quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sobre Ilusões




A última vez que me senti assim foi quando não passei no vestibular da UFPE, em 2005. Uma piscadela e vi que tinha o mundo sob meus ombros.

Seis anos se passaram e eu já tinha até esquecido como era dar meu melhor, e me surpreender ao ver as coisas fugirem do meu controle.

Mas hoje estou mais esperta. Não precisarei de mais seis anos para entender que o controle SEMPRE é uma ilusão.

Coração aos pulos



A menina que corria com o coração nas mãos.

Ela estava sempre correndo, mas sempre muito cuidadosa. Algo muito importante e frágil ela carregava. Para cima ou para baixo, com o coração nas mãos ela corria.

Quem passava e olhava para ela, não conseguia entender ao certo o que acontecia. Estaria ela cansada de tanto correr? Estaria ela desesperada por consertar seu coração? Aquilo era um pedido de socorro, que em troca ela oferecia seu coração?

Na verdade ela só tinha pressa de viver de todo o coração, mas toda aquela respiração acelerada e o coração aos pulos próximo ao estômago, apenas trazia aos outros os mais diversos questionamentos. Deslocados, fora da realidade.

Ela deu seu melhor. Ela se doou. Ela bebeu cada segundo, cada palavra. Absorveu cada respiração, cada pedaço de informação. Mas não foi julgada por quem se tornou, porém por quem era. No final das contas de nada se valeu a evolução e o crescimento, quando o peso com a qual foi medida não passou de um vazio estático.

E foi assim que ela cedeu seu lugar a alguém inferior. Ela preferiu mostrar as palmas das mãos limpas, e sob elas seu coração aos pulos. E então perdeu por ser ela mesma. Sem máscaras. Por se mostrar humana. E o pior: perdeu, mesmo sendo boa. Perdeu e nem pôde pensar no que poderia ter sido melhor para reverter o caso. Ela assinou sua carta de perda no momento que entrou, e só percebeu isso agora.

Mas apesar do coração cada vez mais pesado, valeu cada segundo.



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Mas uma daquelas perdas que são a troca para ganharmos coisas maiores.
Não caber sempre é ruim. 
Mas quando é porque somos maiores do que deveríamos, parece doer mais.

The trick of love is to never let it find you


INDIANA - Jon Mclaughlin

I'm glad i never lived next to the water
So I could never get used to the beach
And I'm glad I never grew up on a mountain
To figure out how high the world could reach
I love the miles between me and the city
Where I quietly imagine every street
And I'm glad I'm only picturing the moment
I'm glad she never fell in love with me

For some the world's a treasure to discover
And your scenery should never stay the same
And they're trading in their dreams for Explanations
All in an attempt to entertain
But I love the miles between me and the city
Where I quietly imagine every street
And I'm glad I'm only picturing the moment

I'm glad she never fell in love with me

The trick of love is to never let it find you

It's easy to get over missing out
I know the how's and whens, but now and then,
She's all I think about

I wonder how it feels to be famous

But wonder is as far as I will go
Because I'd probably lose myself in all the Pictures
And end up being someone I don't know.
So it's probably best I stay in Indiana
Just dreaming of the world as it should be
Where every day is a battle to convince myself
I'm glad she never fell in love with me

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hold My Breath



I've spent all my life holding my heart. Right now all I'm trying to do is to hold my breath. 'Till day August 11º, I'm in suspense and all my life in suspended.
-drêycka

domingo, 31 de julho de 2011

[Resenha] Razão e Sensibilidade - Jane Austen


Razão e Sensibilidade
Jane Austen


Esse clássico escrito pela lendária Jane Austen, narra dois anos da vida de duas irmãs: Marianne (17 anos) e Elinor (27 anos). As duas tem personalidades bastantes diferentes uma da outra. A mais jovem é a sensibilidade em pessoa, já a mais velha é a racional.
Elinor e Marianne - Filme

Como todo o livro de Austen, a história acontece em torno de famílias ricas e pobres, amores e casamentos. Especificamente, Marianne com sua avassaladora paixão pelo belo jovem Whillouby, e por sua vez Elinor com seus sentimentos maduros pelo Sr. Eduard Ferrars.

Um pedaço pequeno do início do livro trata de explicar a relação de Elinor com Eduard. Eles convivem um pouco tempo na casa do irmão de Elinor, tempo suficiente para eles se interessarem um pelo outro. Na relação dos dois não houve nenhum tipo de promessa ou atitudes que pudessem dar a um ou a outro a certeza de um relacionamento amoroso. Ambos simplesmente se interessaram. Achei que o livro trata muito superficialmente desse relacionamento no início. Pois bem, rapidamente Eduard Ferrars viaja, e perde totalmente o contato com Elinor.

Pouco tempo depois chega a vez de Marianne. Ela conhece o jovem galanteador Whillouby e vive com ele uma paixão avassaladora, regada a passeios amorosos, música e muitos poemas. Ela não consegue acreditar como pode ter tanta sorte com tal relacionamento. “Ele é exatamente igual a ela!”, pensaria Marianne. Ambos são intensos, exageram em cada sentimento, e mergulham de cabeça em cada segundo que passam juntos. Além dele gostar das mesmas músicas, mesmos livros e mesmos poemas que ela, ainda (de quebra) é extremamente bonito. Pois bem, depois de uma curta temporada (porém mais longo que o tempo em que a irmã conviveu com o Eduard Ferrars), o jovem Whillouby também viaja bruscamente sem deixar muitas explicações para a apaixonada Marianne.

Bem, aqui começam os spoilers. Quem não quiser ler, pode parar por aqui.

sábado, 30 de julho de 2011

If you just realize what I just realize...




Even though still a sweet idea, you're not so much necessary to me anymore. 
No more chills when you're around, what a great found!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amor. Do amor facinho.

Eu pouco me importo se hoje é dia do amigo. Prefiro falar de amor. Amizade também é amor, não é? Segue texto do IVAN MARTINS, mais uma vez.



O amor bom é facinho
Ivan Martins

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?


Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.


Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?


Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.


Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.


Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?


Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?


Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.


Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?


Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.


IVAN MARTINS É editor-executivo da REVISTA ÉPOCA.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Aníver de 4 Anos do Blog!


Dia 07/07/11 (quinta-feira passada) este ilustre blog fez 04 anos de aniversário. E eu, dona relapsa que sou, esqueci completamente. Lembrei hoje, por acaso!

Mas antes tarde do que nunca... Parabéns ANOTHER THOUGHTS... Mais um ano de amores, temores, tristezas e alegrias. Que venham muitos outros.

\o/ Drêycka

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Love and Leave

Scattered Trees


Novidade. Através de uma boa sessão de troca de experiências musicais no WAVELENGTH [excelente site que encontrei essa semana], me recomendaram o SCATTERED TREES. Uma banda americana show de bola. Além da música ser excelente, o clip é fora de série. A pegada nerd-geek me fez apaixonar. Fica a dica.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quanto ao Amor Conjugal

Casal vê o mar...


Recebi esse texto por e-mail e fiquei pensando na raridade de se encontrar um amor desses hoje em dia. Segundo o e-mail, esse é um trecho de uma carta escrita por Lucy Hutchinson a seus filhos em honra à memória de seu marido, John Hutchinson (1615-1664), comandante militar puritano durante a guerra civil inglesa.


No que diz respeito à afeição conjugal por sua esposa, isso era tão notório em sua vida que qualquer pessoa poderia tomá-lo como um exemplo de honra, bondade e religiosidade a ser praticada no matrimônio, sem que haja a necessidade de mais nada fazer, senão apenas seguir o seu exemplo. Jamais se viu um homem que possuísse maior paixão por uma mulher, nem tão honrosa consideração por sua esposa, embora não se sujeitasse a ela, nem aviltasse este santo preceito, o qual ela sentia-se honrada em obedecer. No entanto, ele tomava as rédeas de seu governo com tamanha prudência e afeição, que a mulher que não se deleitasse nessa sujeição, de tal forma honrosa e vantajosa, deveria ansiar possuir sanidade mental. 

Ele governava por meio da persuasão, que ele jamais empregara senão naquilo que fosse honroso e proveitoso para ela, pois ele amava a alma e a honra de sua esposa muito mais do que a aparência dela, embora tivesse prazer constante em sua pessoa, de modo que excedia às paixões transitórias próprias da maioria daqueles tolos que são dominados por suas esposas. E se ele a estimava num grau tão elevado que ela, por si só, não poderia merecer, era porque ele era o autor dessa virtude de amor desmedido, ao passo que ela apenas refletia as próprias glórias dele sobre ele. 

Tudo o que ela era, ele o foi enquanto aqui estivera, e tudo o que ela é de melhor, agora nada mais é senão uma sombra pálida daquilo que ele era. Ele era excessivamente benévolo para com ela e tinha um temperamento tão generoso que odiava até mesmo a idéia de terem seu dinheiro separado. Vivia à disposição dela e nunca pediu contas de nada que ela houvesse gastado. Era tão constante em seu amor por ela que, quando ela deixou de ser jovem e encantadora, afeição ainda maior passou a demonstrar por ela. Ele a amanva com tamanha bondade e generosidade que não haveria palavras para expressar tal nível de amor. E embora esse fosse o amor mais elevado que ele ou qualquer outro homem pudesse sentir por uma mulher, esse amor era limitado por um amor superior. 

Ele a amava no Senhor, como a uma criatura semelhante a si mesmo e não como a um ídolo. No entanto, na maneira de expressar essa afeição, a qual era limitada pelas regras justas do dever, ele excedia, de todas as formas, todas as paixões exageradas desse mundo. Ele amava a Deus acima de sua esposa, e todos os demais preciosos compromissos de seu coração estavam alegremente submissos a Ele, sob o seu comando, para a sua glória.

Haykin, M. 2009. The Christian Lover. Publicado pela Ed. Fiel com o título Palavras de Amor, 2011.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Eu nunca irei esquecê-lo..."

Alex Reis


Uma bela resposta para essa declaração, é um quote do filme "French Kiss" ou "Surpresas do Amor" com Meg Ryan e Kevin Kline que diz:

You say that now, but after a time you would forget. 
Você diz isso agora, mas depois de um tempo você vai esquecer.

First you would forget his chin and then, his nose 
Primeiro você vai esquecer o queixo dele, depois o nariz

And after a while you would struggle to remember the exact color of his eyes 
Então depois de um tempo você vai se esforçar para lembrar a cor exata dos olhos dele

And one day you wake up and he's gone.
E um dia, você vai se acordar e ele vai ter sumido.

His voice, his smell, his face. 
A voz dele, o cheiro, o rosto.

He will have left you and then you can begin again.
Ele vai ter te deixado, e então você vai poder começar de novo.

Bem, isso pra mim caiu como uma luva... Belo alívio.

sábado, 11 de junho de 2011

leve



E pra ver se trocava os ares aqui do ANOTHER THOUGHTS, mudei o lay e as musiquinhas. Amei o resultado. Agora tudo é leve e doce.




Muitos ficam perguntando a lista das músicas aqui do blog, aproveito para publicar essa lista nova. As músicas tocam automaticamente em shuflle. É só procurar na lista que música você escutou aqui e mais gostou!

Joshua Radin - Brand New Day
Joshua Radin - I'd Rather Be With Yo
Joshua Radin - Winter
Joshua Radin - One Of Those Days
Joshua Radin - They Bring Me To You
Joshua Radin [feat. Schuyler Fisk] - Paperweight
Pitanga em Pé de Amora - Choro
Pitanga em Pé de Amora - Chegou
Damien Rice [cover] -  Cross-eyed Bear
Cold Play - Yellow
Marcelo Jeneci - Dar-te-e
Marcelo Jeneci - Felicidade
Colbie Caillat - One Fine Wire
Colbie Caillat - Realize
Bruno Mars - The Lazy Song

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pitanga em Pé de Amora


CHORO - Pitanga em Pé de Amora

Veja só como é possível, vê se pode coisa dessa
Eu nem queria comentar
Mais é que aquela tal fulana me fez de bobo, eu vou contar
Como se já não bastasse tantas noites que eu sofria
E me perdia por ai
Ela agora também rouba os meus dias
Daqui a pouco a minha vida já é dela e eu nem vi.
 
Foi dia desses ela ligou de noitinha
Já mudou minha rotina, eu nunca sei o que fazer
Quem sabe agora eu tome uma atitude
Quem sabe eu mude, dá-me aqui o telefone, "vamo" vê
Mais era só mais um brinquedo, marionete
Ela queria confete e nem era carnaval
De prontidão fui correndo fazer festa
E abandonei meu futebol, essa não...
Perdi o jogo, perdi a dignidade
Toda força de vontade, toda minha ambição
 
Chegando lá, ela nem me olhou
E preferiu sair andando de mãos dadas com um tal
Mais que legal, eu me dei mal, isso é normal
Só que também não precisava ter me feito humilhação
Fui desprezado e fiquei de cara no chão
E com um copo em cada mão
 
Isso não tá certo não, vê se pode coisas dessa
Eu nem queria comentar
Mais é que aquela tal fulana me fez de bobo, eu vou contar
Como se já não bastasse tantas noites que eu sofria
E me perdia por aí
Ela agora também rouba os meus dias
Daqui a pouco a minha vida já é dela e eu nem vi.
 
Mais tudo bem, deixa pra lá
Não tem por quê se lamentar
"vamo" ver no que é que dá
Quando ela vier me procurar
Que eu não sei não, se o tal rapaz
Vai aguentar a insanidade dela, pode escrever
Num mês ela já tá de volta
E vai mudar minha rotina outra vez.


:D adorei!!! e vocês?

:: manhã, boca, batom e café


"E ele sempre chega a tempo, de manhã cedo, de beijar aquela boca com gosto de batom e café recém tomado."
aldrêycka albuquerque

segunda-feira, 6 de junho de 2011

What If I'm wrong?


On an ordinary day
In an ordinary way
I have combed the cracks of virtue, for a place to lay the blame
And I have hated, I have lied
Been guilty and denied
I've dismissed the ones who question me, declaring: "I am right"

What if I'm wrong?

 
Você sempre foi um teste ao meu auto-controle.
Além de conseguir viver sem você, preciso admitir que consigo de fato fazer isso.
Verbalizar para me libertar.
Te ver do outro lado do recinto e não sentir o coração bem na boca do estômago;
Te ver na mesa ao lado e me controlar para não segurar teu rosto entre minhas mãos e ficar te olhando sem tempo pra acabar.

Não basta só eu viver [bem] sem você.
Preciso falar isso todos os dias, como um mantra, para ver se 'exteriorizando eu interiorizo'.
Já que você seguiu com sua vida e apenas eu estagnei te esperando.

Eu já posso voltar a viver como antes.
Porém ainda me custa deixar de ver seu rosto na multidão.
Ainda pior é quando de fato você é quem está lá. 
Fingindo que não me vê.
Fingindo que não disse tudo o que falou.
Ou que um dia também não quis tanto quanto eu.

Mas ambos sobreviveremos um ao outro.
Espero que não leve mais tantos anos.
Que não mais se arrastem esses anos cruéis que se seguiram desde que nos conhecemos.
Anos nos quais constantemente nós criamos, alimentamos e matamos sentimentos deliberadamente.
Num ciclo vicioso doentio onde você sorria e se deleitava, e em mim apenas crescia e doía.

Hoje desejo apenas que os próximos anos até [enfim] nos esquecermos por completo, sejam mais balsâmicos. Ou ao menos suportáveis.

Aldrêycka Albuquerque

Is this soul worth saving at all?
Because if I lose my wings, then surely I must fall
If we wrestle with tomorrow until tomorrow's in the past
We can tear apart the beautiful to prove that nothing lasts
We can stay locked behind these doors to show there's no way out
We got lost in the space between the question and the doubt
What if we're wrong?





#MUSICA: Damien Rice - What if I'm wrong?

domingo, 5 de junho de 2011

You hurt me with your machine gun

 

Never mind how you've rationed your time
And the battle is underway
Maybe times are gonna change
Don't just hide in the silence behind
What you've really been trying to say
What a skill, baby, aiming to kill me with words you don't mean

Maybe nobody loved you when you were young
Maybe boy, when you cry nobody ever comes
Will you try it once?
Give up the machine gun

   ::Sara Bareilles - Machine Gun::

domingo, 22 de maio de 2011

<< felicidade >>



Oração - A Banda Mais Bonita da Cidade 






Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração


Essa música me pegou pelo coração. Ela passar boa vibe, felicidade autêntica - e vontade de dançar. Que essa energia boa passe pra todos vocês. E que vocês passem a diante.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

If The World Ends On Saturday




Tem gente falando que o mundo acaba amanhã (21/05/2011). Seguindo a brincadeira do twitter de responder a hashtag #IfTheWorldEndsOnSaturday resolvi escrever esse post.

Se o mundo acabar amanhã, me arrependeria de não ter feito algumas coisas bobas.

- Não ter me despedido decentemente dele hoje;
- De ter tido tanto medo de me arriscar e errar feliz;
- Não ter beijado na chuva quando pude;
- Não ter gritado quando tive vontade;
- De ter escondido alguns desejos – e de ter demorado pra revelar outros;
- Não ter feito, gerado e criado um filho;
- Não ter cantando uma música para alguém;
- Nunca ter uma música cantada pra mim.
- Não ter entrado na igreja de branco e dito sim a alguém que eu amasse;
- Nunca ter tocado um instrumento;
- Não ter passado uma manhã inteira na cama contando lorota, beijando e sorrindo;
- Ter olhado mais pra dentro dos olhos dele.
Estaria grata por tê-lo visto uma vez mais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

<< você



Pra sonhar - Marcelo Jeneci

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar


Por menos que nós mereçamos, ainda te sinto necessário. 
Imprescindível para meu corpo. Necessário para meu auto-controle.
Por mais idiota que seja esta relação, sinto necessidade de alimentá-la.
Fazer crescê-la por todos os lados, rente e por entre a pele.
Por menos confiável que seja a sua índole, ou a minha constância; eu ainda acredito.
Planejar o impossível e relembrar o que nem aconteceu, qualquer coisa que me aproxime da sua projeção.
Por mais distante e ilógico que seja esse protótipo de ser que eu criei e chamei de você, me aflige.
Mexe com cada célula, com cada glândula - e você se aproveita.
Por menos confiáveis que sejam minhas certezas, preciso de você hoje.
Não sei se amanhã, mas hoje eu te amo da forma imperfeita que sei amar.
Por mais irreal que seja isso que eu chamo de amor, por mais distante que isto esteja da sua realidade.
Por menos louvável que sejam esses escritos, por menos saudável que seja eu alimentar essa obsessão,
Estou aqui mais uma vez. Sendo assombrada pela sombra do que você poderia ser - mas não é.
Eu amo e preciso, de alguém que construí a partir de você. Com cacos de quem você foi, com seus dentes, boca e cabelos; E ainda me alimento de um mero rascunho de quem você poderia ser.
ALDREYCKA