terça-feira, 1 de setembro de 2009

FÓRMULA INFALÍVEL: Homens digeríveis e de convivência suportável.

Nós mulheres já passamos da fase de esperar um príncipe encantado montado num cavalo branco. Essa utopia já está tão ultrapassada que os homens com cara de malandro e cafajeste estão fazendo o maior sucesso. Sabe aquela história do anti-herói? Pois é. Hoje ele faz mais sucesso do que o coitado do príncipe certinho. Se isso é culpa da nossa sociedade pós-moderna e seus costumes pra lá de absurdos, ou apenas um reflexo de pensadores como o Veríssimo, que diz que precisamos mesmo é “da pessoa errada”, não sabemos. A verdade é que os valores estão invertidos e o consenso geral é o seguinte: não existe homem perfeito.

Então, seguindo essa verdade, o que as mulheres de hoje esperam? Por trás desta necessidade de encontrar o cara errado e viver quebrando a cara no amor, existe um vazio a ser preenchido e uma pergunta a ser respondida: quem procurar? Em resumo, deveríamos focar em procurar um homem agradável e de convivência ao menos suportável. Acho que seria uma boa, canalizar as energias em algo que não fizesse mal. Alguém que não nos prejudique é o básico. Alguém que não nos irrite e que a convivência com ele seja algo tolerável. Creio que essa seja uma exigência sensata, não é mesmo? Em comparação com aquele estereotipo conhecido: “bonito, simpático, inteligente e romântico” que nossas avós estão cansadas de recitar e que, convenhamos, está muito além da realidade. Tirando os nossos amigos donos de salão de beleza e designers de moda, nenhum pretendente disponível no mercado consegue entrar nesses crivos que a vovó estipulou.

Não pretendo insinuar que as mulheres são masoquistas. De jeito nenhum. O que eu acho é que sofrer numa relação se tornou um requisito básico para qualquer mulher que não queira estar solteira. Igual a peça de roupa com avaria que entra em promoção e que a gente sabe que ta com defeito, mas como a necessidade de comprar às vezes é maior que o orgulho próprio, mesmo sabendo que a troca não é permitida, a gente compra e sai da loja “satisfeita”. É uma situação esdrúxula que, infelizmente, quem se opor a ela está ameaçada a ficar para a titia, pois segundo a mamãe e a vovó, relacionamentos são assim mesmo. Devemos engolir assim, desse jeito! Confortáveis ou não. Ao lado de homens digeríveis ou não.

Até onde deveremos ir para não portar o título de solteirona?

Eu não sei. Mas que esse mundo ta de ponta cabeça, isso é fato. Se os homens continuarem a se portar como machistas inveterados que concentram em si o equilíbrio da relação... Creio que vou passar mais um tempo com o título de solteirona do pedaço.

Aldrêycka Albuquerque

Texto dedicado a minha amiga: Izanethe Costa.

4 comentários:

Drunken Alina disse...

Quando procurei pelo príncipe só encontrei sapos e depois de levar bastante esnobada aprendi: não existe o cara certo; existe o cara que comeria um vagão de m*rda por você, e se vc gostar dele,embarca, pq é esse daí que é pra casar!

Luana P. disse...

Adorei o comentário acima. Rsss

Eu acho que não podemos é esperar uma pessoa perfeita. As pessoas tem defeitos, manias que irritam, essas coisas.

O grande lance é o que vc sente qdo está do lado dela e o que sente qdo está longe.

O meu amor é lindo, dedicado, parceiro, mas está muito longe da perfeição, assim como eu.

Sabe a historia de preferir o lobo mau (te escuta melhor, te vê melhor e ainda te come)? rsss... Pois é, esses são os melhores.

Beijos, moça!
.Luana.

dany disse...

Pura realidade!
Acho que me encaixo igual à vc!
Mas a esperança é a última que morre.

dany disse...

Pura realidade!
Acho que me encaixo igual à vc!
Mas a esperança é a última que morre.