sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Quando eu te vejo sinto medo de mim...




Provavelmente a melhor música da Banda Brava.
Banda linda e fofa que só lançou 1 disco e não mais existe. :(


Aprendi Sozinha - Banda Brava

Quando eu te vejo sinto medo de mim,
Você é tão perfeito, e eu tenho mania de ser problemática.

E quando a gente dorme, eu fico te olhando,
Você parece um anjo! 
Eu tenho medo!
Eu sinto medo de me ver!
Ah, o meu medo de viver...
Porquê será que eu sou assim?

E quando você diz que tem inveja do meu jeito,

Ai, eu quase me aceito.
Mas eu sei que você diz só pra me ver feliz...
Não faça assim!
Enquanto eu não acreditar em mim, eu não vou ouvir.
E esse é o meu pior defeito!!

Eu sinto medo de me ver.
Ai, o meu medo de viver!
É o meu medo de não ser o que você adora quando eu sou.

E quando eu te vi, eu fui me procurar.
Mas eu estou em mim, só consegui me machucar.
Será que vou fugir?
Ou vou me entregar?
Será que você me prendeu?
Ou me ensinou a voar?

E quando eu te vejo sinto medo de mim,
Você é tão perfeito, e eu tenho mania de ser problemática!


*


Minha cara essa música...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O medo de sabotar a própria felicidade


"O que se passou então, nesse coração obscuro e selvagem? Muitas vezes me interroguei a respeito e só descobri quando já era tarde demais. Remorsos ignorados? Inexplicáveis saudades? Medo de que em breve se devanecesse entre suas mãos essa felicidade que ele tanto acalentara? Ou a terrível tentação de arruinar irremediavelmente e o quanto antes, a maravilha que por fim ele conquistara?" 
O Bosque das Ilusões Perdidas, Alain-Fournier.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Bosque das Ilusões Perdidas



"Mas um homem que um dia entrou no paraíso como poderá depois se acostumar com a vida de todo o mundo? Aquilo que faz a felicidade dos outros me parece ridículo e sem valor. E quando, sinceramente e deliberadamente, um dia eu decidi fazer como os outros, nesse dia me enchi de remorsos que vão durar uma vida inteira." 

Palavras do Grande Meaulnes, em O Bosque das Ilusões Perdidas (Alain-Fournier - França, 1914)

sábado, 8 de setembro de 2012

Sobre Austen e o casamento no período regencial.




O Casamento, by Austen


MANSFIELD PARK [Cap. 5]: "Creio que assim sempre será de se considerar que, de todas as transações, o casamento é a única onde as pessoas esperam muito das outras e não são honestas consigo mesmas."

MANSFIELD PARK [Cap. 36]: "Pobre Janet, tristemente enganada, mas não houve nada impróprio de sua parte. Não mergulhou nessa união sem ter feito alguma consideração e não houve falta de previsão. Ela levou três dias para considerar a proposta de casamento. Durante esses três dias, pediu conselhos a todos com que tivesse contato e de quem valesse a pena ouvir a opinião. (...) Parece que nada pode assegurar a felicidade do casamento."

ORGULHO E PRECONCEITO [Cap. 6]: "A felicidade no casamento é uma questão de pura sorte. Se os modos de ser de um e de outro, forem bem conhecidos com antecedência, ou até se forem muito semelhantes, isso pouco importa para a felicidade do casamento. As diferenças vão se acentuando com o tempo até se tornarem insuportáveis; então é melhor conhecer o mínimo possível dos defeitos da pessoa com que teremos de passar a vida."

RAZÃO E SENSIBILIDADE [Cap. 37]: "Afinal, Marianne, por mais fascinante que seja a idéia de um único e constante amor e apesar de tudo o que se possa dizer sobre a felicidade de alguém depender completamente de uma pessoa determinada, as coisas não devem ser assim, nem é adequado ou possível que o sejam."

EMMA [Cap. 7]: "Sempre tomei como regra geral, Harriet, que se uma mulher tem dúvidas se aceita ou não um homem, é que deve certamente recusá-lo. Se hesitou em dizer 'sim', então deve dizer francamente 'não'. O casamento é um estado civil em que se possa entrar com segurança através de sentimentos dúbios, com meio coração apenas."




Unconquerable Passions, by Austen



"Abstenho-me propositalmente de citar as datas nessa ocasião, desejando que cada um tenha a liberdade de fixá-la, mas devem estar atentos que a cura de paixões irremediáveis deve variar muito de pessoa para pessoa. Apenas peço que todos acreditem que foi exatamente no momento propício e natural que eles pensassem assim, e nem uma semana antes." Mansfield Park, Jane Austen

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

I'm a writer.



"Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi..." Caio Fernando Abreu

"I'm a writer and she's the muse" Sara Bareilles

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sobre a vida que deixei lá no meu quarto



E se eu não tenho que me levantar assim tão cedo, e deixá-lo esparramado na cama que até parece dele? Por vezes com o braço pra fora dela, enquanto o meu cachorro (que pensa que é dele) funga na sua mão pendurada. Ah, se eu não tenho que acordar cedo e ver tal cena.

Se eu não precisasse sair da cama quente, agora ainda mais quente depois que apareceu essa costela pra eu chamar de minha. Quando foi mesmo que ele apareceu como se nada quisesse, e tomou pra si minha casa, meu cachorro e meu coração? Qual foi o momento exato que bater de levinho na porta da frente passou a dispensar licenças e embaraços? Quando precisamente foi que ele passou de visita para necessidade diária, assim como cafeína pra mim?

Mas ah, como é difícil levantar assim cedinho. Fico na beira da cama assim, anestesiada, por tanta doçura ali respirada. Nenhuma câmera conseguiria fotografar o momento, o exato momento que a nuvem sai desenfreada da frente do Sol, passa façeira pela fresta da janela e toca o ombro e as costas dele, como quem beija assim afoita. Então me lembro na hora daquele poema que diz assim "ah, que ciúmes tenho do vento, do Sol... que pode te visitar e te tocar quando bem entende". E foi com esse misto de satisfação, melancolia, extrema felicidade e um tico de ciúmes, que eu me levantei. Saí da cama pé-ante-pé para não acordar nem ele nem meu cachorro, que agora já tinha pulado na cama e se enfiado pelas cobertas.

Depois do café tomado, ainda assistindo pelo espelho, o quarto através da porta entre aberta, fui andando até a janela. Não ousaria acordá-lo num dia tão lindo se não fosse para passá-lo ao meu lado. Ainda com esse pensamento egoísta nas pontas dos dedos, desci as escadas satisfeita. Sabia bem o que diziam os sábios, deve-se rapidamente perdoar o egoísta, uma vez que para este defeito não se tem cura. Não tinha mesmo. Nem cura pro egoísmo nem pra toda vida que eu acabara de deixar lá no meu quarto.


Aldrêycka Albuquerque


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Deixando de contar o tempo



"Quando as pessoas estão esperando, são maus juízes do tempo. E meio minuto parece cinco." Mansfield Park - Jane Austen

> E foi por isso que resolvi parar de esperar para então viver. Abandonei as utopias para aceitar quem sou e o que tenho. E sabe? É tão reconfortante, te faz sentir mais leve.



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

How can I forget your love?


Qualquer um que me acompanhe de uns quatro anos pra cá, sabe o tamanho do osso que venho roendo. Se acham fofo ou chato, já não sei, porém fácil pra mim é que não é. Então imaginem vocês a surpresa que tive ao esbarrar com essa faixa no novo disco da Regina Spektor! How é diferente de tudo que ela já escreveu, pelo menos na minha opinião. Bem, maior que o susto de uma música diferente, foi uma música que cantava tudo o que eu venho tentando escrever por aqui. Posso listar rapidamente pelo menos uns doze textos meus que falam exatamento isso aí. "Como eu poderia te esquecer?" Nossa, e como eu voltei a roer o mesmo osso de forma mais ávida depois que comecei a escutar loucamente How, viu? Ah, e como ainda doeu... Como se a ferida tivesse acabado de ser aberta. Mas sabe o que dizem sobre as músicas tristes, né? São seguras, ficam ali presas na faixa do disco e só fazem doer durante os minutos que ela é tocada. Depois a música acaba, a gente desliga o aparelho de som e prende toda aquela dor de volta no disco. E segue com a vida. Com nossas próprias dores, quem sabe agora mais melodramáticas, porém muitas vezes menores que as cantadas nas músicas. Então, se vocês se consideram psicologicamente aptos a sentir um pouco de dor controlada, sirvam-se de pouco mais de 4min de dor gratuita e segura.
-So baby, how? How can I forget your love? How can I never see you again? 



HOW - Regina Spektor


How can I forget your love?
Como eu posso esquecer o seu amor?

How can I never see you again?
Como eu posso nunca mais ver você?

There's a time and place
Há um tempo e lugar

For one more sweet embrace
Para mais um doce abraço

And is time, ooh
E é tempo, ooh

When it all, ooh
Quando tudo, oh

Went wrong
Der errado

I guess you know by now
Eu acho que você já deve saber

That we will meet again somehow
Que nós iremos nos encontrar novamente de alguma forma


Oh baby
Oh baby

How can I begin again?
Como eu posso começar denovo?

How can I try to love someone new?
Como eu posso tentar amar um novo alguém?

Someone who isn't you
Alguém que não seja você

How can our love be true?
Como o nosso amor poderia ser verdadeiro?

When I'm not, ooh
Quando eu não, ooh

I'm not over you
Ainda não superei você

I guess you know by now
Eu acho que você já deve saber

That we will meet again somehow
Que nós iremos nos encontrar novamente de alguma forma


Time can come and take away the pain
O tempo pode vir e levar embora a dor

But I just want my memories to remain
Mas eu quero ficar com minhas memórias para conseguir...

To see your face
Ver seu rosto...

To hear your voice
Escutar tua voz...

There's not one moment I'd erase
Não existe nenhum momento que eu apagaria

You are a guest here now
Você é só um convidado aqui agora


So baby
Então, baby...

How can I forget your love?
Como eu posso esquecer seu amor?

How can I never see you again?
Como eu posso nunca mais te ver?

How can I ever know why some stay and others go?
Como eu poderei um dia saber por que alguns ficam e outros vão?

When I don't, ooh
Por que eu não, ohh

I don't want you to go
Eu não quero que você se vá
I guess I know by now
Eu acho que agora eu sei

That we will meet again somehow
Que nós iremos nos encontrar novamente de alguma forma


Time can come and wash away the pain
O tempo pode vir e lavar a dor embora

But I just want my mind to stay the same
Mas eu quero que minha mente fique do mesmo jeito

To hear your voice
Para poder ouvir sua voz

To see your face
Para ver seu rosto

There's not one moment I'd erase
Não existe nenhum momento que eu queira apagar

You are a guest here now
Agora você é apenas um convidado aqui


So baby
Então, baby...

How can I forget your love?
Como eu posso esquecer seu amor?

How can I never see you again? 
Como eu posso nunca mais te ver?

terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma história pra sonhar...



Pra Sonhar - Marcelo Janeci


Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim, viu?
Me vi na sua mão


Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo


Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar


O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais


De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo


Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar


Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar 

domingo, 8 de julho de 2012

Old Style


Eu sempre faço isso. Me coloca numa sala com trezentos vestidos e eu só vou olhar para aquele está além do meu orçamento. Transponha essa situação para a vida afetiva e voilà. Temos aí o cerne da minha infelicidade no amor.

Mas não é que eu escolha errado. As roupas da coleção nova são ótimas e vestem bem. Só que geralmente custam caro. É como se o preço que pagamos por elas estivesse associado ao capricho de possuirmos algo difícil. Queremos conquistar mais do que uma mera peça em liquidação. Queremos algo especial.

Pelo que me lembro, nunca me apeguei a homens em ponta de estoque. Aqueles rodados, que circulam por vários corpinhos, dos gorduchos aos mais sarados, sem nunca encontrar quem lhes vista bem. Eu gosto das peças únicas, que você bate o olho e sabe logo que são diferentes. Aquelas que você tem tanta certeza de que vão dar certo que poderia levar para casa sem nem experimentar.

O problema é que os homens da coleção nova são superestimados. E aquele encantamento inicial da loja se dissipa nas primeiras falhas que você encontra na costura. Ou quando repara em um corte equivocado na manga. Alguns desbotam na lavagem, outros deixam manchas no restante das roupas. Assim, o investimento na conquista de alguém que consideramos ser uma peça especial nem sempre vale a pena.

É por isso que há tempos não faço compras. Não chego a dizer que é por medo de me decepcionar com os vestidos que se encontram por aí nas araras. É mais por preguiça de experimentar à toa. Por cansaço mesmo.

Na falta de tempo e de paciência, talvez valha mais a pena sair carregando vários com 80% de desconto. Pelo menos assim não criamos expectativas. Sabemos que o material não é de qualidade e que não vai durar.

Sem querer ser saudosista, ainda mais de uma época que eu não vivi, mas o fato é que não se fazem mais roupas como antigamente. E apesar dos sombrios tempos da descartabilidade, na moda e no amor, eu sigo old style.

Trecho do texto da Natália Klein do ADORÁVEL PSICOSE.

sábado, 7 de julho de 2012

05 anos de Blog

Quase passava despercebido...


Parabéns bloguinho querido. :D


...uma corda pendendo do céu...



"Lembra-se de como foi quando nos beijamos?
Quantidades e quantidades de luz lançadas diretamente sobre nós.
Uma corda pendendo do céu.
Como a palavra amor e a palavra vida conseguem caber na boca?"


Jandy Nelson - O Céu está em todo lugar

quarta-feira, 4 de julho de 2012

a tristeza é uma casa

  

A tristeza é uma casa em que as cadeiras se esqueceram de como nos segurar, os espelhos de como nos refletir, as paredes de como nos conter. 
A tristeza é uma casa que desaparece cada vez que alguém bate à porta, uma casa que se vai com o vento à menor rajada, que se enterra no solo enquanto todos estão dormindo.
A tristeza é uma casa em que ninguém pode proteger você, em que a irmã caçula vai envelhecer mais que a mais velha, em que as portas não deixam mais você entrar nem sair. 
|| Jandy Nelson (O Céu Está em Todo Lugar)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Clichê de estimação


"Bruno nunca vai se encaixar na minha nova definição de amor. Ele não me deixa tranquila, não gosta das coisas que eu gosto, não me deixa segura. Ele nunca vai fazer coisas por mim sem que eu tenha certeza de que não é um grande sacrifício. Com ele nunca vou sentir que "minha padaria preferida não vai nunca mudar de padeiro", como vovó disse. Nunca terei a certeza de que amanhã as coisas estarão bem... De que haverá amanhã..." Do Seu Lado, Fernanda Saad

E quando você pensa que o livro que você está lendo é um poço de clichês e que não poderia ser mais enjoativo, você então lê uma passagem e se assusta! Xi, parece que parte da minha vida, um pedacinho pequeno, sujo e chutado pra debaixo do tapete, é bem assim, um clichê gordo e enjoativo de estimação.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A verdade também está lá fora... Mas agora a porta está trancada.

E eu pensando que não seria possível cantar tudo numa música só. Ta aí um mix das músicas mais punk da Ana. Dói em mim cada pedacinho dessa música. E em vocês?



sexta-feira, 11 de maio de 2012

"I thought it was just me. But it's not."



O título do post de hoje é o título de um livro muito conhecido da autora Brené Brown. Esta também é autora do livro que acabei de ler A ARTE DA IMPERFEIÇÃO. Não vim aqui falar de nenhum dos livros, mesmo este último sendo sensacional, mas é que o título do primeiro tem tudo a ver com o que eu quero falar aqui.

"Eu pensei que era só eu. Mas não é." Eu pensei que só eu que me machucava. Que só eu roia por tempo demais. Que era só eu que sentia sentimentos tão misturados que era até difícil entender o que eu estava sentindo. Pensei que era só eu que insistia em barcos furados. Pensei que só eu fantasiava, sonhava e criava platonismos demais. Eu pensei que era só eu. Mas não é.

Tenho recebido alguns contatos (via o msn do lado direito do blog ou pelo chat do Facebook) sobre leitores que se impressionam 'como eu consigo descrever o que eles estão sentindo'. Como é que neste tempo todo esses leitores não conseguiam descrever o que sentem ou sentiram em algum momento da vida deles, e agora eu chego com meus textos e os descrevo minuciosamente bem. É, e eu pensando que era só eu que me sentia assim. Outros chegam a elogiar, como eu sou corajosa em escrever TUDO, absolutamente TUDO o que sinto. Sem ter medo de parecer frágil, infantil, ridícula, louca... Mas o que me resta senão escrever? É minha única saída, leitores. Cada um tem sua válvula de escape na vida. A minha é escrever. Escrever e cantar a plenos pulmões. :-)

E eu aqui, pensando que nunca ninguém sentiu o que eu sinto. Que minha dor é maior, que dói mais, que minha ferida é mais profunda... Isso é egoísmo, egocentrismo. A minha dor não é maior que a sua, nem maior que a do leitor que falou comigo pelo facebook. A minha dor não é maior, só é minha. E isso muda toda a dinâmica do jogo. Quando saímos da caixa e olhamos a big picture, percebemos que não temos que reinvindicar nada. Muito menos o troféu de maior sofredora da blogosfera. Não foi comigo que os corações começaram a se despedaçar. Acho que até Eva e Adão devem ter passado por isso. Ou você não acha que aquela maçã afetou a relação dos dois? (risos). Todo mundo sofre por amor. Todo mundo tem o coração trucidado, moído. Isso não te faz melhor do que ninguém. Não te faz maior do que ninguém também. Isso só te faz mais uma.

Mas sabe o que te faz maior e melhor? A saída, o escape que você encontra pra remendar seu coração em todas as vezes que ele é quebrado. Lamúrias não consertam as coisas. Textos enormes em blogs que ninguém lê, também não. O que faz você maior é o plano que você tem pra mudar o quadro. É por em ação esse plano e acreditar que por mais que ainda doa, isso vai passar. É aceitar que se você o encontrar na rua, ainda vai sentir as pernas dormentes, que talvez até abaixe a cabeça com vergonha do que ainda sente, depois de tanto tempo. Mas logo depois vai se reerguer e entender que isso é normal. Que as dormências e as borboletas no estômago levem o tempo que precisarem para abandonar esse meu coração, mas já estou pondo em prática meu plano pra sair desta ilha em que me coloquei.

"Quem falou que seria fácil?" Desde que me entendo por gente, venho me fazendo essa pergunta. Segundo o livro A ARTE DA IMPERFEIÇÃO da Brené Brown (tá, acabei falando dele) isso está errado. As vezes coisas boas acontecem facilmente, não existe essa de tudo que é bom só acontece com sofrimento. Mas não sei, isso nunca aconteceu comigo. Tudo na minha vida foi difícil. E foi assim pensando que eu tardei a fazer meu "plano de escape". Pensando que "as coisas são difíceis mesmo" eu insisti. Insisti até as juntas dos ossos doerem. E só percebi que precisava de um plano de fuga, tarde demais. Quase cinco anos depois já tenho a certeza que preciso escapar de Alcatraz. Já fiz alguns planos, nem todos deram certo. Posso até garantir a vocês que por mais que o plano seja bom, alguns dias você vai acordar pensando nele, sonhando que tudo aquilo que vocês passaram magicamente se apagou e que agora vocês poderão recomeçar. Mas quando isso ocorrer, não é o fim. É só a ferida coçando, fase necessária para a cicatrização. Você só respira fundo, e segue em frente.

A Brené Brown é psicóloga especialista em vergonha. E não tenho tempo aqui para explicar, mas acredite, a vergonha reside dentro de cada um de nós, e a definição que temos dessa palavra é deveras simplória. Mas o que eu quero dizer é que todo esse nosso esforço de engolir sentimentos e sufocar palavras, não passa de vergonha. Que a cara séria e o jeito sóbrio que encobre um coração vacilante é derivado da vergonha. O querer consertar tudo, consertar a vida, consertar os outros e esquecer de ser você mesmo, não passa de vergonha. Uns tem vergonha de roer a dor por tempo demais. Outros tem vergonha de demonstrar que superou a dor rápido demais. Seja qual for sua vergonha, a Brené diz algo sensacional: O remédio pra vergonha é clareza. É a luz. Ao invés de escondê-la, o que todos nós costumamos fazer, precisamos falar sobre a vergonha. Para isso escolha alguém confiável. Um amigo próximo, um parente, um blog... :-) Escolha e vá lá, fale tudo o que sente. Se não sabe exatamente o que está sentindo, não tem problema, começe falando que depois de um minuto teus sentimentos se tornarão palavras. Mas se abra. Verbalize a vergonha. Verbalizar vai te ajudar a perceber que ela não é tão grande assim, e que principalmente: que ela pode ser vencida.

Para terminar vou deixar com vocês a recomendação do livro da Brené, A ARTE DA IMPERFEIÇÃO. E dizer que fiz vários planos sim, já verbalizei minha vergonha, mas que ainda não achei a saída da ilha prisional Alcatraz em que tenho vivido. Mas isso não me faz menor, maior, pior ou melhor do que ninguém. Só me faz ser eu. Continuo fazendo novos planos, mas também continuo acordando com o cheiro dele no meu travesseiro. E assim eu sigo em frente. Espero que vocês também.

"Love is the answer to a question that I have forgotten, and I know I've been asked. So the answer's got to be Love."  
Regina Spektor

Abraços!



Aldrêycka Albuquerque


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Numb



I have nothing to say. I already said everything that could be possible and even more . But everytime I get closer, I feel every cell of my body get numb. And your face, your face so sweet and grave. How could I forget your deepness in those eyes? How do I supposed to forget you, if the moon still brings you back to me? Your absence fulfill me, your presence kills me softly.

*

domingo, 29 de abril de 2012

I'm gonna follow you into the light



In the morning it comes heaven sent a hurricane
Pela manhã o céu traz um furacão

Not a trace of the sun but I don't even run from rain

Nem sinal do sol, mas eu nem corro da chuva

Beating out of my chest, my heart is holding out to you
Batendo pra fora do meu peito, meu coração está esperando por você

From the moment I knew
Desde quando eu conheci


You're the air in my breath

Você é o ar que respiro

Filling up my love soaked lungs
Enchendo meus pulmões encharcados de amor

Such a beautiful mess intertwined and overrun

Que bela confusão interligada e transbordante

Nothing better than this

Nada melhor que isso

Ooh, and the storm can come
Ooh, e a tempestade pode vir

You fell just like the sun
Você caiu assim como o sol

Just like the sun
Assim como o sol


And if you say we'll be alright
E se você diz que ficaremos bem

I'm gonna trust you babe
Eu vou confiar em você, amor

I'm Gonna look in your eyes
Eu vou olhar em seus olhos

And if you say we'll be alright
E se você disse que ficaremos bem

I'll follow you into the light
Eu te seguirei para a luz


Nevermind what I knew nothing seems to matter now
Não se importe com o que eu sabia, agora nada mais parece importar

Ooh, who I was without you?
Ooh, quem eu era sem você?

I can do without
Eu posso fazer sem

No one knows where it ends how it may come tumbling down
Ninguém sabe onde isso termina, como isso pode vir a desmoronar

But I'm here with you now
Mas eu estou aqui com você agora

I'm with you now
Eu estou com você agora


Let the world come rush in, come down hard, come crushing
Deixe o mundo se apressar, cair feio, se esmagar

All I need is right here beside me
Tudo o que eu preciso está aqui ao meu lado

I'm not enough I swear it,
Eu não sou suficiente, eu juro

But take my love and wear it over your shoulders
Mas tome meu amor e vista-o em seus ombros


And if you say we'll be alright
E se você diz que ficaremos bem

I'm gonna trust you babe
Eu vou confiar em você, amor

I'm Gonna look in your eyes
Eu vou olhar em seus olhos

And if you say we'll be alright
E se você disse que ficaremos bem

I'll follow you into the light
Eu te seguirei para a luz