terça-feira, 20 de abril de 2010

Vamos internacionalizar a Amazônia?

Recebi esse spam, mas é tão interessante, que decidi postá-lo! 
Vale salientar que já votei no Cristóvam Buarque para presidente.



Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!"




Espero que vocês tenham curtido.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Estranho Curioso


Criei um novo blog! Uhull !!




Pra quem é curioso e gosta de questionar as bizarrices da humanidade.

Círculos em plantações, asteróides suspeitos que desaparecem sem deixar sinais, o Sol com brilhos estranhos, um planeta nunca encontrado, uma profecia apocalíptica... Essas e outras curiosidades estarão em debate aqui: em O ESTRANHO CURIOSO.

VALE A PENA CONFERIR E INDICAR!!!


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos



Carta - Toranja

Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...


Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...


É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
E nela te pinto nua, nua
numa chama minha e tua.
numa chama minha e tua.


Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...


Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso ao teu gesto mimado
e à palma da tua mão...


É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é folha de papel
E nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.


Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...


É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...


...E nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.


Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
A mim... passou-me ao lado.

terça-feira, 30 de março de 2010

Simplesmente não sei mais gostar de alguém sem ser você!



"Se você tivesse noção da falta que me faz... Da necessidade do meu corpo em te ter por perto, da ânsia dos meus olhos em encontrarem os seus... Simplesmente não dá mais... Não dá mais pra gostar de alguém sem ser você." Drêycka



LADO ERRADO - Victor e Léo

Era como se estivesse pra começar
Um novo amor
Eu, do lado errado, sem saber
Que, em vão, tudo acabou
Como posso agora te culpar?
Fui eu quem quis te encontrar
Me joguei no escuro sem pensar
Errei, deixei-me levar


Agora mesmo, a chorar
Eu tenho que encontrar
Um jeito de fazer você me amar


Eu simplesmente não sei mais
Gostar de alguém sem ser você
Você roubou a minha paz
Vem cá, meu bem
Vem cá dizer
Quem poderá me devolver





Victor e Léo - Eu fiquei impressionada com esses dois moços. Não só com a beleza estonteante de cada um, mas o carisma, a simpatia natural dos dois. Se antes eu já admirava o trabalho dos dois, agora então me considero uma fã! Eles são humildes e simpatissíssimos, cantam muito bem, sao belíssimos... Enfim... Eles são os caras. Estou aguardando a foto que tirei com eles para postar um "up" aqui.

Bjs
Drêycka

quarta-feira, 24 de março de 2010

Peraí


UMA CARTA DE "PERAÍ"

Jessier Quirino

O amor, quando é maduro e bem- gostado, é feito bambu de lagoa: pode envergar, mas não tomba.
Ouvi dizer que paixão
É um salto duplo e mortal
De um amor aventurado
Pulando em riba um do outro
Às cegas e embriagado.

Paixão blu-blu-amoreco
Paixão pom-pom vermelhado
Paixão bolinho-com-Fanta
Paixão xaxim-aguado
Paixão arranca-porteira
Paixão do quengo-virado
Paixão ninho-de-vexame
Paixão demônia, vulcânica
De brasa, de gamação
Contramãozinha-em-paixão
Paixão de baú guardado.

A nossa era pura e alva
Feito delírio de lírio
De fuloreio nevado:

Um letreirão luminoso
De branco sebo-lavado
Com graça, luz e perfume
Sem voragem de ciúme
Sem desfavor, sem pecado.

Mas num regaço de um dia
O marimbondo da cisma
Trouxe um ferrão venenado:

Brigamos de teimosia
E ouvi daquela Maria
Este toró macriado:

 “Paixão é feito fumaça
Embaça o zói e sufoca
Quando da fé, ela passa!”


Ao ver suas nádegas gêmeas
Por capricho se afastar
Meu picadeiro da insônia
Tornou-se sala-de-estar.

Eu era casca de alpiste
Fora do cocho, assoprada
Imprestável pra semente
Pra bico da passarada
E ela, uma margarida
Dessas de plástico sem vida
De folha dura aramada.

De corpo manco, incompleto
Inflei meu orgulho reto
Pra disfarçar meu saci
Me aboletei na boleia
Duma marinete véia
Que transporta o Cariri.

Mas, no agá do vambora,
Sem nem saber pr`onde ir
Chegou em riba da hora
Com mil nasceres de aurora
Uma carta de peraí.


Pra quem não conhece esse artista nordestino, vale a pena jogar no Google ou até no Youtube "Jessier Quirino" e descobrir a evolução do matuto nordestino. Um cara que não tem vergonha de suas origens e que fala arrastado, cheio de sotaque. Que é arquiteto de formação e "Contador de Causos" por profissão. E é daquelas "abelhinhas" que quando começa a zunir, muitas outras chegam junto para "escutar" o mel que ele tem nas palavras. O Jessier é um cara muito culto, paraibano que chegou a tomar um café naquela conhecida xícara do Jô Soares e desde então faz mas sucesso do que ele poderia imaginar. Mas como tudo tem dois lados, o Jessier Quirino tem um grande problema. E pra esse não tem remédio: ele não é Pernambucano.

kkkkkkk

Drêycka

sexta-feira, 19 de março de 2010

If i had wings...




"If she had wings she would fly away" 
James Blunt


Definitivamente, se eu tivesse asas, bateria em retirada. Deste lugar, desta cidade, desta rotina, deste mundo... Mas como pedir paciência se tornou um mantra já meio velho e sem sentido, agora só espero o inesperado. Espero o não planejado. Espero o que eu não sonhei. Hoje o desconhecido está mais reconfortante do que o terrível planejado-frustrado. Não saber o que esperar te dá a falsa sensação de que ainda tem algo melhor por vim, ou o que veio ainda não é exatamente o que deveria.

terça-feira, 9 de março de 2010

Adivinha!!



Um doce pra quem adivinhar quem é essa aí!

Dica: Essa moça aí é uma cantora, e seu nome começa com "Isabella" e termina com "Taviani". Adivinhou, né? hahaha

Eu e Isabella Taviani? Só aqui no A.T. hehehe
Pra quem não conhece, vale a pena clicar aqui no vídeo.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Natal / RN - Eu tô voltando!

 
Natal, minha paixão, eu tô voltando!!
Morro do careca, vai se esquentando que já-já estarei por aí.


Desafogo do ano: Semana Santa em Natal/RN. Eu vou! =)

; )

terça-feira, 2 de março de 2010

O fim tá próximo...

Só quem não vê é quem se recusa a o fazer!

Vamos aos fatos...


"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores."
Mateus 24 : 7-8



Terremotos e Tsunamis


"E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas." Lucas 21:25

Os dois últimos maiores terremotos que aconteceram, literalmente mexeram com a Terra. Mobilizou a sociedade e até mudou o eixo do planeta. Não, isso não poder ser normal. Definitivamente as catástrofes da natureza estão mais recorrentes. O espaço de tempo entre elas está cada vez menor.



 
Objetos voadores não identificados?


"E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pragas; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu." Lucas 21:11

Definitivamente, não é normal. Há quantas décadas se fala sobre objetos voadores não identificados? Há quantas décadas se especula que os governos mundiais deixam esses relatórios “debaixo dos panos”? E agora é tudo escancarado?



Pai contra filho, filho contra pai...

 "Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. O pai estará dividido contra o filho, e o filho, contra o pai, a mãe, contra a filha, e a filha, contra a mãe, a sogra, contra sua nora, e a nora, contra sua sogra. " Lucas 12:52-53

Cada vez mais vemos crimes entre família. Está tudo anunciado. Só vai piorar, só vai acontecer mais.









Não é medo, é Terror!

"Homens desmaiarão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados." Lucas 21:26


Os poderes do céu serão abalados? O que você acha disso?



Pense a respeito. 
O fim está próximo. O que você tem feito? 
Você sabe pra onde vai? 
Tem certeza da sua salvação?

Pense nisto!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um novo olhar sob o Salmo 23



Salmo 23 - Bíblia Sagrada

O Senhor é o meu Pastor
(Isto é relacionamento!)

Nada me faltará
(Isto é suprimento!)

Caminhar me faz por verdes pastos
(Isto é descanso!)

Guia-me mansamente a àguas tranquilas
(Isto é refrigério!)

Refrigera minha alma
(Isto é cura!)

Guia-me pelas veredas da justiça
(Isto é direção!)

Por amor de seu nome
(Isto é propósito!)

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte
(Isto é provação!)

Eu não temeria mal algum
(Isto é proteção!)

Porque Tu estás comigo
(Isto é fidelidade!)

A tua vara e o teu cajado me consolam
(Isto é segurança!)

Unge a minha cabeça com óleo
(Isto é consagração!)

E o meu cálice transborda
(Isto é abundância!)

Certamente que a bondade e a misericordia me seguirão todos os dias da minha vida
(Isto é benção!)

E eu habitarei na casa do Senhor
(Isto é alívio!)

Por longos dias
(Isto é eternidade!)


"O que é mais valioso não é O QUE nós temos em nossas vidas, mas QUEM nós temos em nossas vidas." 


Citação do Salmo 23 da Bíblia Sagrada com comentários de autoria desconhecida.
Fonte: internet.



Receba a Cura - Ludmila Ferber

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

É que eu tenho a marca da promessa.


Eu já passei por tempestades, mar revolto, terremotos e até tsunamis. Mas sempre estive fincada na rocha.

Já vi tubarões serem domados, leões serem calados e até águias medonhas terem as asas aparadas. Mas sempre estive firme e livre nos limites da minha gaiola.

Já chorei de desespero, já me senti desolada, desamparada e até vulnerável. Mas tudo passou quando eu percebi que eu nunca estarei sozinha. Na verdade nunca estive.

Já passaram por aqui grandes reis e rainhas. Monarcas com suas mais bizarras artes de guerra. Sobrevivi a todas elas, mas cada uma me deixou um ferimento de guerra.

Já vi os tiranos descerem a guilhotina em pescoços afoitos e até em alguns inocentes. Sempre consegui preservar minha cabeça junto ao corpo.

Já vi sangue de inocente rolar por caprichos da nobreza. Sempre fiquei da minha cela a velar pelos que se foram e a rogar por mais um dia.

Foi aí que eu percebi: quando estamos na beira do precipício é que percebemos o valor do purgatório quando se tem como destino apenas o inferno.

Aldrêycka Albuquerque

Linguagem figurativa para desenhar meu cenário profissional do momento. Em outras palavras, estou aqui para dizer que EU TENHO A MARCA DA PROMESSA. E nada que eu  não peça aos pés do Senhor para Ele fazer por mim que ele não faça. Quando eu não posso fazer mais nada por mim nem pelos outros, peço a Deus em intercessão e Ele cumpre sua promessa: mexe Céus e Terra pelos justos que estão de mãos atadas diante de uma dificuldade. Só gostaria de fazer uma ressalva: cuidado ao querer por o dedo e prejudicar aqueles (como eu) que têm a marca da promessa.
Dreycka.

A MARCA DA PROMESSA - Trazendo a Arca

Se tentam destruir-me zombando da minha fé
E até tramam contra mim
Querem entulhar meus poços
Querem frustrar meus sonhos e me fazer desistir

Mas quem vai apagar o selo que há em mim?
A marca da promessa, que Ele me fez
E quem vai me impedir se decidido estou?
Pois quem me prometeu é fiel pra cumprir

O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez!
Minha sorte Ele mudará diante dos meus olhos

Prepara-me uma mesa na presença dos meus inimigos
Unge minha cabeça e o meu cálice faz transbordar
 

Mas quem vai apagar o selo que há em mim?
A marca da promessa, que Ele me fez
E quem vai me impedir se decidido estou?

Pois quem me prometeu é fiel pra cumprir!


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sementes Colhidas no Pequeno Príncipe



Neste carnaval li O Pequeno Príncipe. É um livrinho tão conhecido mundialmente que pra mim já tinha virado aqueles clichês que modelos burras e anorexas ao serem perguntadas “Qual seu livro favorito?”, elas respondem com ar pseudo-intelectual “O Pequeno Príncipe”. Admito que esse era o grande obstáculo que eu tinha para ler esse livro.

Porém, como tudo muda e tudo passa, uma amiga minha me confirmou que o Pequeno Príncipe era um livro muito bom, e não existe essa de que ele é infantil, ele tem uma moral-da-história que serve pra pessoas de todas as idades. Acreditei, comprei e li.

Fiquei impressionada com a leveza do livro. O quanto ele é complexo ao imaginar uma criança de seis anos o lendo com curiosidade e se deliciando com as gravuras. Como o livro mesmo fala, até “as pessoas grandes” devem ter dificuldade para entender TODA a essência do livro. Você vai precisar lê-lo algumas vezes para entender toda essa complexidade. No mais, é lindo. E profundo.

So... Catei algumas sementes deste livro, e pretendo compartilhar com vocês aqui. Espero que gostem.

“Quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer.”



“Quando a gente anda sempre em frente, não pode mesmo ir longe...”



A flor diz: “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas!”



O rei diz: “É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar. A autoridade se baseia na razão.”



“É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”


E por fim...
“As pessoas grandes são decididamente estranhas, muito estranhas.”


Quem tiver suas sementes do Pequeno Príncipe e quiser fazer uma contribuição... Fiquem a vontade!

Aldrêycka Albuquerque

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Odeio Carnaval

 

Do Carnaval eu só gosto de uma coisa:
UMA SEMANA DE FERIADO

Junte-se a mim ao bloco: Carnaval é uma @#% !! Voltarei a vida normal na Quinta-feira. Até lá: sombra, água fresca e transmissões bizarras na TV.


Da série: Insatisfações carnavalescas.


Drêycka

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

História sem nome (P7 - Final)



História Sem Nome
Parte 07 - Final

Os dois conversavam mais pela internet do que pessoalmente. Relacionamento moderno esse. Estranho e moderno, vocês hão de convir. Ela me disse que uma das melhores conversas que eles tiveram foi quando ele começou a descrevê-la. Segundo a garota, ninguém nunca falou dela como ele o fez naquele dia. Era incrível como ele conseguia vê-la por dentro, sua real identidade que muitas vezes estava encoberta pelas capas que a sociedade tanto requer. “Ele me conhecia tão bem... Isso não poderia ser por acaso”, justificava ela.

Bem, eu assenti com a cabeça e pedi que ela não se preocupasse, o que tivesse de ser seria. O que mais eu poderia falar? Ela estava convicta de tanta coisa, que seria capaz de esperar uma vida inteira por um amor que ela talvez nem conhecesse de verdade. Mas como ela bem disse: “Pra mim ele sempre será suficiente”. Isso é ou não uma loucura? Ou é amor? Às vezes desconfio que o que separa o amor da loucura é um fiozinho fino de náilon.

Fui embora na dúvida se aqueles dois um dia iriam se entender. Se ele um dia iria se acordar e perceber o quanto de amor ele está perdendo deixando a garota sozinha. Ou se um dia ele iria se acordar e subir no altar com sua dona e terminar de enterrar aquele protótipo de amor que ele construiu com a garota. Vai saber. Mas uma coisa é certa: Murphy não foi legal com aqueles dois. Se eles tivessem se conhecido um ano antes, quando ele era solteiro. Ou seis meses depois, quando ela já tivesse saído da faculdade. Eles tinham que se conhecer e levar o fardo da incapacidade amorosa pro resto da vida.

É óbvio que pra ela vai ser muito mais traumático. Na verdade sempre foi. Ela fica reclusa em casa tentando não pensar em muita coisa. Assiste seriados insanos e lê o maior número de livros possíveis. Já ele vai para resorts e lindas viagens com sua dona. É, é bem provável que ele aprendeu a viver sem ela bem mais rápido. Mas não é possível que ao ver uma página na internet, ou uma música no rádio ele ainda não lembre dela. Não é mesmo possível.

E aí? E se fosse com vocês?

Aldrêycka Albuquerque


Leia o começo desta história:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

História sem nome (P6)



História Sem Nome
Parte 06

Sinceramente foi bem esquisito escutar que Sansão era comprometido. Após tanto “love’s in the air” que havia entre os dois, era meio conflitante essa situação dele. Mas vocês hão de convir que agora está explicado o motivo dos pombinhos nunca poderem ter um ao outro. Tudo tem uma explicação. Por mais fatídica que ela seja.

Eu cheguei até a perguntar a garota sobre a tal dona do Sansão. Perguntar se ela era uma Mônica da vida (personagem do Maurício de Souza), ou se não passava de uma Magali. Mas entendi que ela era muito menos significante que isso, e dessa forma essa terceira pessoa não caberia nesta história. Na verdade a dona do Sansão conseguia se misturar tão bem a paisagem, que a garota começou a perceber o quanto de verdade ela mesma era estrela do seu próprio show. Por um lado isso era bom. Por outro, era aterrador.

Ao tocar nesse assunto, a garota parou, segurou no meu braço e disparou: “Você sabe quantas noites passávamos na internet conversando até sobre a relatividade do universo? Você imagina quantos fins de semana pudemos estar juntos e usufruir tão bem da presença um do outro? Você imagina o quanto fomos francos e nos abrimos um para o outro? Você pode imaginar quantos dos nossos olhares nós tentávamos freneticamente decifrar? O que eu sentia era mútuo sim! Talvez não da mesma intensidade, não da mesma maneira. Mas de certa forma ele era meu sim. Ele compactuava das mesmas intenções sim! Mesmo não nos tocando, nossos olhares e palavras tocavam lá no fundo da alma.” Bem, a garota tem seu direito de acreditar no que quer. Mas para mim esses fatos não passam de faíscas do acaso. Os dois nunca se configuraram numa possibilidade. Pelo menos não até agora.

O platonismo doentio desta garota é diferente. Em momento nenhum ela disse que ele era perfeito ou correto no que fazia. O mais intrigante era que ela tinha a plena noção do quanto ele era irritante, do quanto era desleixado, do quanto ela se irritava quando ele esquecia o dia do aniversário dela, do quanto ele parecia não se importar. O grande problema era que apesar disso tudo era com ele que ela arriscaria passar o resto da vida. Foi ao perceber isso que eu perguntei a ela se ela não se sentia mal em ele não demonstrar em momento nenhum que sente o desejo de arriscar tudo e tentar ficar com ela de uma vez. Ela foi seca: “Ele não poderia. Não seria justo com ela.” O que leva uma garota a amar tanto uma pessoa que até entende quando ele é covarde?

Segundo ela, não se tratava de covardia, mas de decência. Ele nunca poderia abrir mão de uma pessoa que o ama. Ela o aceitou do jeito que ele era e até hoje o ama assim. Agora ele vai trocá-la por uma pessoa nova, volátil e extremamente inconstante? A garota não acha que isso é ter uma baixa auto-estima, na verdade segundo ela isso é ser consciente, e se fosse ela, faria a mesma coisa. Ela pode negar, mas eu posso jurar que ela vai continuar com a vida dela de maneira independente e solta, mas sempre involuntariamente esperando por ele. Vai entender, cada um escolhe a cruz que vai querer levar. Eu até disse isso para ela. Ela me sorriu e começou a contar mais um dos seus momentos que ela tanto guardava com nostalgia e carinho.


Aldrêycka Albuquerque


Leia o começo desta história:

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

História sem nome (P5)


História Sem Nome
Parte 05

A garota e Sansão. Sabe um ponto bem interessante da relação destes dois? Eram os olhos. Ambos escondiam segredos no olhar que só eles entendiam. Ela e aqueles olhos castanhos e misteriosos sempre tentando inquirir dele uma reação, mesmo que impulsiva. Em contrapartida o que ele via nos olhos dela era uma charmosa janela para a sensualidade. Sansão por sua vez tinha olhos pequenos cor de caramelo, tinham formato de olhos de peixe morto, como ele mesmo dizia. Mas esses olhos doces guardavam uma luz tão intensa que dilacerava a garota por dentro. Para ela, uma conversa afiada era como brincar com aquelas espadas do Highlander, feixes de luz poderosíssimos e os dois se engalfinhando pelos olhos por qualquer motivo banal. Ele era sexual. Ela era sentimental. É lógico que eles sempre brigavam.

Ele gostava de sempre bancar o idiota, mas ela sempre pensava que ele era uma pessoa bem melhor lá no fundo dos olhos. Já ele passava todo o tempo tentando mostrar a ela o quanto ele era inviável, insensível e machista... Pena ele nunca ter conseguido convence-la disso. Teria evitado algumas dores de cabeça, com certeza. Na verdade a garota gostava de dizer que Sansão trazia um “Id” dentro de si cheio de sentimentos e vontades que o seu “Super Ego” trancafiava de uma forma que só os olhos denunciavam a pessoa linda que tinha lá dentro. Apesar da capa dura, fria e muitas vezes calculista, no fundo tinha um Sansão que só queria se jogar naquela relação. Ela até tentou explicar essa teoria a ele, mas ele riu da cara dela. Ele não era homem de tantas faces. Ele era ele e pronto. Sem Ids, sem Egos nem Super Egos. Pobre tolo esse rapaz, precisava assistir algumas aulas de psicologia para entender o que ela dizia.

Foi aí que eu perguntei a garota o verdadeiro motivo dos dois nunca poderem ficar juntos. O que é que prendia a vontade de ambos, já que ela jurou que sempre sentiu nos olhos dele a força do desejo e a mesma vontade que ele tinha, mas ele se continha. Na verdade ele chegou até ser bem franco com ela, expondo o quanto ele a queria, mas no final das contas ele sempre a quis de um jeito diferente que ela. Ela o queria ao alcance dos olhos, ele a queria numa mesa, rodeada de batatas e besuntada no molho Barbecue. É bem claro que existia um conflito de interesses, mas mesmo assim esse abismo todo entre os dois ainda era meio injustificado. Foi sob este meu questionamento que ela foi categórica: o Sansão tem dona, minha querida. Sempre teve.

Continua...

Aldrêycka Albuquerque


Leia o começo desta história:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

História sem nome (P4)


História Sem Nome
Parte 04

Se você ainda acha que essa necessidade extrema que a garota tinha de querer guardar cada milésimo de segundo que passava com o Sansão é algo normal e até sadio, o que você acha dela ter decorado o que foi que ele pediu para comer no restaurante onde eles se reuniam com os amigos? Ou a cor de todas as blusas que ele ia para a faculdade? Ou pior, o tom da gargalhada dele no meio de um burburinho só? Pois é, definitivamente ela tinha problemas.

Outro dia desses eles se encontraram pela internet. Nos trinta minutos seguintes eles mostravam um ao outro pela webcam os livros que tinham na estante. Dan Brown, Fernando Sabino... “Como nós temos os gostos parecidos!” pensava ela. Mas ele sempre tinha mais livros e sempre achava o gosto literário dela frívolo. Vai entender. Era Sansão de um lado rindo por ela ter poucos livros, e do outro lado ela só escutava:

“Mas vai ser impossível não lembrar
Vou estar em tudo em que você vê:
Nos seus livros, nos seus discos
Vou entrar na sua roupa
E onde você menos esperar
Eu vou estar”
Capital Inicial

Tudo não passava de brincadeira e obsessão musical. E assim eram as conversas pela internet. Horas e mais horas falando dos mais variados assuntos das mais variadas formas. No final ela sempre ia dormir irritada e ele sempre sorrindo. Sansão falava, ela escutava, traduzia em música e eternizava. Era ridículo, mas era verdade.

Mas o que ela mais gostava era a presença. Principalmente os inúmeros passeios curtos de carro. Do trabalho dela para a faculdade, da faculdade ao ponto de ônibus. Ele sempre muito gentil concedia as caronas e eles iam todo o caminho falando de frivolidades. Um dia quando estavam conversando, tocou uma música no carro:

“Darling you got to let me know
Should I stay or should I go?
If you say that you are mine
I’ll be here ’til the end of time
So you got to let me know
Should I stay or should I go?”
The Clash


Ele começou a cantarolar o refrão e ela o acompanhou. De um lado ele torcendo pra poder “ir embora” e do outro ela pedindo a Deus pra ele ficar. E assim eram os dois na maioria das vezes. Dicotômicos e inflamáveis. Sabe Deus o motivo, mas ainda assim eles se gostavam. E isso poderia ser visto com o brilho no olhar dos dois ao conversarem. Mesmo se fosse mais uma das suas briguinhas idiotas ou apenas filosofando sobre a vida. Os olhos dos dois tinham sincronia e um brilho único. Impossível não ver o quanto eram especiais juntos. Impossível perceber o quanto o conjunto era tão melhor que o individual.

Aldrêycka Albuquerque

Contiua...
Leia o começo desta história:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

História sem nome (P3)


História Sem Nome
Parte 3

Ao tentar me contar a história, a garota preferiu começar pelo momento que ela mais gostava: o passeio cor de laranja. Então ela começou a contar e ao mesmo tempo reviver. Eles estavam no carro dele. Ela decorou tudo na memória: a estrada estava úmida e particularmente bela naquela manhã. No ar estava aquele cheiro de chuva recente e existia uma atmosfera cor de laranja sob a copa das árvores ao longo da estrada. Estudar aos sábados nunca foi tão prazeroso, pensava ela. Ele ligava para ela cedinho e por telefone derramava a voz mais doce e misteriosa que ela já escutou na vida. Assim, a garota contava os minutos para chegar à faculdade, sentar ao lado dele e depois, com sorte, passearem de carro até o ponto de ônibus.

Antes de continuar falando do tal passeio cor de laranja ela interrompe a nostalgia e começa a abrir um parêntese com tanto gosto e prazer que só fez provar o quanto ela ainda era louca por Sansão. Os parênteses eram sobre o belo sorriso do rapaz. Ele sorria com a alma, com o coração, dizia ela. Tinha uma gargalhada que aquecia o coração dela. Ela poderia identificar aquele sorriso no meio do Carnaval, em pleno Galo da Madrugada se fosse preciso. Era incrível, mas se ela pudesse escolher duas coisas pelas quais ela era mais apaixonada nele (se na verdade ela não o amasse por completo como o faz), seria seu sorriso e seu olhar. Definitivamente esses dois a faziam voltar pra ele sempre.

Voltando ao passeio, enquanto ele dirige e fala sobre como o pai dele dirige mal, a mãe dele dirige bem e como ele ensinou uma amiga a dirigir, a garota fica pensando em quantas vezes ela vai reviver aquele momento na sua memória. Ela tem a plena certeza que nunca vai esquecer daquele momento. Nem em mil anos. Sansão fala, e só escuta ela concordando com ele alguns “anham” extremamente sonoros e chatos. Já a garota decora cada milímetro daquele pedaço de história e só consegue escutar música:

“Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...”
Cassia Eller

Música, muita música. A voz dele parece música, aquele momento parece ter saído de uma música. Ela continua decorando tudo (e como tudo está diferente!). Estava tudo laranja e em câmera lenta. Era ela eternizando tudo de novo. Era o grande problema dela: sempre achar que tudo “é grande coisa”. E muitas vezes não é! Não passa de banalidades e acasos. Mas para ela eram dádivas e pérolas que ela colhia pelo caminho e guardava na memória insana e seletiva dela. Pobre garota, dona de uma história impessoal e sem nome.

Aldrêycka Albuquerque

Continua...


Confira o começo desta história: