante, e não resisti. Paguei 10 000 dólares por ele. Quando lançaram o jipe Cherokee, na década de 90, eu estava prestes a viajar para Arraial d'Ajuda, na Bahia. Comprei um por telefone.


Veja A senhora nunca sentiu culpa por tanta ostentação?


Wilma – Não. Tudo o que tenho eu uso. Não rasgo dinheiro. Na volta da viagem à Bahia, quando vi quanto gastei de gasolina com o Cherokee, vendi o carro. Não era um bom investimento.


VejaExiste algum segredo especial para se tornar um símbolo da classe emergente?


Wilma – É preciso viajar bastante, fazer boas festas e cultivar bons relacionamentos. E não precisa gastar demais, não. Tem muita socialite que mora em casa alugada, tem carro financiado e faz tipo de milionária. Eu, por exemplo, sou uma emergente pobre. Não tenho ilha, Learjet nem apartamento em Nova York. Uma socialite pobre que se preze vai a Buenos Aires, paga 300 dólares pela passagem e compra um produto da Lâncome no free shop. Aí, quando chega ao Brasil, dá o presentinho ao cabeleireiro. O que ele vai dizer às outras clientes? Que fulana de tal trouxe um presente do exterior para ele. É um marketing que rende. E não custa quase nada. O mesmo vale para colunista social. Uma camiseta em Nova York custa 8 dólares. É pouco para quem quer sair bem na foto.


VejaComo a senhora faz para conciliar seus hábitos de consumo com a rotina da prisão?


Wilma – Está difícil. Só posso sair do presídio para ir ao trabalho. Além disso, a gente não pode entrar com quase nada no presídio. Sabão em pó tem de estar em saco plástico transparente. Embalagem não entra nenhuma. Então compro quase tudo lá mesmo. Tem um mercadinho lá dentro que pertence a um policial e é administrado por uma interna. Compro creme de cabelo, amaciante de roupa, sabão... Estou achando o shopping da minha vida.


VejaA senhora se tornou muito próxima de alguns dos principais políticos do país. Qual deles mais admira?


Wilma – O José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. Ele dorme às 3 horas da madrugada, acorda às 5 da manhã, era casado, tinha uma amante e agora, depois de romper com as duas, está de namorada nova. Ele consegue tudo o que eu não consigo. Além disso, é charmoso e bonito.


VejaA senhora acha mesmo o governador bonito?


Wilma – Se até o Ronaldinho Gaúcho ficou bonito, por que ele não ficaria? Poder e beleza estão misturados, principalmente em Brasília. E quem tem poder não precisa de dinheiro. É convidado para as melhores festas, sempre tem um amigo com o avião de tanque cheio. Eu mesma ganho tudo. Champanhe, não tenho onde botar. Tenho uma adega com 3 000 garrafas. São vinhos e mais vinhos, festas e mais festas. A gente bebe tudo mesmo.


VejaComo a senhora se define politicamente?


Wilma – Votei no Lula, apesar de achar que foi bom ele levar aquelas vaias. Como o presidente anda sempre cercado de assessores, não deixam chegar a ele as notícias do mundo real. Ele parece a Alice no País das Maravilhas! Acho que tem vontade de fazer as coisas direito. Mas falta ao presidente um braço mais forte. O problema é que eu acho que ele não tem esse braço forte.


VejaA senhora ficou famosa pelo hábito extravagante de temperar seus jantares com pó de ouro. O metal também aparece em seus vestidos, nos sapatos e nas jóias. Por que tem tanta obsessão por ouro?


Wilma – Ouro tem tudo a ver comigo. Brilha, é alegre. Meu brilho é muito grande.


VejaO closet de sua casa tem o tamanho de um apartamento de três dormitórios. Não é um exagero?


Wilma – É que tenho muitos sapatos. Nunca contei, mas alguém já me disse que são 600 pares. Posso também passar um ano sem repetir uma roupa.


VejaA senhora está escrevendo um livro sobre sua experiência na prisão. Que tipo de história pretende contar?


Wilma – Vou contar cada vitória e cada derrota que tive na vida. Darei ênfase maior às mensagens de força e fé, pois espero ajudar muitas famílias que estão passando pelo mesmo que eu. Quero deixar claro que o importante é onde a mente está, e não o corpo.


VejaQual é o seu livro de cabeceira?


Wilma – Não tem cabeceira lá na cadeia. Estou lendo a Bíblia.