Não adianta tentar ser quem não sou. Eu nunca vou conseguir fingir ser irracional e calculista. Fria e desprendida de tabus. Nunca! Mesmo tentando me melhorar a cada dia, eu nunca vou mudar minha natureza e meus princípios. Pois é a união desses dois elementos que formam quem eu sou. Meu ser.
Então não adianta insistir. Eu sempre serei uma romântica às avessas que se veste com uma capa de proteção cheia de preceitos e normas institucionalizadas, e que intimamente sonha em tomar uma chuva “daquelas”, de molhar até a alma! Ensopar-me de todos os meus desejos e anseios. E me expor.
Me expor muito.
Quem nunca pensou em sair pelado(a) por aí? A Ana Carolina se dispôs a bater na porta de um certo alguém “completamente nua”. Eu posso apostar que a conotação que ela usou não era (só) sexual. Era se despir dos preconceitos, dos medos, dos estereótipos, das indecisões... Das nossas máscaras involuntárias. Aquelas que vestimos para nos defender. Defender da vergonha, do medo, da tristeza, do desejo... Tudo é motivo de profundo sigilo. Somos alguém bem diferente (e puro) quando “ninguém está olhando” ou quando “não houver chance de alguém saber”. Tudo é mais cru quando não devemos explicações a ninguém.
Na verdade eu queria gritar até o limite dos meus pulmões, na infantil tentativa de que assim tudo isso evapore. Que queime, se for necessário! Eu não tenho a menor ambição de ser diferente. Eu só queria que você aprendesse a lidar com isso. E me aceitasse do jeito que eu sou. Sem muitas perguntas nem muito menos julgamentos. Só fechasse os olhos como eu sempre fiz.
Feche os olhos e sinta! Sinta o aroma, sinta o toque. Sinta a sinfonia ao nosso redor. Tudo o que eu senti um dia, mas não podia fazer você sentir o mesmo. Pois a verdade é que quando estou ao teu lado, eu passo a sentir com o espírito. O sentido mais profundo que existe. Onde o cheiro, o sabor e as cores são muito mais tocantes. E, é claro, inesquecíveis.
Nós mulheres já passamos da fase de esperar um príncipe encantado montado num cavalo branco. Essa utopia já está tão ultrapassada que os homens com cara de malandro e cafajeste estão fazendo o maior sucesso. Sabe aquela história do anti-herói? Pois é. Hoje ele faz mais sucesso do que o coitado do príncipe certinho. Se isso é culpa da nossa sociedade pós-moderna e seus costumes pra lá de absurdos, ou apenas um reflexo de pensadores como o Veríssimo, que diz que precisamos mesmo é “da pessoa errada”, não sabemos. A verdade é que os valores estão invertidos e o consenso geral é o seguinte: não existe homem perfeito.
Então, seguindo essa verdade, o que as mulheres de hoje esperam? Por trás desta necessidade de encontrar o cara errado e viver quebrando a cara no amor, existe um vazio a ser preenchido e uma pergunta a ser respondida: quem procurar? Em resumo, deveríamos focar em procurar um homem agradável e de convivência ao menos suportável. Acho que seria uma boa, canalizar as energias em algo que não fizesse mal. Alguém que não nos prejudique é o básico. Alguém que não nos irrite e que a convivência com ele seja algo tolerável. Creio que essa seja uma exigência sensata, não é mesmo? Em comparação com aquele estereotipo conhecido: “bonito, simpático, inteligente e romântico” que nossas avós estão cansadas de recitar e que, convenhamos, está muito além da realidade. Tirando os nossos amigos donos de salão de beleza e designers de moda, nenhum pretendente disponível no mercado consegue entrar nesses crivos que a vovó estipulou.
Não pretendo insinuar que as mulheres são masoquistas. De jeito nenhum. O que eu acho é que sofrer numa relação se tornou um requisito básico para qualquer mulher que não queira estar solteira. Igual a peça de roupa com avaria que entra em promoção e que a gente sabe que ta com defeito, mas como a necessidade de comprar às vezes é maior que o orgulho próprio, mesmo sabendo que a troca não é permitida, a gente compra e sai da loja “satisfeita”. É uma situação esdrúxula que, infelizmente, quem se opor a ela está ameaçada a ficar para a titia, pois segundo a mamãe e a vovó, relacionamentos são assim mesmo. Devemos engolir assim, desse jeito! Confortáveis ou não. Ao lado de homens digeríveis ou não.
Até onde deveremos ir para não portar o título de solteirona?
Eu não sei. Mas que esse mundo ta de ponta cabeça, isso é fato. Se os homens continuarem a se portar como machistas inveterados que concentram em si o equilíbrio da relação... Creio que vou passar mais um tempo com o título de solteirona do pedaço.
There are times that walk from you like some passing afternoon
Há horas que passam pra você como finzinhos de tarde
Summer warmed the open window of her honeymoon O verão aqueceu a janela aberta de sua lua-de-mel
And she chose a yard to burn but the ground remembers her E ela escolhe um jardim para queimar, mas a terra lembra ela Wooden spoons, her children stir her Bougainville blooms
Colher de jardineiro, seus filhos agitando suas flores Boungaville
There are things that drift away like our endless, numbered days
Existem coisas que erram por aí, como seus eternos e numerosos dias
Autumn blew the quilt right off the perfect bed she made
O outono bagunçou o perfeito acolchoado da cama perfeita que ela fez And she's chosen to believe in the hymns her mother sings
E ela está preferindo acreditar nos hinos que sua mãe cantava
Sunday pulls its children from their piles of fallen leaves Domingo tira suas crianças de suas pilhas de folhas caídas
There are sailing ships that pass all our bodies in the grass
Existem navios de partida que passam nossos corpos na grama Springtime calls her children 'till she let's them go at last
Primavera chama seus filhos desde que ela os deixou finalmente ir And she's chosen where to be, though she's lost her wedding ring
E ela vem escolhendo onde estar, embora perdeu seu anel de casamento Somewhere near her misplaced jar of Bougainvillea seeds
Em algum lugar perto de seu desorganizado pote de sementes de Boungaville.
There are things we can't recall, blind as night that finds us all Existem coisas que não podemos recordar, cegos como as noites que nos encontram Winter tucks her children in, her fragile china dolls
O inverno tomou suas crianças, frágeis como bonecas chinesas But my hands remember hers, rolling 'round the shaded ferns
Mas minhas mãos lembram às dela, envolvendo as samambaias Naked arms, her secrets still like songs I'd never learned
Braços nus, seus segredos permanecem como músicas que eu nunca ouvi
There are names across the sea, only now I do believe
Existem nomes pelo oceano, só agora eu acredito
Sometimes, with the windows closed, she'll sit and think of me Algumas vezes, de janelas fechadas, ela senta e pensa em mim
But she'll mend his tattered clothes and they'll kiss as if they know
Mas ela consertará sua roupa esfarrapada e se beijarão como se soubessem que A baby sleeps in all our bones, so scared to be alone
Um bebê dorme dentro de nós, assustado por estar sozinho...
Conheci essa linda música no seriado Dr. House. É linda, né?
É incrível o vazio em que você me deixou há mais de um ano atrás.Porém o que me deixa mais irritada comigo mesma, é o quanto esse vazio me preenche todas as vezes que você volta.O quanto a dor volta a latejar.E o que revolta é saber que você premeditou tudo isso.Quis ser gentil, despretensioso e... Irresistivelmente o cara que ainda me tira de mim.Mas não pense que você é assim tão irresistível.Eu apenas não consegui provas práticas suficientes para comprovar que não daríamos certo e que você não passa de um boçal idiota.Você não é mágico. Você não pode ter um ingrediente secreto que faz tudo isso comigo... É apenas uma reação normal de alguém que ainda não se convenceu de quem você é de verdade.Você é sádico. Mas me adora. No fundo você sabe disso.No fundo você sabe que não consegue me esquecer, e que mesmo sendo impensável, improvável e impossível uma relação entre nós, essa possibilidade continua sendo deliciosamente excitante, desde a primeira vez que nos vimos.Disto você nunca vai conseguir fugir.E você vai se desarmar um dia. Eu tenho certeza.Espero não ser tarde demais.
"Querida nova namorada, eu não sei se você lê o Post Secrets ou não, mas só para garantir... Ele é um cara legal. Não acabe com ele. Ele merece ser amado."
A agitação que apenas um instante provocou em Anne foi quase inexprimível. A carta, endereçada à “Senhorita A.E.” (Anne Elliot), deveria ter sido escrita por Frederick Wentworth enquanto ela e o capitão Harville conversavam. Ela deixou-se cair na cadeira da escrivaninha e seus olhos devoraram as seguintes palavras:
“Já não consigo mais permanecer em silêncio. Tenho de lhe falar pelos meios ao meu alcance. Anne, você trespassa-me a alma. Sinto-me entre a agonia e a esperança. Não me diga que é muito tarde, que sentimentos tão preciosos morreram para sempre. Declaro-me novamente a você com um coração que é ainda mais seu do que quando você o despedaçou há oito anos atrás. Não diga que o homem esquece mais depressa que a mulher, que o amor dele morre mais cedo!
Eu não amei ninguém se não a você. Posso ter sido injusto, posso ter sido fraco e rancoroso, mas nunca inconstante. Vim para esta cidade unicamente por sua causa. Os meus pensamentos e planos são todos para você. Não reparou nisso? Não se apercebeu dos meus desejos? Se eu tivesse conseguido ler os seus sentimentos, como creio que você deve ter decifrado os meus, não teria esperado tanto tempo.
Mal consigo escrever. A todo momento ouço algo que me emociona. Você abaixa a voz, mas eu consigo ouvir os tons dessa tua voz mesmo quando os outros não conseguem. Criatura muito boa e pura! Porém, faça-nos, de fato, justiça, ao acreditar que os homens são capazes sim, de um verdadeiro afeto e uma verdadeira constância. E creia que esta, é fervorosa e firme em F.W.”
Tenho que ir, inseguro quanto ao meu futuro. F.W.
.
. Esta é a terceira (1/3; 2/3; 3/3) e última parte de três trechos adaptados , do livro da Jane Austen, "Persuasão".
E Anne continuou: - “Ó! Mas eu espero ser justa para com tudo o que sente e para com aqueles que se parecem com você. Deus me defenda de menosprezar os sentimentos afetuosos e fiéis de quaisquer dos meus semelhantes. Eu acredito que vocês são capazes de tudo que é grandioso e bom em nossa vida matrimonial. Acredito que são capazes de fazer qualquer esforço importante e qualquer sacrifício pessoal desde que... se me permite a expressão, desde que tenham ‘um objetivo’, ou seja, enquanto a mulher que amarem estiver viva e viva para vocês. O privilégio que reclamo para meu sexo (que não é muito invejável, não precisa cobiça-lo...) é o de ‘amar mais tempo’, quando a existência ou a esperança já desapareceram.”
“Você tem uma boa alma...”, exclamou o capitão Harville colocando-lhe a mão afetuosamente no braço. “Não é possível discutir com você.” Virou-se, e disse: “Agora, Frederick, creio que nos vamos embora”, disse ele para o capitão Frederick Wentworth que estava na escrivaninha ao lado dos dois, assinando alguns documentos e em determinados momentos mostrando-se sutilmente atraído pela conversa entre o amigo, capitão Harville, e a doce Anne Elliot.
O capitão Harville despediu-se com um “Bom dia, bem haja!”, mas Wentworth não disse nada, nem sequer olhou para Anne. Saiu da sala sem a olhar! Ela só teve tempo, contudo, de se aproximar da escrivaninha onde ele estivera a escrever, quando se ouviram passos; a porta abriu-se; era o Frederick. Ele pediu desculpas, mas tinha-se esquecido das luvas, e atravessou imediatamente a sala até à escrivaninha e, colocando-se de costas para as outras pessoas da sala, tirou uma carta debaixo dos papéis espalhados pela mesa, e colocou-a em frente à Anne, fitando-a por um momento com um olhar brilhante de súplica. Pegou rapidamente as luvas e voltou a sair da sala, tudo muito rapidamente.
Continua...
Esta é a segunda parte de três (1/3; 2/3; 3/3), do trecho adaptado do livro da Jane Austen, "Persuasão".
Até Domingo, postarei trechos adaptados do livro "Persuasão" da Jane Austen. Livro publicado em 1818, e que terminei de ler semana passada. Fiquei em estado de êxtase com a beleza da história. E resolvi compartilhá-la com vocês em três momentos. Espero que gostem!
Drêycka.
Capitão Harville iniciou uma conversa com Anne sobre o casamento do, ainda recém-viúvo e amigo da família, capitão Benwick. Lamentou ele: - “Pobre Fanny! Ela não teria esquecido do capitão Benwick tão depressa quanto ele o fez!”
- “Não”, respondeu Anne, em uma voz baixa e sentida. “Isso eu acredito. Não era de sua natureza. Ela adorava-o. Isso não estaria na natureza de qualquer mulher que amasse verdadeiramente.”
- “Diz isso do seu sexo?” Perguntou sorrindo o capitão Harville.
- “Digo. Nós certamente não vos esquecemos tão depressa como vocês nos esquecem. Isso é talvez o nosso destino, e não o nosso mérito. Não conseguimos evita-lo.” Constatou Anne.
- “Não, não, não é a natureza do homem. Eu não vou concordar que esteja mais na natureza do homem do que na da mulher ser inconstante e esquecer os que amam ou amaram. Acredito no contrário. Eu acredito em uma verdadeira analogia entre a nossa estrutura física e mental; e, como o nosso corpo é mais forte, os nossos sentimentos também o são, capazes de suportar as mais rudes privações e de sobreviver as mais terríveis tempestades.” Retrucou o capitão Harville, funcionário da marinha, mas também marido afetuoso.
- “Os seus sentimentos podem ser mais fortes”, respondeu Anne, “mas o meu espírito de analogia permite-me assegurar que os nossos são mais delicados. O homem é mais robusto que a mulher, mas não vive mais tempo; o que explica exatamente o meu ponto de vista em relação aos afetos. Mas seria muito duro para vocês homens, se fosse de outra maneira. Vocês tendem a lutar contra dificuldades, privações e perigos suficientes. Estão sempre trabalhando e labutando, expostos a todos os riscos e privações. Abandonam tudo: lar, país e amigos. Não podem chamar de seus ao tempo, à saúde ou à vida. Seria realmente muito duro se a tudo isso fossem adicionados sentimentos femininos”.
- “Nós nunca havemos de chegar a um acordo nesse ponto. Como poderíamos provar tal coisa?”. Tentou concluir capitão Harville.
- “Nunca o faremos. Jamais poderemos provar alguma coisa sobre esse ponto. É uma diferença de opinião que não admite prova. Ambos começamos provavelmente com uma ligeira parcialidade a favor do nosso sexo e, com base nessa parcialidade, construímos todas as circunstâncias a seu favor; muitas dessas circunstâncias, talvez os casos que mais nos impressionam, podem ser exatamente os que não conseguem ser apresentados sem trairmos uma confidência ou, nalgum aspecto, dizermos o que não deveria ser dito.” Confessou Anne.
Continua...
Esta é a primeira parte de três ((1/3; 2/3; 3/3)), do trecho adaptado do livro da Jane Austen, "Persuasão".
Encontrei um blog (em inglês) onde pessoas madam segredos de forma anônima, sobre suas vidas, medos, expectativas, preconceitos... É incrível ver os podres de muitos sendo escancarados por eles próprios. Certo que é de forma anônima, mas... É interessante.
"Às vezes eu acho que o motivo de eu não conseguir perder peso é por eu ter medo. Se eu me tornar magra e descobrir que ainda assim os rapazes não se sentirão atraídos por mim, então eu não terei mais nada pra eu me esconder atrás."
A beleza da mulher definitivamente não se restringe apenas ao esterótipo. Ser bonita por dentro e se valorizar é tudo o que qualquer mulher precisa pra se sentir bem. Pense nisso!
Seguindo a febre do Twitter... Este post é um RT lá do "No Divã das Divas". Mas é de minha autoria, obviamente!
Joguei a suposição para longe. Troquei todas as expectativas por coisas tangíveis nas quais eu poderia me agarrar. Arranquei o papel de parede da sala e joguei fora todos os discos antigos. Se é para mudar, que seja totalmente. Cortei meu cabelo no ombro e joguei uma tinta qualquer. Todo o meu guarda-roupa foi parar numa caixa de papelão que posteriormente foi para doação. Os sapatos tiveram o mesmo destino. Fui às compras. Mudei o jeito de pentear os cabelos e de me maquiar. Troquei meu perfume, mudei meu cheiro. Troquei até alguns móveis do lugar. Re-arrumei todos os armários. Até dei uma “limpada” na agenda do meu celular. Catuquei feridas antigas e até fiz alguns curativos novos. Só para ter certeza de que mesmo doloridas, as feridas ainda estavam lá. Vívidas e ardidas. Tomei um banho de uma hora e meia. Comi dois potes de sorvete. Pronto. Me refiz. Superei! Estou pronta pra próxima!
Eu não me arrependo por ter feito o que fiz, ou dito o que disse. Pois se fiz tudo isso, foi por um dia eu ter acreditado que daria certo.
E agora as palavras que antes esborravam da minha boca, úmidas e doces; hoje, minguadas e raras, deixam a boca seca, amarga.
Quisera eu mudar o tom, criar um novo discurso e seguir em frente. Move on!!
Aldrêycka Albuquerque
Canção emseunome - Belo Veloso
Eu vi você atravessar a rua Molhando a sombra na água Eu vi você parar a lagoa Parada Você atravessou a rua Na direção oposta Pisando nas poças Pisando na lua E a poesia ali me deu as costas E pra que palavras Se eu não sei usá-las Cadê a palavra que traga você daquela calçada Você atravessou a rua Na direção contrária E a poesia que meu olho molhava ali Quem sabe não me caiba Quem saiba seja sua Ali atravessando a chuva Toda lagoa parada Você na direção errada E eu na sua Como fruta do conde Um rio correndo pra foz É como se a correnteza Fosse parada E tudo, mais tudo, mais tudo, Fosse igual a nada
E dia 07 do mês passado (07/07/2009) o Another Thoughts completou 2 anos de vida, sem nem uma vaga lembrança da sua dona e passando por uma fase vazia e sem cores.
Desculpo-me aqui a todos, mas estou tentando de verdade voltar (é que está muito difícil). De qualquer maneira... Quem quer bolo?!?!?!?!
Ela olhara mais uma porção de vezes a cor do céu naquele dia para poder descrevê-la tom por tom, em seu caderninho de emoções meteorológicas. Hoje, no entanto, ela ficou em dúvida: estaria o céu ensopado de anil e sufocado de algodão, ou um mar de espuma branca com um azul borrado esporádico? Ela demorou longos minutos nesse dilema. Resolveu por anotar a primeira opção. Era a mais realista, uma vez que algodão era o que mais parecia com aquelas nuvens abstratas cor de brilhante. Fechou o caderninho e se debruçou nele olhando para a cidade embaixo do seu céu. Brilho, cinza e poeira, pensou ela. E o barulho, como pudera se esquecer! Muito barulho vinha daquela tela pitoresca feita pela globalização. Seu céu olhava fixamente para a pintura em baixo de si. Ela voltou os olhos para o céu. Ele era mais brilhante, mais colorido e muito mais silencioso. Ela continuou a descrever tudo o que via.
No dia que nós enxergarmos a quantidade de força que rege nossa vida pra baixo, não cessaremos de pedir proteção a Deus e de agradece-lo por sobrevivermos dia após dia. No momento que sentirmos todos os desejos de inveja e vingança que muitos têm contra nós, morreremos de desgosto e decepção por tantos “amigos” que nos traem a cada dia e nem desconfiamos. Se um dia desconfiarmos do verdadeiro montante de pensamentos mesquinhos, maus e amaldiçoadores que muitos proferem sobre nós a cada dia, entraríamos em pânico e correríamos para o consolo do Altíssimo.
Mas o Senhor é misericordioso. O Senhor é amor. Ele nos livra de todo o mal e ainda perdoa os malfeitores como um pai ama um filho desobediente. Ele ama, mas o disciplina. E não é o mal que eu desejo para meus malfeitores, desejo apenas que o Senhor me livre da língua destes, do veneno que eles destilam todos os dias. Pois com a proteção do Senhor, estarei eu a salvo e satisfeita. Pois apenas a Deus eu reservo o “acerto de contas”. Deixo que apenas a vida siga seu curso e que aquela instituição divina (lei da semeadura) de que aqui na Terra “tudo o que é plantado se colhe” surta seu efeito em seu tempo determinado. Não cabe a mim fazer justiça pelas atrocidades que sobre mim advém. Não é de minha alçada me envolver na lei da semeadura. Não cabe a mim “dar uma mãozinha” para a justiça divina. Eu me recolho às minhas limitações e me contento a me sarar de todos os meus pecados. E oro, e velo, por todos aqueles que vivem para fazer e disseminar o mal. E tento não odiar, tento não querer o mal. Só Deus nos nossos corações para nos permitir mostrar tamanho exemplo de amor. Amar quem nos odeia não é uma característica tipicamente humana. É o mover de Deus na vida de quem O ama.
“Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade." Provérbios 16:32
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'. "
Caio Fernando Abreu
Gente, mil desculpas pela ausência. Mas estou vivendo um daqueles conhecidos momentos de falta de inspiração crônica, junto com um marasmo violento... Mas "vai passar, com o tempo vai passar".
Alguém me disse que você falou, Que acha graça e tem pena de mim, Que não me ama, que nosso caso Já chegou ao fim
Que ao telefone não atende mais, E pra você agora tanto faz Se é verdade que você não quer, Responda se puder
Quem é que liga no meio da noite e diz que está sozinha? Quem é que nos meus braços fala que é só minha? E chora de emoção na hora do prazer? Por que será que você não assume que eu sou seu homem? Por que o tempo todo fala no meu nome? Confessa que você não sabe me esquecer
Tem nada a ver Você é quem está fugindo da verdade, Parece que tem medo da felicidade, Você diz que não, seu corpo diz que sim Tem nada a ver A boca que me beija, a mão que me apedreja Se deita em minha cama, depois me difama Diz que não me quer, mas vive atrás de mim
Já cansei de avisar Pro meu coração Pra ele tomar cuidado Com essa paixão Amor quando é demais É um campo minado Se explodir uma vez Coração sai machucado
Amor é bonito, é gostoso, mas é perigoso Tem que saber amar Ficar sem amor não consigo Sei que é um perigo, posso me machucar Vai com calma coração Te cuida com essa paixão O amor é lindo e gostoso, mas é perigoso Se cuida coração O amor é lindo e gostoso, mas é perigoso Se cuida coração
Coração apaixonado só quer amor Não tem medo de nada Não sabe o que é certo Não sabe o que é errado Só quer amor Coração apaixonado
Sometimes I find myself sittin' back and reminiscing Às vezes me encontro relembrando. Especially when I have to watch other people kissin' Especialmente quando eu tenho que ver outros se beijando And I remember when you started callin' me your miss's E me lembro de quando você começou a me chamar de sua moça All the play fightin', all the flirtatious disses Todas briguinhas de brincadeira, todos os flertes I'd tell you sad stories about my childhood Eu te contei historias tristes da minha infância I don't why I trusted you but I knew that I could Eu não sei porque confiei em você, mas eu sabia que podia We'd spend the whole weekend lying in our own dirt Nós passavamos o fim de semana no meio da nossa própria sujeira I was just so happy in your boxers and your t-shirt Eu era tão feliz nas suas cuecas e camisetas
Dreams, Dreams Sonhos, sonhos Of when we had just started things Quando só havíamos começado as coisas Dreams of you and me Sonhos de você e eu It seems, It seems Me parece, me parece That I can't shake those memories Que não posso apagar essas memórias! I wonder if you have the same dreams too Eu imagino se você tem os mesmos sonhos que eu
The littlest things that take me there As pequenas coisas que me levaram lá I know it sounds lame but its so true Eu sei parece besteira, mas é tão real I know its not right, but it seems unfair Eu sei não é certo, mas parece injusto That the things are reminding me of you Que as coisas me lembrem você Sometimes I wish we could just pretend Às vezes eu queria que pudéssemos só fingir Even if only for one weekend Mesmo que só por um fim de semana So come on, Tell me Então venha, me diga Is this the end? É o fim?
Drinkin' tea in bed Bebendo chá na cama Watching DVD's Assistindo DVDs When I discovered all your dirty grotty magazines Quando encontrei todas as suas grotescas revistas You take me out shopping and all we'd buy is trainers Você me levou ao shopping e tudo que compramos foram tênis As if we ever needed anything to entertain us Como se alguma vez tivéssemos necessitado de algo mais para nos distrair The first time that you introduced me to your friends A primeira vez que você me apresentou à seus amigos And you could tell I was nervous, so you held my hand E você pode dizer eu estava nervosa, então você segurou minha mão When I was feeling down, you made that face you do E quando estou mal você faz "aquela cara" There's no one in the world that could replace you Não há ninguém no mundo que possa te substituir
A luz fraca da lua torna prata nossa silhueta. Mal nos vemos. Apenas nos sentimos. A língua quente, úmida, percorre meu pescoço, meu colo. As mãos firmes deslisam em cada curva do meu corpo, arrepiando-o a cada centímetro. A boca entre aberta, nunca fechada. Ora nos meus lábios, ora na minha pele. Meus seios cabem nas tuas mãos, perfeitamente. Ora molhados pela tua saliva quente, ora eriçados de tanto prazer. Nos meus ouvidos sussurros quentes, molhados e sem sentido. Nos meus olhos teu reflexo.
Em algumas horas, li o livro "As pernas de Úrsula e outras possibilidades" da Cláudia Tajes. Achei que merecia algumas considerações.
Em resumo: Um cara trocou a vida (mulher, filho e estabilidade), por um par de longas pernas de uma tal chamada Úrsula que nem foi dele por muito tempo. Nunca imaginei que pernas, bundas, peitos valeriam tanto a pena assim. Na verdade o Eduardo Sampaio, o tal salafrário, do começo ao final do caso outrora secreto com a Úrsula, se perguntava a todo momento: "será que essa Úrsula vale tanto a pena assim?". Creio que no final das contas, ele se apercebeu que não. Mas já era tarde pra voltar, então acabou trocando tudo isso, por "possibilidades".
Possibilidades? Pois é. Ele trocou a esposa, o filho, a vida de professor exemplo, a amante pernuda entre outras coisas, pelo simples fato de poder estar solteiro, e ter muitas possibilidades. Da vizinha peituda, a ruiva que passa balançando os cabelos na praia. Da loira bunduda da esquina, a ex-mulher que também é um pitel e não deixa de ser uma possibiliade. Eu simplesmente achei um pensamento extremamente machista, e só corrobora com a idéia de que homem é tudo igual.
Vocês acreditam que o tal Eduardo Sampaio, personagem principal do livro, chega a dizer que vai atrás de uma amante pois amava a mulher e queria salvar a relação? Existe alguma coisa mais conflitante que isso? No que deu? Separação, óbvio! Depois dele esquecer uma camisinha usada debaixo do travesseiro, Alice (sua mulher) pediu o divórcio. Apoiada!!
Agora me digam vocês se esse livro não serve como enchimento do alterego dos machistas irrustidos de plantão? Na verdade, enquanto lia esse livro parecia que eu estava lendo um amigo meu. Parecia e muito algumas atitudes dele. Ele, como muitos homens da espécie, vão ver nesse livro um respaldo para a vida que eles levam. Valem muito mais as possibilidades, que o compromisso, a fidelidade, a esposa que ele tanto ama, o filho que ele tanto ama... Eita conflito. Tenho certeza que Froid explica!!
Vale a pena ler esse livro, pessoal! Apesar de um conceito um pouco machista, ele é escrito de forma fenomenal! Por fim, terminarei esse texto com as últimas frases do livro:
"Não era Úrsula que eu queria quando me separei da Alice. O que eu queria, na verdade, eram as possibilidades."
Você já se imaginou vítima de uma mentira tão grande, mas tão grande que você não consegue ver nem onde começa nem onde ela termina? Uma mega mentira que precisa de milhões de outras mentiras para se fundamentar? Você já se viu no centro de um cenário falido, falso, oco e se sentiu a pessoa mais idiota do mundo?
Defina “verdade”! Você apostaria todas as suas fichas em alguém que você ache verdadeiro? Existe alguém em quel se possa confiar? Você é verdadeiro? Se existe algum ser que fala a verdade às vinte e quatro horas no dia, eu realmente não sei, mas que tem muita gente por aí fazendo hora extra pra mentira, isso é certeza!
"La negra noche y la luna llena "A negra noite, a lua cheia Nos ofrecìan sòlo un poco de atmosfera Nos ofereciam só um pouco de atmosfera, Yo la amo todavia Eu a amo ainda Cada detalle es aire que me falta Cada detalhe é o ar que me falta Y si estoy asì es por la primavera E se estou assim é pela primavera Pero sé que es una excusa..." Mas sei que é uma desculpa..."
No Me Lo Puedo Explicar - Tiziano Ferro
E por favor não pense que revivo tantas coisas por ainda te amar, na verdade é apenas por causa da Primavera. Não aquela estação do ano, mas a situação do meu coração depois de tantas sementes que jogamos nele. Vai dar um pouco de trabalho arrancar tantos girassóis.
"Solo que pensaba lo inùtil que es desvariar "Só que eu pensava como é inútil sonhar Y creer que estoy bien cuando es invierno pero tu E crer que estou bem quando é inverno, e você No me das tu amor constante Não me dá seu amor constante, No me abrazas y repites que soy grande Não me abraças e repetes que sou excelente Me recuerdas que revivo en muchas cosas... Me lembres que revivo em muitas coisas... Casa, viajes, coches, libros, paginas de diario Casa, viagens, carros, livros, páginas de diário Que aun si ya no valgo nada por lo menos yo Que se já não valho nada, pelo menos eu Te permito caminar Te permito caminhar Y si quieres te regalo sol y mar E se quer te dou o sol e o mar. Excusa, sabes, no quisiera molestar Desculpa, sabe, não queira incomodar, Pero como esto puede acabar Mas como isso pode acabar? No me lo puedo explicar Não posso me explicar Yo no lo puedo explicar." Eu não posso explicar."
No Me Lo Puedo Explicar - Tiziano Ferro
Se eu sempre estive disposta a fazer acontecer, e você sempre acreditou que viveríamos juntos pro resto da vida, como pôde acabar? Algum de nós esteve mentindo. Ou um, ou os dois. Creio que pelo menos um, conscientemente. O segundo... só quis acreditar em alguma coisa a qual ela mesma criou.
"Nunca llorarè por ti Nunca chorarei por você A pesar de lo que un tiempo fuì... Apesar do que um tempo fui... Si, lo admito, alguna vez Sim, admito, às vezes Te pienso pero Penso em você mas, No me tocas mas" Não me afetas mais" No Me Lo Puedo Explicar - Tiziano Ferro
Sim, sou péssima para chorar. Sim, você não mereceu uma mísera lágrima. Mas não se sinta especial por isso. Nem você nem ninguém foi merecedor. Guardo minhas lágrimas apenas para mim. Elas são poucas e suficientes para lamentarem minhas impossibilidades e deficiências. Não abro mão delas.
Se a falta que você me faz fosse proporcional à alegria de estar com você, eu voltaria. Se a saudade que sinto quando estou longe de ti fosse proporcional à confiança que você me passa, eu voltaria. Se o conforto dos teus braços fosse proporcional às verdades ditas por tua boca, eu nunca teria ido embora.
É impressionante o poder que o tempo tem de sarar feridas que nunca imaginei serem cicatrizadas. O tic-tac do relógio dá esperanças suficientes para eu passar cada dia, viver cada dia e esquecer o passado. Na verdade eu nem penso tanto assim. Só às vezes. São poucas e malvadas as nostalgias. Matam na unha, no solado do pé, com baygon ou com mais sei lá o quê. Dói, machuca, mas sara, cura, me faz ficar melhor a cada dia. Isso é reconfortante.
"Me falta un poco el aire que soplaba "Me falta um pouco o ar que soprava O simplemente tu espalda blanca... Ou simplesmente suas costas brancas... Y ese reloj ya no andaba E esse relógio já não andava, De mañana a tarde siempre se paraba De manhã, à tarde, sempre parava Como yo el te miraba" Como eu, ele te olhava" No Me Lo Puedo Explicar - Tiziano Ferro
"A Falta Que Ela Me Faz" - Título de um livro do Fernando Sabino. Bem que esse título é de grande valia para esse meu texto.