domingo, 22 de maio de 2011

<< felicidade >>



Oração - A Banda Mais Bonita da Cidade 






Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração


Essa música me pegou pelo coração. Ela passar boa vibe, felicidade autêntica - e vontade de dançar. Que essa energia boa passe pra todos vocês. E que vocês passem a diante.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

If The World Ends On Saturday




Tem gente falando que o mundo acaba amanhã (21/05/2011). Seguindo a brincadeira do twitter de responder a hashtag #IfTheWorldEndsOnSaturday resolvi escrever esse post.

Se o mundo acabar amanhã, me arrependeria de não ter feito algumas coisas bobas.

- Não ter me despedido decentemente dele hoje;
- De ter tido tanto medo de me arriscar e errar feliz;
- Não ter beijado na chuva quando pude;
- Não ter gritado quando tive vontade;
- De ter escondido alguns desejos – e de ter demorado pra revelar outros;
- Não ter feito, gerado e criado um filho;
- Não ter cantando uma música para alguém;
- Nunca ter uma música cantada pra mim.
- Não ter entrado na igreja de branco e dito sim a alguém que eu amasse;
- Nunca ter tocado um instrumento;
- Não ter passado uma manhã inteira na cama contando lorota, beijando e sorrindo;
- Ter olhado mais pra dentro dos olhos dele.
Estaria grata por tê-lo visto uma vez mais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

<< você



Pra sonhar - Marcelo Jeneci

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar


Por menos que nós mereçamos, ainda te sinto necessário. 
Imprescindível para meu corpo. Necessário para meu auto-controle.
Por mais idiota que seja esta relação, sinto necessidade de alimentá-la.
Fazer crescê-la por todos os lados, rente e por entre a pele.
Por menos confiável que seja a sua índole, ou a minha constância; eu ainda acredito.
Planejar o impossível e relembrar o que nem aconteceu, qualquer coisa que me aproxime da sua projeção.
Por mais distante e ilógico que seja esse protótipo de ser que eu criei e chamei de você, me aflige.
Mexe com cada célula, com cada glândula - e você se aproveita.
Por menos confiáveis que sejam minhas certezas, preciso de você hoje.
Não sei se amanhã, mas hoje eu te amo da forma imperfeita que sei amar.
Por mais irreal que seja isso que eu chamo de amor, por mais distante que isto esteja da sua realidade.
Por menos louvável que sejam esses escritos, por menos saudável que seja eu alimentar essa obsessão,
Estou aqui mais uma vez. Sendo assombrada pela sombra do que você poderia ser - mas não é.
Eu amo e preciso, de alguém que construí a partir de você. Com cacos de quem você foi, com seus dentes, boca e cabelos; E ainda me alimento de um mero rascunho de quem você poderia ser.
ALDREYCKA

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A bela [dura] vida de trainee



Estou há 08 meses nessa nova jornada de desempenhar o papel profissional de TRAINEE DE NEGÓCIOS. Como a própria palavra sugere, estou "treinando" para ser uma Gerente de Negócios, e esse treino dura o período de 01 ano.

Ser trainee é ser novo e não ter experiência profissional suficiente. Mesmo no meu caso eu ter começado a vida de trainee aos 22 anos e com mais de 4 anos de experiência profissional, nunca tinha atuado de fato na área de negócios - principalmente na área de negócio de um instituto de tecnologia. Em outra palavras, tudo é novo e você precisa aprender tudo do zero. 

No início é tudo novidade e friozinho na barriga. Com o destino certo de mudar de Estado ao final do programa (se você for contratado), isso só aumenta a aventura e emoção da dura vida de Trainee. Mas com oito meses você dando duro, você até esquece que vai ter que sair do conforto da sua cidade natal e se aventurar em terras distantes - drama queen. Até que um dia no final do expediente, na véspera de feriadão, chega um comunicado rápido e direto, como quem diz "menino, vai ali comprar um guaraná na venda da esquina"... E te dão um susto daqueles: VOCÊ VAI TER QUE IR PRA OUTRO ESTADO PASSAR 15 DIAS. Quinze dias?!?! Quinze dias, meu bem! Você nunca viajou a trabalho nos seus oito meses de trabalho, e do nada, você precisa viajar 15 dias.

Depois de ir no banheiro trocar a fralda, você dá início a fase de NEGAÇÃO. Eu? Sozinha? Em outro estado? Sem conhecer ninguém? Quinze dias?!?! Sozinha? No frio de Curitiba? Quinze dias?!?! Sem conhecer ninguém? Sozinha? Quinze dias?! Enfim... Deu pra você entender o drama. Depois de você assimilar todas as coisas que você vai precisar enfrentar nesses quinze dias fora do conforto da sua casa, você dorme uma noite na cama da sua mãe e dá início a fase de ACEITAÇÃO - a fralda já não é mais necessária, só alguns medicamentos ansiolíticos pra deixar todo mundo feliz. Daí agora você só precisa providenciar roupa de frio e tentar não ficar ansiosa demais. Mas nem sempre dá certo administrar essas duas variáveis, e você se pega se preparando pra passar 15 anos no pólo norte, então percebe que tem algo errado.

Dramas a parte, estou pensando em levar na mala, fraldas descartáveis e um pouco de Lexotan. De resto, tô levando tudo na boa. Tenho a plena certeza que depois desse susto vou voltar menos "filhinha da mamãe" e estarei pronta para ir até para Angola de boa (Mentira! Esta só sou eu forçando a fase da aceitação, ok?). Levo na cabeça apenas uma certeza: Ou vai ou racha, não vou ter aquele meu velho artifício de "pai vem me buscar daqui!!". Agora é só preparar "aquela" playlist, o bom livro na mala, cara de séria, e seguir em frente - ah, e casacos, meias e cachecóis, por quê 17 graus pra quem é de Recife, é como se fosse uns 3 graus negativos. hahuahu



Enfim, quando voltar de Curitiba eu conto como foi.


Aldrêycka

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Olha lá a maresia



Tô numa fase de maresia 
Sem amores pelos quais sofrer
Daí o blog fica nessa sobrevida
Sobrevivendo de músicas e pequenos trechos de livros românticos que me ponho a ler
E ninguém a comentar...


Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

FELICIDADE - MARCELO JANECI

quarta-feira, 30 de março de 2011

[RESENHA] Orgulho e Preconceito - Jane Austen



Este é um daqueles clássicos que TODA MULHER DEVE LER. Quem quiser, até chame de livro de ‘mulherzinha’, por que de fato, é bem provável que só uma mulher seja sensível ao ponto de entender todos os valores desta obra. É um romance lindo, e bem diferente dos demais. Também é antigo, foi escrito em 1813, há quase 200 anos atrás; mas traz uma história leve, e com personagens de personalidade e gênio até bastante comuns nos dias de hoje. Pessoas inseguras, umas sábias, outras intransigentes, umas preconceituosas, outras orgulhosas, outras fúteis, outras cândidas... Essa pluralidade faz de “Orgulho e Preconceito” um livro delicioso. 


Quando li essa obra, eu já tinha assistido (por diversas vezes) o filme mais recente baseado nela, com o mesmo título e estrelado pela vivaz Keira Knighltey. Eu geralmente recomendo a todos que leiam primeiro o livro, para só depois assistir o filme. Mas neste caso, eu admito que foi uma experiência maravilhosa ter lido o livro após assistir o filme. Me fez ter mais comprometimento com os personagens e com a história. E de forma alguma, já saber do enredo me impediu de torcer, sofrer e me divertir com os personagens. Na verdade, foi extremamente prazeroso, pois o livro trouxe detalhes e intensidades que o filme não conseguiu exprimir. Foi uma leitura na qual eu já tinha estima pelos personagens, e foi gratificante saber mais sobre a personalidade e até o destino que teve cada um deles.

Elizabeth Bennet
Vou aqui me atrever a dizer que, em comparação com Persuasão [da mesma autora], Orgulho e Preconceito [Pride and Prejudice título da obra original] conseguiu ser ainda melhor. Mesmo achando que pra mim, depois dos dois livros lidos, Jane Austen é a melhor escritora da época, creio que minha preferência por Orgulho e Preconceito tem um quê de identificação própria. Seria muita presunção aqui me comparar com Elizabeth Bennet, mas quem nunca se identificou com um personagem, não é mesmo? Ao contrário da introspectiva e subserviente Anne Elliot [Persuasão], a Elizabeth tem um temperamento e personalidade muito parecidos com os meus – inclusive seus ‘pré-conceitos’ e precipitações. Esse detalhe é que me faz definitivamente, classificar este livro superior ao outro – todavia ambos são extremamente recomendados por mim. 


Mr. Darcy
Quanto ao enredo, acredito que o sucesso desse livro se dê por que ele não é igual aos outros romances de época. Não existe de um lado uma donzela suspirando doçura e contentamento, e do outro um cavalheiro gentil e simpático. Na verdade é a história de duas pessoas que se odeiam cada um à sua moda. O amor não cai de pára-quedas sem razão aparente, mas é construído gradualmente, muitas vezes inconsciente e até incontrolavelmente pelos personagens. O próprio Mr. Darcy responde o seguinte, ao ser questionado sobre em que momento ele descobriu que amava Elizabeth: “Não sei determinar a hora, o lugar ou o olhar, ou as palavras que lançaram os fundamentos. Faz muito tempo. Já estava no meio quando percebi que tinha começado.”
Irmãs Bennet (da esquerda para direita): Lydia, Kitty, Elizabeth, Jane e Mary

Então, por ser um romance com um enredo diferente dos clichês, uma obra com personagens ‘reais’ – com defeitos e virtudes, eu considero Orgulho e Preconceito minha melhor leitura do ano. Fico até com medo de ler os outros livros da Jane Austen e ficar frustrada. Tenho medo de ler A Abadia de Northanger e Razão e Sensibilidade, e descobrir que estes não têm o grau de qualidade que os outros têm. Mas eu vou lê-los mesmo assim. Vai que descubro mais duas leituras geniais. Vale a pena tentar.

Elizabeth e Mr. Darcy


Aldrêycka Albuquerque



# Fotos do filme "Orgulho e Preconceito".

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Orgulho



"O orgulho é um defeito muito comum, creio eu. Depois de tudo o que li, estou deveras convencida de que é comum, que a natureza humana manifesta tendência bastante acentuada para o orgulho, e que são raros aqueles entre nós que não nutrem um sentimento de condescendência própria baseado em uma ou outra qualidade, real ou imaginária. Vaidade e orgulho são coisas difentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Pode-se sentir orgulho sem ser vaidoso. O orgulho diz respeito mais à opinião que temos de nós próprios, enquanto, a vaidade, ao que pretendemos que os outros pensem de nós." 

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

sábado, 19 de março de 2011

:: supere




É triste você saber que não passa de um saco de merda aos pés de um muro de concreto frio. E por mais que você se esforce para ser boa o suficiente, para o muro você nunca deixará de estar ali embaixo – aos pés dele, e para o mundo você sempre será e federá a merda. Então você precisa tomar coragem e tacar o saco de merda no ventilador e fazer o muro também feder junto com você. Pois foi ele que te pôs ali, foi ele que te subjugou, te seduziu até aquela vala, e te transformou nesta bosta que hoje você é para ele. Então tome seu direito de odiá-lo, tome coragem para afetá-lo, seja enfim mulher para atingi-lo. Deixe de guardar mágoas e ponha tudo pra fora. Com um murro, ou uma cuspida na cara dura deste muro que te olha de cima. Por mais alto e intransponível que ele seja, atravesse-o. Abra um buraco. Arrebente tudo à marreta. Mas supere. Supere a soberba, o ego e a maldade deste muro que te fez ficar na sarjeta; nas margens e na periferia da atenção dele. Abaixo de qualquer possibilidade de ser alguém; ou de simplesmente ser você. Supere e seja alguém melhor.

Aldrêycka Albuquerque 


segunda-feira, 14 de março de 2011

Fel


""  Por mais profundo que seja o conhecimento mútuo ou identidade entre as partes interessadas antes do enlace, em nada contribui para a felicidade. Há sempre, depois, uma disparidade de feitios suficiente para lhes assegurar a cada um sua dose de amargura; e, sendo ssim, quanto menos se conhecerem os defeitos daquele com quem se vai passar o resto da vida, tanto melhor será."
Orgulho e Preconceito - Jane Austen

quinta-feira, 10 de março de 2011

Só o que o amor pede é tempo.


"Nunca houve dois corações mais abertos,
Nem gostos mais semelhantes,
Ou Sentimentos mais em sintonia."
PERSUASÃO - Jane Austen




Quem lembra desses posts:

Vai amar o filme baseado no livro PERSUASÃO, da Jane Austen. O filme está disponível em 10 partes no Youtube (incorporado neste post). Vale muito a pena.

AWKWARD



Fuçando minha caixa de e-mails, encontrei esse aqui. Enviei pruma amiga no Valentine's Day, dia 14/02/11. Como eu não tenho nada pra falar, vou transcrevê-lo aqui, mas com alguns ajustes para preservar a identidade de algum animal irracional que supostamente é citado na história. Qualquer semelhança com a vida real, é pura coincidência. Essa história é fantasiosa, e de nada tem a ver com a realidade.

Hoje é o Valentine's Day. Dia dos namorados americano. E eu aqui...

Nem tive recaídas nem nenhuma outra fraqueza desde que ele sumiu desta última vez. E olha que um dia desses aí ele reapareceu! Como se nada tivesse acontecido, veio com a velha conversa de quem não quer nada - e eu, como se também não quisesse, emendei com conversas que nem aconteceram, palavras vazias, mentirinhas latentes e frieza [vulcânica] totalmente fake. Pois bem, até me saí bem. Ele veio e foi, e eu nem morri por dentro [não dessa vez].
Mas aí tem dias como esses. Assiti "O AMOR E OUTRAS DROGAS", escutei Jorge Vercillo, e me bateu aquele vazio conhecido. É um vazio quase parecido àquela vontade de comer sobremesa depois que você almoça um banquete, sabe? Você sabe que não deve, sabe que não pode, sabe que não consegue... Mas deseja, deseja, come  a tal sobremesa e então se sente mal. É triste.
Mas sabe? Acho que nem é ausência dele [pelo menos não por completo] que me afeta. Talvez não a necessidade de ter ele pra mim, mas talvez apenas a falta daquele sorriso, o som daquela gargalhada - nada mais.  Como se só isso já não fosse suficientemente dolorido. Provavelmente é só aquela nossa necessidade de ver preenchido aquele lugarzinho que a gente deixa reservado para amores avassaladores. Lugar que poderia ser preenchido não por um ser estúpido e com síndrome de Deus, mas alguém que fosse ao menos interessante. Mas esse demora pra chegar...
E é um idiota aquele que disse que o amor chega quando a gente menos espera. Já esperei e ele não veio. Deixei de esperar ele também não veio. Já me desesperei, já me destraí, já me iludi com pessoinhas que não valiam 50 centavos, enquanto o tal amor não chegava; Já mofei esperando sozinha, firme e forte. E nada.
Então, pra mim, e para aquelas que como eu, nesse dia [e no dia 12/06] fica nostálgica, desgostosa com a vida e sem muito o que esperar pro dia de amanhã, minhas congratulações - ano que vem tem mais datas românticas para nos entristercermos juntas. Romantismo é um saco mesmo.
E tenho dito.

Aldrêycka Albuquerque

"You shouldn't be here. I feel awkward, and good to be near you [...] Time may stall, and I may be late. I want it now, but I guess I can wait... [...] I hear you coming over for food... Feed my appetite with a mouthful of you..." DAMIEN RICE

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

I guess I'm insane



"A despeito dos nossos esforços, o controle é sempre uma ilusão."
Confie em Mim - Harlan Coben



Insane |
Damien Rice
Should I speak?
Eu deveria falar?

Should I bother shaking hands?
Eu deveria me dar o trabalho de cumprimentar?

Am I weak If I leave it as it stands?
Sou fraco se eu deixar isso do jeito que está?

I've submerged
Eu submergi

And I've surfaced with the blame
E eu voltei a superfície com a culpa

I guess I'm no good
Eu acho que não sou bom

I guess I'm insane
Eu acho que sou louco

Should I go?
Eu deveria ir embora?
If she calls out my name?
Se ela chamar meu nome?

And if she bleeds
E se ela sangrar

Should I wipe up the stain?
Eu deveria enxugar a mancha?

And if I'm low
E se eu estiver pra baixo

Can I drown in this rain?
Eu poderia me afogar nessa chuva?

I guess I'm no good
Eu acho que não sou bom

I guess I'm insane
Eu acho que sou louco

And I hate when you say
E eu odeio quando você diz

That I never fight for you
Que eu nunca luto por você

Sometimes you breathe
As vezes você respira

All over my scar
Toda a minha cicatriz

And you always end up
E você sempre acaba

Closer than close
Bem mais do que perto

That's where I give in
É aí onde eu desisto

Should I confess?
Eu deveria confessar?

The actions of a hand
Os atos de uma mão

In my mind
Em minha mente

I'll betray you once again
Eu te traí mais uma vez

Why should I climb?
Porquê eu deveria subir?

What is there to gain?
O que tem aí pra se ganhar?

This is no good
Isto não é bom

This is insane
Isso é louco

You're taking me down
Você está me colocando pra baixo

And you always end up
E você sempre acaba
Closer than close
Bem mais do que perto
That's where I give in
É aí onde eu desisto

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sand



"I don't wanna pray for what is not right, and I don't wanna beg for what is not mine [...] But I don't wanna be the brave one in a senseless fight."


SAND  
[Damien Rice]

You keep me in a glass jar sealed with a label
Você me mantém numa jarra de vidro selada com uma etiqueta

You think you know my world
Você pensa que conhece meu mundo

Wake up young girl, you've got a lot to learn
Acorde, jovem garota, você tem muito o que aprender

My love, my life, my work, my time
Meu amor, minha vida, meu trabalho, meu tempo

I give them all to you
Eu dou todos eles para vocês

Your hand in mine we walk, we talk in ryhme
Sua mão na minha, nós caminhamos e conversamos em ritmo

We go the whole night through
Nós entramos noite a dentro


I'm not a grain of sand
Eu não sou um grão de areia

I don't care what's written in your hand
Eu não me importo com o que está escrito na sua mão


It's bound to change
Isto está prestes a mudar


Sore, bored, and I'm lost, cost, cold
Machucado, entediado, e eu estou perdido, custoso e frio

Getting older
Envelhecendo


Wrap it up, rip it up now
Envolva-se, rasgue isso agora

Have it sold
Venda isso

I'm a grower
Eu sou um plantador

Any more, any more, any more, any more...
Não mais, não mais, não mais...

I wanna be with you
Eu quero estar com você

Just wanna be with you
Eu só quero estar com você

But you tease me
Mas você me provoca

And it shows in the way that you play
E isso fica a mostra pelo jeito que você joga

You think you know my love
Você pensa que conhece meu amor

Wake up young girl
Acorde, jovem garota

And take a taste
E escolha um sabor

Not a bite, not a bite of a life now
Não uma mordida, não uma mordida de uma vida, agora

Can tell you never come, yeah well
Posso te falar para nunca mais voltar, e como posso

My will, my mind
Minha vontade, minha mente

My lips, my lines
Meus lábios, meu destino

I've got them all over you
Eu tenho todos eles em cima de você

Your taste combined
Seu gosto combinado

With all the years of wasting time
Com todos os anos de perca de tempo

I've got a hold on something new
Eu tenho uma espera por algo novo


[refrão]

Buy the book, rip it up now
Compre o  livro, rasgue-o agora

Have it sold, I'm a grower
Venda-o, eu sou um plantador

Any more, any more, any more, any more
Não mais, não mais, não mais...

I wanna be with you
Eu quero estar com você

Just wanna be with you
Só quero estar com você

I don't wanna pray for what is not right
Eu não quero rezar pelo que não é correto

And I don't wanna beg for what is not mine
E eu não quero implorar pelo que não é meu

I don't wanna rock the road between dreams and worldly things
Eu não quero abalar a estrada entre os sonhos e as coisas mundanas

I could charge, and I could really try
Eu poderia acusar, e eu poderia realmente tentar

But I don't wanna be the brave one
Mas eu não quero ser o mais valente

In a senseless fight
Numa luta sem sentido

I, I, I just wanna be here tonight
Eu, eu, eu, eu só quero estar aqui esta noite

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre as Projeções no Amor


"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você, ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam."
Caio F. Abreu

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre músicas tristes...


Me tornei bastante conformada com a vida. E isso é bem triste.
Se antes eu chorava por cada pôr-do-sol que eu perdia de ver, hoje eu me conformo com a certeza de que sempre existirá um novo entardecer no dia seguinte.
Se antes eu me preocupava em superestimar cada um dos meus amores, hoje me conformo em virar a página e procurar novos rostos e novos olhares.
Se antes eu chorava com qualquer música.... Hoje procuro escutar alguma música [qualquer uma!!] que me faça chorar.
Aldrêycka Albuquerque




"A tristeza das canções é um sofrimento seguro. Controlado. Quase uma diversão. Quando ouvimos uma música triste, ficamos imaginando que a dor real seja como aquela. Simplesmente nos deixamos dilacerar por ela."
Confie em Mim - Harlan Coben

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

70% da Superfície da Terra



"Meu Andrew morto?! Ainda me parecia fisicamente impossível. Em determinado momento da minha vida, ele ocupara mais de sete décimos da superfície da Terra."
Chris Cleave - Pequena Abelha





Começou aqui: CLIQUE!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nothing Compares


"Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e soube que meu amor duraria pra sempre."
Querido John - Nicholas Sparks

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

k@94u$Ky


Último conjunto de palavras aleatórias de 2010. Só mesmo a falta de energia pra me fazer escrever em meio a tempos tão insossos. A bateria do notebook segura alguns minutos, mas sem internet... E computador sem internet é um completo caos. Daí resolvi vir aqui escrever [pra só depois postar]. Nem sei onde foram parar as páginas que escrevia no meu outro computador quando momentos de inspiração apareciam. Devem ter desaparecido no cyber espaço junto com meus HDs e Placas Mãe que se derreteram por falta do “fio terra” aqui na instalação elétrica. Deve ter sido por isso que criei um blog. Pura segurança, backup para meus textos enfadonhos, dúbios, infantis e extremamente pessoais.

Ao pensar em vir aqui escrever, imaginei logo sobre que aspecto dele eu iria dissertar. Daí eu lembrei que nenhum, não tenho razão para falar dele, já que eu estou começando [de novo] a me desapegar desse carma. Se bem que analisando friamente o caso, ele é apenas uma criação da minha memória. Na verdade ele não existe. Lembram daquele filme “Uma Mente Brilhante”? Quando já no finalzinho temos o maior susto ao descobrir que o tal colega de quarto do John Nash nunca existiu? Era apenas criação da mente brilhante e esquizofrênica dele? Pois é. Não que eu seja esquizofrênica [Deus me livre] acredito que já passei da idade desse “verme” se alojar na minha mente [ok, verme foi uma forma de falar] – a maior parte das pessoas que sofre desta doença apenas apresenta sintomas após a puberdade. Pois é, acredito que estou inclusa na parcela de pessoas que não nasceram com esse problema [amém]. Mas o fato é que eu acho que eu criei ele na minha cabeça. Não o verme da esquizofrenia, mas o verme do meu carma.

Só um verme, um parasita, se alimenta de você. Vive em você, mas não para te ajudar a crescer, a ser forte; mas para parasitar, sugar o sangue que é seu, se infiltrar nas fantasias que são suas, usurpar os sonhos que são seus... Pois é. O verme que se alimentou três anos da minha mente, da mesma forma simples que entrou, ele saiu. Talvez eu tenha o matado. Talvez ele tenha ido embora por não ter mais o que comer. Sabe? Acho que o fenomenal nisso tudo é você sair disso jogando o cabelo pra trás e falando “eu superei”. O fantástico é você lá no fundo saber que esse foi o curso natural dos fatos. Você insistiu até onde podia, você enlouqueceu até onde a loucura te permitiu, você errou em tudo que poderia ser errado, você foi reprovada em todos os testes nos quais fora submetida. Mas você sorri, mexe no cabelo e fala que superou, que hoje é nova pessoa, que agora é mais esperta. Que nada!

Não tarda a Terra virar e você estar lá cometendo os mesmos erros. Com outros rostos, outros corpos e bocas, mas exatamente os mesmos erros. Sempre o excesso, seguido da inconseqüência, da eterna insistência e por último o fundo do poço. O mesmo percurso que você percorreu todas essas vezes, bateu lá no fundo do poço e machucou a testa; você vai lá e faz tudo errado de novo. É impressionante! Se bem que ninguém admite. Ninguém admite que ficou com B com saudade de A. Que se envolveu com C pra esquecer de B. Que deu pra D pra ver se libertava [enfim] de A. E se casou com B porque A não te quis, C desapareceu e D não te quer ver nem pintada de ouro. Pois é. Mas você tá lá no altar, “linda e loira” jogando o cabelo e dizendo EU VENCI. É, e tem gente que acredita. O pior é que tem gente que acredita que todo aquele glacê no bolo, todos aqueles bem-casados embrulhados e toda essa brancura do seu vestido é amor. Não é desespero, não é decisão errada, não é precipitação, não é reação a uma sociedade [machista] opressora. Não, “é amor”.

Daí o cara vai lá e mata a noiva, o amigo e se mata no meio de seu próprio casamento. E meio mundo de gente fica chocada, traumatizada. Pelo amor de Deus, desde quando casamento foi [ou é] garantia de felicidade? Nem felicidade atual, nem futura. O que traumatizou essas pessoas não foram três pessoas mortas. Foi uma cena dessas ter acontecido num casamento, onde todos deveriam [por lei] estarem felizes e apaixonados. Desculpem acabar com o sonho cor de rosa de vocês, mas assim como há sexo sem amor, há casamento sem felicidade, beijo sem vontade... O mundo é mais podre e mais oco se você analisar tudo de uma ótica mais perversa.

Mas como eu dizia, eu não superei foi nada. A verdade é que ele sumiu da minha vida, e me deu a grande satisfação de perceber o óbvio: eu sei viver sem ele. É furada essa de você dizer que não vive sem o outro. Nem se você tivesse nascido gêmeo, ia significar que você não vai viver sem seu irmão. Quanto mais um cara que não nasceu junto com você, não cresceu com você, que você conheceu um dia desses, mas que agora você diz que é “a sua vida”. Nunca. Você vive sem ele sim. Viveu bem até conhecer ele, como que agora não consegue mais? Consegue sim.

Também percebi que eu estava superestimando o que eu sentia. E eu acho que é isso aí. Aqueles amores de novela, arrebatadores, aquelas mocinhas virgens chorando e se descabelando por um amor que ela acha que é sua vida, isso tudo, é um pseudo-sentimento. É tudo abobrinha, nós criamos, foi fruto da nossa criatividade. O amor é o que a gente pinta. O que a gente cria. Super-estima ou sub-estima. Ele é o que a gente quiser que ele seja. Então se você fizer os cálculos ele só existe pra quem quer. Ou seja, ele é o nada absoluto. Até que alguém vai e soma frio na barriga, com precipitação, com exagero, com hormônios [muitos hormônios] e pronto. Do zero absoluto foi feito o amor. Ou o pseudo-amor. O resto é a realidade. Tudo por baixo desta casca que a gente pinta e dimensiona, é a realidade. O resto é pura ficção. Daí eu respondo: é a arte que imita a vida, não o inverso.

Esses clichês, essas modinhas, esses amores impossíveis, arrebatadores, sempre existiram. E foi a arte que os imitou (talvez mais ou menos açucarado dependendo do autor). Mas a verdade é que isso tudo é criação humana. Pura utopia para não se digerir a existência do zero absoluto. Tudo é artifício para mascarar a necessidade humana de reprodução. Com a evolução da espécie, nós humanos precisamos nos tornar mais seletivos e assim nos tornar uma raça mais forte. Daí essa “melhor seleção” foi trocada por casamento, amor, paixão, o que for. Na verdade, querida, são só seus hormônios dizendo que para ter uma cria mais forte você deve copular com B e não com C. Se você vai querer colocar uma grinalda e chamar um padre para atestar uma decisão que as células do seu corpo tomaram, você tem todo o direito. Só depois não vai querer jogar o cabelo pra trás e dizer que o amor acabou e que você seguiu em frente. Na verdade, ele só deixou de ser seu parceiro ideal, uma vez que seus hormônios estão querendo “carne nova” no pedaço. É tudo questão de química, arte e um pouco de sarcasmo.



 Aldrêycka Albuquerque

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sobre a lembrança dele


Com o passar do tempo, foi aos poucos se cansando desse exercício. Começou a achar cada vez mais exaustivas essas tentativas de evocar, de desenterrar, de ressuscitar mais uma vez o que há muito tinha morrido. Na verdade, anos mais tarde, chegaria o dia em que Laila não choraria mais por essa perda. Ao menos, não tanto; não tão constantemente. Chegaria o dia em que os detalhes daquele rosto começariam a escapar às garras da memória, em que o simples fato de ouvir uma mãe chamando o filho de Tariq pela rua não a deixaria inteiramente desnorteada. Não sentiria tanta falta dele como agora, quando a dor de sua ausência não a deixava em paz por um momento sequer - como a dor fantasma de um membro amputado.

Depois de adulta, só muito raramente, quando estava passando um a camisa ou empurrando os filhos no balanço, alguma coisa bem banal, talvez o contato quente do tapete sob os pés num dia de calor, ou o contorno da testa de um estranho, trazia à tona a lembrança daquela tarde. E, de repente, tudo voltava à sua mente.

Trecho do livro:
CIDADE DO SOL (Ten Thousands Splendid Suns)
Khaled Hosseini 
(mesmo autor de O Caçador de Pipas)